sábado, 31 de outubro de 2009

Quanto vale 1 Planeta?

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Este é mais um daqueles vídeos que pretende inspirar-nos, dizer-nos que fazemos parte de um todo, que somos uma parte vital, que também somos responsáveis pelo resto do mundo, o nosso mundo, este mundo.

Num minuto, se nos dermos ao "trabalho" de absorver a mensagem, tudo fica mais fácil de entender... É para ver se acordamos e não continuamos a "sacudir o capote" com o típico: "Isso é política, é com os políticos!". Não, o isso é isto, e é agora. Mais, é com cada um de nós.

Francisco Moreira

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Quanto vale 1 Vida?

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Este foi dos vídeos que mais me "tocou" nos últimos tempos. Fala de uma decisão difícil, de um sacrifício que, espero eu, nenhum de nós tenha alguma vez que suportar. Mas, paralelamente, também é um estalo nas nossas caras, para que aprendamos a Viver e a Valorizar a Vida, esteja ela em que "estágio" estiver.

Ao ver o vídeo de 5 minutos, garanto, não darão por mal empregue o vosso tempo, muito pelo contrário.

Francisco Moreira

Piratas de Michael Jackson

Saí há pouco mais de uma hora de uma sala de cinema que esperava lotada de fãs de MJ, mesmo que não transportassem consigo as t-shirts, luvas e meias brancas da praxe... Longe isso, seja dito.
Ainda não estou em mim, no que diz respeito a uma opinião formada acerca do que esperava destas 2 horas de canções e coreografias, ao jeito de uma cópia pirata de um concerto de Michael Jackson, mas sem as cabeças à frente da câmara.
Numa primeira análise, a quente e contido, saí algo decepcionado. Entendo que o Rei da Pop merecia muito mais deste "documentário-concerto-ensaio" que, no fundo, limita-se a mostrar grande parte das actuações em Los Angels que, passados 8 dias após a sua morte, passariam para Londres, onde milhares de pessoas de todo o mundo ansiavam pelo derradeiro adeus da Estrela aos palcos.
Confesso que já vi melhores documentários sobre, por exemplo, insectos. E, convenhamos, estamos a falar de um Senhor Camaleão.
Por outro lado, fiquei feliz por perceber que, mesmo com toda a edição de imagens e sons, Michael Jackson estava no seu melhor, quer em termos de dança, quer em termos de voz (ouve alturas em que parecia estar a fazer playback, mas não!).
Uma grande produção, excelentes bailarinos, músicos, efeitos visuais e técnicos, grandes imagens e coreografias, algumas em 3D, enfim, um espectáculo que seria, sem a menor dúvida, Maravilhoso, e dos melhores a que o mundo assistiria. Michael Jackson é realmente meticuloso, fantástico nos pormenores... e sempre com um "God bless you" no sorriso.
Em resumo, este "This is It" dá a ideia de ter sido feito à pressa, na tentativa de não deixar fugir os 400 milhões de dólares esperados.
Não, não perdi o meu tempo, e até me soube bem ver um Michael Jackson bem diferente daquele ser acabado que tanto se propalou nas horas e dias após "aquele dia"... Michael Jackson, com ou sem drogas - vulgo, medicamentos, pelo menos nestas imagens, mostrou estar lúcido e com uma enorme vontade de voltar a acontecer, e em Grande, nem que fosse pela última vez. E é por isso, talvez, que me sinto algo frustrado com o "This is It", é que ficou muito, muito aquém daquele espectáculo que, com o mesmo nome, Michael Jackson iria arrebatar completamente o Mundo, mas em versão não "pirateada".
Em jeito de conclusão, acredito piamente que Michael Jackson, com a sua veia artística, perfeccionista e cheia de glamour, jamais aprovaria este "filme". E, já agora, quem reparar nos cuidados do Rei da Pop para com o espectáculo, percebe perfeitamente que este "trabalho" não tem o cunho do Personagem Principal mas sim dos seus "piratas", já que lhe falta a chama e a alma que MJ sempre evidenciou, inclusive nestes ensaios. E a principal prova do que aqui escrevo foi dada pelo público presente, que abandonou a sala sem desejar ouvir o mais recente single (póstumo) da Estrela - abafado pelas luzes e passos apressados, que, por sinal, dá título ao "documentário-concerto-ensaio".

