3 Segundos

Há quem valorize o que tem, o que teve, o que pretende atingir e há também aqueles que optam por se compararem com os que, imaginam, não serem felizes. Isto sem esquecer a comparação mais fácil e evidente, aquela que vive das imagens do "resto do mundo", aquele "terceirismo pobre" que as notícias mostram, com crianças a passarem fome e a morrerem por beberem água pior que a dos nossos "primeiromundistas" esgotos. Desta última forma, claro, dirá a grande maioria, ou todos, que se podem considerar felizes, e alguns deles extremamente felizes. Mas, se se optar por pegar no lado autêntico, aquele dos "ganhos vs perdas" em função do conjectura geográfica, económica e social onde nos inserimos", ficar-se-á sempre com a necessidade de recorrer aos tais 3 segundos de reflexão, aqueles em que se recorda, avalia e se tenta ser positivo, "verbalmente acreditando" que sim, que sé é feliz.
Com tudo isto, além de nos propor fazer contas à custa do próprio barómetro da felicidade, pretendo basicamente confrontar-nos com a verdade, aquela que nos diz que somos felizes muitas vezes, algumas das quais sem lhes darmos o devido valor, mas, na soma dos tais "ganhos e perdas", quando nos perguntam de somos felizes, para sermos completamente honestos, principalmente connosco, deveríamos responder que; afinal, somos uns eternos insatisfeitos, mas "felizitos".
Paragens

A esta hora, quem me estiver a ler, julgará que estou a ficar doido, sem sentido e, principalmente sem a objectividade com que, na escrita, sempre me apresento, e, já agora, na vida também. Mas não, não estou assim tão perto de um qualquer "Magalhães Lemos", estou simplesmente numa fase de "limpeza", numa era de escolhas, algumas entretanto já tomadas no "fio da navalha" em jeito de ponto final, outras, e é destas que falo, vão divagando vagarosamente por esta varanda estranha de onde escrevo esta amálgama de palavras confusas, sem linhas, sem certezas, sem peso suficiente, pelo menos aquele que espero e desejo levar daqui para "as minhas verdadeiras paragens".
"Férias"

É uma pena.

E a vida continua, claro. É o que dizem sempre, certo?!
Mulher mais bonita do Mundo

"Bicicleta"

Sarrabiscos

Sinto-me assim, neste "fio da navalha", neste "vou ou não vou", neste "acabo ou continuo", nestes "sim ou sopas"... E por aí fora, numa procura sem nexo, sem projectos delineados, sem sarrabiscos como pêndulo, sem o Eu em mim, ou pelo menos sem uma boa parte dele, do Eu.
É, por vezes, também "me dá", também fico tentado em mandar muito "à fava"... Mas, com este cadeado com que me construí ao longo das décadas, provavelmente, não me atirarei para as "urtigas", embora, conhecendo-me, saiba que, depois desta conversa comigo, nada mais será como dantes, mesmo podendo parecer que o é.
Recomendo Vivamente

Toca e Foge

Mas, para mote deste texto, permitam que desvie a atenção para os spots televisivos que o Ministério da Saúde anda a emitir. São demasiado apelativos ao "não-toque-que-pode-ser-o-próximo-no-número-que-se-desmultiplica-vertiginosamente-minuto-a-minuto". E isto preocupa mais do que qualquer abertura de noticiário com um "hoje quintiplicaram-se os casos de gripe A em Portugal e pentamultiplicaram-se nos outros lados das fronteiras".
Pelo andar desta "publicidade", cheira-me (Pode cheirar-se ou há perigo de contágio?!) que vamos acabar por voltar ao tempo em que tínhamos medo de apanhar pela frente um "sidoso" (perdoem, mas o termo era este). E, no caso desta gripe dos porcos, num país com tantos "porcos"(não é surpresa para ninguém, pois não?!), é naturalíssimo que passemos a não cumprimentar, a não abrir a boca, a não sair de casa, ou "melhor", a não existir, se calhar até junto daqueles que são mais próximos. Sabe-se lá por onde andaram!
É, é verdade, estamos a caminhar para o abismo do "irremediavelmente sozinho" ou para o regresso às cavernas, usando a televisão como janela para o outro lado da rua, enquanto não se provar que as ondas que os LCD emitem não têm perigo de contágio. É que, convenhamos, contagiados já estamos nós. Estamos contagiados pela "certeza" de que temos pelo menos 25% de hipóteses de ligar para a linha Saúde 24, mesmo que demorem a atender-nos.
Qual de nós ainda não pensou 1 segundo na hipótese de já ter estado em contacto com uma maçaneta traiçoeira? Qual de nós ainda não equacionou que a dor de garganta, porventura, pode não ser derivada das alterações climáticas mas sim um daqueles 10 sintomas? Pois, o número não pára de aumentar. E não faltam hospitais ao nosso lado com exemplos de pessoas que, como nós, não receavam serem apanhados pelo pré-Tamiflu, mas foram, mas são, e continuarão a ser.
Estamos lixados, e bem lixados. Com o Setembro a chegar e o Outubro (pico) a anunciar-se, parece-me que esta gripe - se calhar inventada por uma qualquer farmaceutica com interesses mundiais, além de nos pôr de molho, vai separar-nos de vez da realidade. Sim, da rua onde, tudo indica, a julgar pela tal publicidade, passará a ser percorrida "apenas" por infectados.
(Para entenderem melhor o que anda a acontecer ao Mundo, e porquê, seja com os vírus, catástrofes naturais e económicas e demais tragédias, ou "limpezas" à escala global, sugiro que procurem informações sobre a Nova Era 2012. Perceberão que nada é por acaso e que até 2012 ainda há muito para se e nos "transformar" num Mundo que, por nosso egoísmo, está a fazer-nos pagar e aprender a tratá-lo melhor.)
"Mais Grande"