Francisco Moreira

* Muito Obrigado Luís Lemos pelos bilhetes que, com antecedência, ofereceste a este fã. Valeu a pena, mesmo.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009

- É Natal, é Natal...

As ruas já se preparam para nos vender os ideais de fraternidade, entreajuda e família, sob a forma de enfeites de Natal. É, o Natal já está a chegar, e traz mais um novo ano, repleto de sonhos e desejos sempre repetidos vezes sem conta, tal é a dificuldade em os concretizar.
E, uma vez mais, entre a "sopa dos pobres" e os "cartões de crédito", poderemos mentir-nos em part-time quanto à felicidade que, por estas semanas, convém levar no olhar, nem que seja para "Português ver".
Afinal - e sem que o "Menino Jesus" o revelasse, o Natal não é todos os dias nem sempre que o homem quer, é quando as montras calendarizadas o anunciam, brilhante, luxuoso, convidativo e, porventura, cada vez mais falso.
E este será mais um - sim, mais um que pelo menos durante um minuto fará de nós melhores pessoas, com um pouco mais do que o "ontem", nem que seja para enganar a barriga vitima da abundância das tristezas e preocupações, mesmo sabendo que há quem esteja pior, inclusive deste lado do mundo.
Este ano, para mim, será um Natal bem diferente, e isso preocupa-me, mas, hoje e agora - que é o que interessa, enquanto assisto ao desembrulhar dos enfeites 2009/2010, o que mais me entristece é ver com olhos de sentir que nem no Natal conseguimos acabar com o mal e a dor que, ano após ano, nos vai matando a alma, ao ponto de, num "ano novo" destes, termos que substituir as bolas douradas por bolas de neve, tal é o "frio" com que tratamos a vida, tal é a vaidade encaputada com que tentamos cegar o calendário.
Francisco Moreira

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Vida

A Vida é feita de ciclos, sejam eles condicionados ou não pelos nossos gestos, sejam eles mais fáceis ou nem por isso. Mas, como sempre se ouve dizer, a Vida continua, e com novas janelas, mesmo quando a porta custa a fechar.
Um dia destes, em meados da minha existência, alguém me disse que nada é eterno, nem a morte, já que ela faz questão de ser substituída pela Vida, reencarnando num novo percurso, embora com outras cores, com outros sentires, mas sempre com conteúdos diversos, inclusive na balança que nos repete vezes sem conta a contabilidade das perdas.
E o relógio não pára, não pode parar, por mais silencioso que tenha que ser o seu tic-tac no caminho das decisões, difíceis, dolorosas. Afinal, nunca nada é ou será como dantes, principalmente quando se trata de nós, da nossa Vida.
E a tal Vida, disse-me um outro alguém, também é feita de pequenas lágrimas, aquelas que não se vêem mas que se sentem em dobro, e ficam alojadas para sempre na memória das histórias mil, dos caminhos cruzados num calendário que o tempo ousou secar à custa da saudade.
Não existe o adeus, talvez lhe possamos chamar partida, mas, no fundo, no fundo, o que conta é a Vida, porque é ela que nos obriga a somar na tentativa de não subtrair quem nos ajudou a crescer.

Francisco Moreira
terça-feira, 27 de outubro de 2009

"Doentes"

Não é de hoje, mas hoje também foi dia, naqueles "breves" minutos em que me entrego à leitura das "gordas" nos vários jornais que me mostram o mundo, cada vez mais doente...
E a crueldade humana continua em primeira página, naquelas tristes histórias não dignas de um filme de terror, naqueles episódios que também acontecem ao virar desta e dessa esquina, aqueles conteúdos macabros que me obrigam a tentar desesperadamente encontrar justificações nas letras mais pequenas, embora em vão.
Como podem chamar-lhe doença? E por que é que não os internam de vez? Como é possível dar direitos a quem faz da vida de um ser indefeso um caminho de dor, para sempre? Como é possível haverem lacunas na lei, principalmente na que defende as crianças?
Enoja-me, mas, mais do que isso, preocupa-me ver tanto ser a ser libertado em troca da apresentação de um bilhete de identidade na esquadra ao lado do café das suas redondezas.
E a identidade presente e futura das tantas vítimas, quem irá "limpá-la", "descicatrizá-la", purificá-la, invertê-la?
A "doença" continua a ser notícia todos os dias, continua ali ao lado das outras histórias, embora perdendo destaque para as que servem de "desbloqueador de conversa" e falam do roubo do árbitro no jogo do Conimbriga, do aumento em 200 miligramas do silicone da Miss Teenager Salvaterra de Baixo e do PSI 20 que subiu umas décimas à custa do almoço entre CEO's de 2 empresas.
É, pelos vistos, a "doença", mesmo quando exposta aos 7 ventos, tem mais tentáculos do que as páginas amarelas mas escuda-se muito bem nas repetidas sentenças que safam quem "pecou" mas não "pagou", porque não haviam provas devidamente provadas graças ao defeito da "luva" usada para as "apanhar", ou outra "coizita" qualquer, assim para o "relevante", para o "libertadora", para o coitado do "doente", claro.
É tão triste ver tanto "homem de bem" a portar-se tão mal e a deixar de ser notícia 2 dias depois porque não faltam mais e mais exemplos que lhe sigam as pisadas do "vírus".
E o pior, é que se os Pais agredirem o "doente", este último recebe uma reprimenda de prenda e uma caixa de Xanax de bónus enquanto a vítima ficará com a "conta" e, se se fizer justiça, fará visitas à cadeia para ver os Pais que usaram a espada que, destas tantas vezes, não funcionou, por erros processuais, "infelizmente".
Que mal vai o mundo. Sim, e é também por isto que ele se revolta, em tempestades, crises económicas, epidemias e afins, numa espécie de grito que parece não ser ouvido, ou melhor, é facilmente ignorado após o fechar do jornal, mesmo que seja diário.
Francisco Moreira

Corpos Cinderelos

Esta guerra da gordura contra a formosura gera cada vez mais batalhas radicais, daquelas onde a maioria dos prazeres se transformam em inimigos da pior espécie.
Não são raros o exemplos de corpos que vêem desaparecer uma boa parte da sua identidade à custa do custe o que custar, inclusive em termos mentais. E isto acontece quando o objectivo é demasiado venenoso, demasiado cruel, naquela luta entre o "eu" e os "outros", investidos por um outro "eu" que se assume como defensor do pseudo-bem.
Não sei se é pelo cansaço de olhar para o que o espelho diz repetidas vezes ou por uma frase maldita expressa por outros, e que ousa em não abandonar o consciente da vitima, mas há apostas interiores (teimosas) que mudam radicalmente o exterior, ao ponto de o 8 conseguir, aparentemente, aniquilar o 80, e por vezes para "muito pior", ainda por cima sem condescendência ou equilíbrio.
Sou contra este desporto radical de mandar a fome "às urtigas", sou contra o "vómito propositado", sou contra as doses de drogas com consequências adjacentes e - indo mais longe, sou contra a falsidade do "estar-se bem" sem se estar, usando como bengala aquilo que os olhos vêem. (- E por quanto tempo?)
Obviamente que todos gostamos de nos sentir bem para connosco e para com os outros, e neste caso à custa do "cartão de visita" chamado corpo, mas daí a sofrer só para (nos) enganar, vai uma grande distância, e nada saudável. Que o digam as paredes onde habitam os "sofredores"!
Claro que os espelhos passam a ser mais generosos, mais concordantes, mais "Cinderelos"... Mas, e os exageros? E os danos colaterais? Será que justificam tanto por tão pouco? Será que a formosura excessiva justifica as perdas gigantescas com quem se assina o contrato de emagrecimento "automático"?
Cada cabeça sua sentença, cada corpo sua paga, ora em prazer, ora em sofrimento, mas infelizmente e quase sempre em exagero.
Francisco Moreira