E, se calhar, é aqui que reside um dos principais erros na evolução social, do crescimento enquanto pessoas no meio de outras pessoas, querer-se ser sempre mais, "mais Grande".
Estou em crer que, se por ordem Divina, todos tivéssemos que ser do mesmo "tamanho" - fosse qual fosse o "metier" ou "status", acabaríamos por ser todos mais Felizes, e, por sinal, "mais Grandes" enquanto elos da humanidade. Mas, pelos vistos, não vale a pena repetir esta utópica tese pois, acredito, só perceberemos que ninguém é "mais Grande" do que o outro quando se morre, seja qual for o "dourado" do caixão.
Paredes

Aprendiz

Sejamos francos à moda antiga. Afinal, a liberdade é sinónimo de "chamar os bois pelos nomes", e é isso que deveríamos sempre fazer, aprender e partilhar, escorregar e levantar, perder e vencer, de preferência sem grandes penalidades mal assinaladas pelo árbitro que rouba para "quem dá mais". E é esta uma das razões que me leva a escrever por estas bandas, muitas das vezes esquecendo que "toco" e "firo" quem me lê, embora sempre sem intenção.
Mas nem sempre as palavras são bem-ditas ou bem ditas, há letras a mais ou a menos que, por vezes, fazem com que pareçamos bandeiras de guerra, empunhadas em batalhas demasiado pessoais, involuntariamente íntimas.
Quando escrevo - e escrevo tanta palha, não coloco fotografias conhecidas, e muito menos desconhecidas, à minha frente. Evito auto-bloquear o dicionário que escorre sempre a ritmo acelerado, vertiginoso, afiado, verbalmente poderoso... Quando, na verdade, as minhas provocações nada mais são do que alfinetadas em forma de adjectivos que, supostamente, tentam fazer crer naquilo que a maior parte evita ver.
Não, não vou conseguir mudar o mundo, inclusive o meu, mas, pelo menos, ou pelo mais, vou assinando contratos entre o aprendiz e o professor.
(Des)Fazer

Nesta globalização do "fazer tudo e de tudo", há cada vez menos tempo para o primor, para o repenicado, para o prazer de fazer... E é nisso que, convenhamos, se baseiam todas aquelas teses discutidas em todas as esquinas, todas as lojas, todas as fábricas, todas as mesas de jantar.
Não há paciência nem "vontadinha nenhuma" para se fazer tanto - e mal - por tão pouco, no intuito de não se figurar no número dos que optam por não fazer absolutamente nenhum ao lado dos que querem fazer mas não têm idade ou imagem para mostrarem que valem, mesmo valendo por dois ou quatro dos "subsidiados".
E é assim que "vamos indo", ao sabor do descontentamento e do sonho terminado em milhões, aqueles que - esses sim! - fariam com que quem nada faz ou nada quer fazer passasse a fazer muito, inclusive pelos outros que, coitados, ainda estão pior do que eles.
Rimel

Não gosto nada de ver lágrimas nas mulheres. Fico sempre refém de uma percentagem de solidariedade, por vezes em horas demasiado longas.
Torneira

Pois, tomáramos nós ter muitas dessas notas cinzentas, com ar deslavado e tamanho indigno para aquilo a que se chama dinheiro.
Mas, na verdade, nós somos uns tesos ricos, daqueles que menosprezam cinco Euros "à boca cheia" mas que, em determinados percalços, daríamos o "tal e cinco tostões" por magníficos cinco Euros. Vá, é só puxar pela memória e não faltarão exemplos!
É uma pena, uma daquelas enormes penas não captarmos que inúmeros de muitos como nós que ficariam "excêntricos" com aqueles quase insultados cinco Euros, aquela pobre nota que quase impedimos que nos entre na carteira, tal é a sua insignificância.
É, somos uns ricaços de primeira, daqueles sem helicóptero privativo mas com carteira e crédito de gente, inclusive quando contamos moedas na esperança de que, naquele instante, perfaçam um Euro e cinquenta cêntimos, o necessário para o café e a garrafa de água, já que não condiz connosco pedir um copo da torneira.
Sanex