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domingo, 25 de outubro de 2009

Melodias

A música, inquestionavelmente, continua a ser o melhor embalo em termos de sentires. Continua a ser a melhor forma de expressão daquilo que, tantas vezes, as palavras não conseguem explicar com exactidão.
E é entre acordes e acordares que navegamos pela banda sonora da existência, ora em desafino, ora em êxtase. Assim ao jeito de: umas vezes melhor, outras nem por isso.
E quem canta, afinal, mesmo sob o volume elevado de uma qualquer canção que ousou explicar o que vai no pensamento, seus males espanta, ou nem por isso. É que há sempre quem opte por não excomungar os fantasmas à custa de um som mais estridente ou, no outro lado da navalha, há quem se inspire na magia inexplicável de um refrão de euforia.
Mas a música, cantada ou ouvida, continua a ser um bem maior, uma obra onde as palavras parecem ter melhor definição do que um qualquer palavrão vindo da alma de quem faz do sentir uma intensa melodia.

Francisco Moreira
sábado, 24 de outubro de 2009

GPS

Conhecem aquela sensação que esta imagem documenta? Sim, aquele caminho que parece ter um fim à vista permitindo a procura de novos objectivos mas que, vai-se a ver, e apesar da aparente vontade, mantém-se sem grandes cruzamentos?
Pois, este é o caminho de que mais me falam e outros tantos se queixam, o tal trajecto que precisa sempre - e urgentemente, de novas "aventuras", novos desfechos, irrepetidos sentires... É o caminho da mudança, aquela que não aparece sempre que se quer mas quando as conjecturas assim o determinam.
Eu sei que todos sabem que se tudo fosse como se deseja, muito provavelmente, nada teria sentido, sabor, sentir... Mas que, por vezes, dá vontade de pegar no volante e virar à esquerda ou à direita, sem aviso prévio, lá isso dá. Mesmo quando se sabe que tal "arriscar" pode gerar acidentes ou viagens em contra-mão.
É uma pena, exclamam tantos, que não sejamos "dignos" da nossa desejada circum-navegação, mas sim meros peões que se limitam a seguir as indicações de uma espécie de GPS, ainda por cima daqueles que também nos enviam para (aparentes) estradas sem saída.

Francisco Moreira
sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Palavras Mil

Agora, com o fim das campanhas eleitorais pelo poder Europeu, Governativo e Autárquico, o nosso olhar ficará mais limpo, menos poluído pelas frases-chave que os vendedores de ilusões criam para os seus clientes, sejam eles de que cor forem.
Sou daqueles que acredita que, mais do que pelas fotografias - sejam elas tipo-passe ou não, a boa publicidade vence e vende principalmente pelas boas palavras, principalmente aquelas palavras que condizem com uma maneira de pensar global, aquelas palavras que nos fazem pensar, talvez melhor.
Provavelmente, penso eu, não faltarão mestres da imagem que podem refutar facilmente esta minha crença, mas, mesmo assim, entendo que, por vezes, uma simples palavra, na altura certa, consegue os resultados que muitos não atingem com as tais mil imagens que, invertendo a tese, não valem tanto com uma simples e bem escolhida palavra.
Obviamente que se se conseguir juntar o útil ao agradável, será muito melhor "a emenda que o soneto", mas... isso são outros "500"... É que, em caso de opção, talvez por defeito profissional, dou mais valor a uma boa palavra do que a uma excelente imagem. Porquê? Bem, para mim é simples, é muito mais difícil conjugar a vida numa palavra do que numa imagem. Não é?!
Pois é, e eu vou ter saudades de criticar e/ou aprovar muitos dos "outdoors" que estão a ser removidos da paisagem que o meu carro me proporciona nestes caminhos do meu dia-a-dia.
Francisco Moreira
quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Defeituosamente Perfeitos

Quem é que nunca teve vontade de rasgar alguns capítulos da sua história? Quem é que nunca teve vontade de mudar completamente de vida?
Pois, ao primeiro impulso, muito provavelmente, todos seremos impelidos a acenar positivamente com a cabeça, mas, recorrendo à mesma cabeça, depois de feitas bem as contas, optaríamos por deixar tudo como esteve ou como está (ok, modificar-se-ia um ou outro detalhe!).
Afinal, se pensarmos bem, somos muito daquilo que quisemos e queremos ser, ao ponto de, na grande maioria das vezes, termos sido nós a tomar as rédeas do nosso caminho, fomos nós quem optou, quem apostou, quem geriu, quem decidiu, quem aconteceu. E, se assim foi, voltando à matemática, o resultado foi escrito pela nossa própria mão, mesmo sem esquecer as oportunas e inoportunas interferências que "fazem parte", assim ao jeito de "sal e pimenta".
Somos quem somos porque fizemos para e por isso. Quanto ao desfecho final, no que diz respeito à balança, não é por se ter uns "quilos" a mais ou a menos que deixaremos de nos identificar e sermos identificados connosco. E é magnífico quando temos a certeza de ser únicos, inclusive nos defeitos, sem esquecer as tantas qualidades.

Francisco Moreira
quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Tic Tac

Não sei se o tempo chegou, acredito mais no "quase já passou"... Contudo, há que continuar a acreditar que o planeta ainda tem futuro, se quem manda e decide não olhar apenas para o umbigo.
(façam copy no YouTube e passem a mensagem)

Laços

Gosto de laços fortes, daqueles que, mesmo quando ingloriamente vencidos pelo destino, lutam contra tudo e contra todos, em nome de uma bandeira de lealdade, entreajuda, disponibilidade, sem reservas ou proveitos. E esta é uma das razões pelas quais tanto prezo a amizade, principalmente aquela que não vive de conversas de café com "hora acidental" para "corta-e-cose" ou de "convites por solidadariedade".
Sou pelos laços, inclusive os de "sangue", sem o recurso ao corte no pulso ou a quaisquer outro tipo de "terapias transcendentais". E isto vem a propósito das tantas "reclamações" que sobem à tona em tantas conversas de "esquina. Não aprecio comportamentos que cobram presenças e muito menos quem coloca a amizade na balança dos minutos.
Sou pelas relações, aquelas intensas, com todas as palavras no lugar certo, inclusive as erradas, sou pela personalidade vincada, sem reservas, sem "cuidados especiais" ou protecções em função de eventuais danos colaterais. Ou se é, ou não se é, não se pode ser "às vezes".
Eu acho que quem duvida de uma amizade, muito provavelmente, é porque não faz parte dela, as amizades são uma espécie de reunião de sinergias muitas vezes indecifráveis. O que conta é o "estar-se", o o poder ser autêntico.
Tanto me entrego à amizade de 1 mês como à de um século. Afinal, se se trata de amizade, ela não tem que ter prazo de validade ou prémio de antiguidade, embora haja, claro, quem nos conheça melhor e, por conseguinte, possa ter mais argumentos para defender a tal bandeira.
Que bom é ter amigos, que bom é ser amigo... Mesmo quando não os vemos na maior parte das estradas dos nossos caminhos. O que conta é sentirmos que os temos, sem dúvidas e independentemente da areia que, diversas vezes, tentam atirar para o coração, porventura, em vãs tentativas de roubar o amigo ao amigo.

Francisco Moreira
terça-feira, 20 de outubro de 2009

- Continuem, Meninas!