É que não há ponta por onde se lhe pegue, inclusive naquelas fotografias de telemóvel que o "Manel" vende a €250 e que nada mais reflectem do que uma proximidade de ombros de aproximadamente 10 centímetros. Se ainda mostrassem os "órgãos em acção", vá lá, já poderíamos (ou não!) dizer que as palavras valem tanto como a imagem, ou ter o prazer de dizer que aquele €1,25, afinal, dá para mais do que um rolo de papel higiénico. Mas não, continuamos a viver do "especulosamente deprimente", aquele fofocar à moda do disse que disse com fontes que já não sabem onde ir buscar a água que alimenta este moinho de contos e ditos "possíveis", mas tantas vezes infames.
Não, já não tenho tempo nem letras suficientes para me referir aos que pedem roupa emprestada e saciam a fome com um flute de champanhe e um canapé. Sim, aqueles que dão voltas e mais voltas em 25 metros quadrados, na esperança de que pelo menos um flash os apanhe e que lhes permita - deus Editor queira - aparecer naquele cantinho da página 76, mesmo abaixo da publicidade ao Sanex.
Inverso

E o problema é que ainda não sei a que sabe a praia versão 2009 nem tão pouco fiz algo de útil por mim, limito-me a deixar passar o tempo, para aqui, para este canto enferrujado pelo ócio, o mesmo canto do dia após dia, do "dolce fare niente" sem sumo de laranja natural ou alvorada de prazer.
Sim, estou para aqui a ver o relógio passar, entre o calendário do desejado e o puzzle sem peças para juntar... É, é mau ter férias sem as ter. Dá aquela sensação de burrice assolapada, em que os culpados somos nós por permitir que o tempo continue a ser, inclusive quando o mandamos para férias, a ser - dizia, um tremendo filho da mãe.
E tu, sim tu!? Estás de férias férias? Ainda bem. É sinal que ainda há quem saiba dar corda ao relógio contornando o inverso que nos tira férias às férias.
Escoriações

Não, não imagino por quanto tempo escreverei, por quanto tempo aguentarei estes ou outros assuntos, muitos deles sem assunto ou "volta a dar-lhe"... Nem tão pouco confio neste jogo de sílabas que, ao sabor do improviso de ocasião ou estados de espírito, só se compromete em romper o vazio que tenta ligar os meus vários seres e aconteceres, entre o que vi, vejo e pretendo ver.
Sejam todos Bem-vindos, novamente. E tentem usar o que aqui escrevo para se sararem, que é o que também tentarei fazer, já que o subtítulo é a melhor maneira de captar o objectivo do título, principalmente quando está impregnado de escoriações, daquelas que, acreditem, custam tanto a sarar.
Sim, de tudo.

...

- Mãe, Você é Eterna!

Principalmente aquela que dói por dentro…
Sim, e tal como a dor, a Saudade também fica
O exemplo fica
Mas a missão prossegue...
Porque o adeus não existe,
A partida é um “Até Já”.
E, no entretanto,…
Nós, sim, nós continuamos…
Uns com os outros,
Uns nos outros.
Porque Mãe é sinónimo de continuação,
Mãe é sinónimo de Vida.
E, seja aqui ou noutro lugar,
O Amor Vencerá
Naquela recordação,
Naquela imagem,
Naquela palavra,
Naquele objecto,
Naquela gargalhada
Naquele sentir,
No hoje e no amanhã…
É por isso que Mãe é Sempre.
E, melhor ainda,
Mãe, é para Sempre!
Mãe, Até Já!

Mais daqui a pouco, se não conseguir dizer todo o TANTO que tenho para lhe transmitir, registe que nunca imaginei merecer tamanha Dádiva, a de ter uma Mulher tão Extraordinária, tão Amiga, tão Presente, tão Única, tão Mãe.
Sim, vou manter-me por aqui, com uma tristeza profunda e uma saudade inquantificável, mas certo de que, sempre que necessitar, Você, como sempre fez, vai Ajudar-me, sim, ajudar-me a ser o tal filho que tanto a AMA.
Devo-lhe tanto, tanto... E não sei como retribuir, não sei mais o que dizer, não sei o que fazer...!
Parta em Paz - eu sei que está em Paz - e, por favor, ajude-me a manter acesa a Alegria com que sempre me (nos) contagiou.
HOJE, se conseguir, tentarei sorrir, como se tudo se mantivesse Igual, desta feita com a Mãe numa outra Vida, ainda melhor.
Obrigado, principalmente por ser a Melhor Mãe do Mundo. Há muito que descobri que, afinal, ela Existe, e ela é, indubitavelmente, VOCÊ, MÃE.
Obrigado Mãe!
A Dª Ilda Partiu,... Mas Voará Sempre onde quer que eu Esteja.
Se há Eternidade, Mãe, Você é a Eternidade.
Boa Sorte!


- FM
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- Sempre algures entre o hoje e o amanhã, sem esquecer a memória.


Escrito por uma Deusa e um Sonhador... em nome de um Ângelo

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