Obviamente que é no "ao natural" que se pode afirmar com todas as letras que as mulheres são, ou não, lindas "de morrer". Contudo, há que fazer vénias à maquilhagem (bem feita), aquela que consegue fazer sobressair as linhas, já delas belas e - porque não?! - tapar algumas "imperfeições", fazendo dos rostos menos belos autênticas obras de arte.
Sou contra os exageros, principalmente naquela triste parte do "lavar a cara", quando o resultado é - e deixem-me ser simpático! - assustador. Mas também há o assustador maquilhado, aqueles rostos de palhaço que, pelos vistos, os espelhos não conseguem revelar aos olhares repetidos de quem não sabe o que significa "meio-termo" ou "o que é demais é moléstia", e por aí fora.
Dizem que há povos que se maquilham melhor e, já agora, povos que se retocam muito mal, mas, nesta balança da beleza, e em sublinhado, o que me levou a escrever estas palavras foi fundamentalmente parabenizar as inúmeras mulheres que, ora pintadas, ora lavadas, se mantém Lindas, como posso atestar "lá em casa" e, já agora, por estes "passeios" feitos "passarelas" do dia-a-dia.

Francisco Moreira

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Carrocel

As rodas-dentadas da Vida nem sempre estão viradas para as planícies que desejamos, para aquelas rectas sem sobressaltos, aquelas curvas sem ângulos demasiado vertiginosos.
Não são raras as vezes em que nos sentimos desafortunados em função daqueles obstáculos invisíveis que vão contra o nosso "código de condução", que vão contra o percurso que delineamos para uma viagem mais calma, mais simples, mais airosa.
Há quem lhe chame - à estrada, a régua e esquadro dos roteiros da aprendizagem, aquelas regras sem regra que nos obrigam a meter por atalhos indesejados, ora ultrapassados com aproveitamento, ora cicatrizantes para sempre.
E é assim que "vamos indo", ao sabor dos furos e das vitórias, sempre num sobe e desce constante, numa espécie de carrocel, onde as fichas nem sempre têm o preço justo, embora nos vejamos sempre obrigados a pagar, se não quisermos parar.

Francisco Moreira

sábado, 17 de outubro de 2009

Micro-Segundos

Ainda bem que, neste corre-corre, existem aqueles instantes em que temos vontade e conseguimos efectivamente isolarmo-nos de tudo o que está à nossa volta, assim ao jeito de "fechados para o resto do mundo", em versão "part-time".
Eu sei, eu sei que é difícil, mas é possível, nem que seja no tal micro-segundo do instante, aquele em que tapamos os ouvidos, o olhar, os arreliantes pensamentos de todos os dias, e partimos para uma sensação de "quero e posso estar só, só comigo", nem que seja neste preciso instante.
É tão bom sentirmo-nos bem connosco, longe das interferências e venenos alheios, longe das responsabilidades que nunca descolam... Longe dos outros, de todos os outros.
É uma pena, uma enorme pena não conseguirmos estar connosco mais vezes. Não sei, mas acho que, se conseguíssemos mais micro-segundos de crédito, quem beneficiaria desse retorno ao equilíbrio não seríamos só nós, mas principalmente quem mais apreciamos.

Francisco Moreira
sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Milagre?

Dummies


Sem repararmos, estamos a transformar-nos em autênticos Dummies, e daqueles sem cor, sem expressão, com destino alheio. É que; a raça humana já parece uma espécie de matilha de cordeirinhos, onde o que mais importa é seguir o que está na moda, inclusive a do pensamento veiculado pelos pretensos "opinion makers" deste mundo, seja ele referente a uma rua ou ao planeta.

Será que já não temos tempo para fazer "contas à vida" e resistir ao beber do pretenso "elixir" que nos impingem? Será que já somos uma espécie de autómatos direccionados por um comando universal?

Com tanto "cromo repetido", daqueles que defendem teses sem se darem ao trabalho de as validarem individualmente, estou a chegar à conclusão de que, um dia destes, mais vale escrever um "Vida para Totós", e deixarmo-nos seguir pelo caminho dos outros, numa espécie de passarela dourada por fora e oca por dentro.

Com isto, e para que não hajam confusões, quero apenas registar que estamos a perder rapidamente muita da identidade individual, transformando-nos em fotocópias humanas intoxicadas pela publicidade da informação, aquela que já leva muitos de nós a viver dos pensamentos dos outros.

É que, quando chegar a altura de os "senhores do comando" fazerem "pause", estou em crer que não nos safaremos mesmo tentando "retirar as pilhas", a nós, e não ao comando.

Francisco Moreira

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Hoje's

Penso que todos concordam com a tese que sublinha que a vida passa a uma velocidade incrível. E, mesmo assim, por incrível que pareça, pouco fazemos para a aligeirar, para a vermos com um olhar mais atento, com expectativas menos exigentes, com sensibilidades mais aplicadas e menos sugestionadas.
Partimos do princípio de que não há tempo a perder e nem nos damos ao trabalho (e prazer!) de absorver convenientemente os seus inúmeros conteúdos, com mais dedicação, percepção e realismo.
Continuamos a ver o amanhã como o principal e quase único objectivo, esquecendo que o tal amanhã chega sempre a um hoje, aquele que pretendíamos atingir mas que, quando lá chegamos, deixa de ter o peso estabelecido na partida.
É, vivemos sempre à frente do nosso passo, sempre à frente do nosso agora, até ao dia em que não houver amanhã e nos dermos um merecido estalo por termos andado a desaproveitar o tanto que projectamos.
Até parece que vivemos num calendário em estilo "futuro-próximo", naqueles quadradinhos com números que, aconteça o que acontecer, terão sempre melhores resultados no dia seguinte àquele em que ele nos posiciona. É a pressa de chegar sem nunca saborear completamente as várias metas que se vão ultrapassando, a pressa de viver um melhor amanhã ignorando que a vida só se faz de hoje's.
E é por isto que existem alturas em que, parando e olhando para trás, acredito piamente que deveríamos ser multados constantemente pelo excesso de velocidade em que vivemos, e essas multas deveriam deslocar-nos automaticamente para prisões do tempo nas quais seríamos obrigados a ver e a sentir na pele o desperdício de tempo a que nos entregamos de cada vez que só pensamos no amanhã. É que, convenhamos, naquela altura do "Adeus", sejam quais forem os projectos ou sonhos que tenhamos na gaveta do pensamento, provavelmente, o que mais desejaremos é ter a oportunidade de voltar ao ontem, de maneira a reiniciar um hoje, como se não houvesse amanhã.
E o mais interessante, caso ainda não nos tenhamos apercebido, é que não há amanhã, só há hoje's.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Michael Jackson - "This is It"



É esta a canção, a ser editada daqui a umas semanas, que ficará no ouvido de muitos de nós, vitimas da saudade de um Génio da Música chamado Michael Jackson. Independentemente dos eventuais pormenores colaterais relativos à sua vida privada, hipoteticamente lotada de erros, ou não, temos que evidenciar a sua qualidade artística, a qual, como poderão ouvir, mesmo com o seu sempre receoso e não desejado afastamento, comprova que Michael Jackson era único, e Especial.
Ouçam, de preferência sem esquecer que este é um dos temas que ele nos deixou, pouco antes de "partir". E, ironicamente, é caso para acrescentar um infeliz: "This was it".

Francisco Moreira

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Ingenuidade

Há quem diga que, de vez em quando - para que não nos esqueçamos de regressar aos "pés na terra", é bom enfiar um ou outro "barrete", numa espécie de aprendizagem contínua, que nos vai dizendo que nem tudo, nem todos são como imaginamos, e que há sempre alguém ao virar de uma esquina em posição privilegiada para se aproveitar no nosso acreditar sem condicionantes.
É óbvio que, com estes estalos, vamos aprendendo a dar mais e melhor uso às nossas defesas, vamos percebendo que nem tudo são bons pensamentos ou ideais verdadeiros, que nem sempre o que dizem é o que pensam, e que não falta quem tente chegar mais longe aproveitando-se do nosso "de bem com a vida".
É pena que, mesmo sentindo na pele e na alma, repetidas vezes, e com tantas "peças" que vamos somando, não aprendamos a construir um aparelhómetro que nos sirva como detector de "barreteiros", aqueles seres que de divertem com a nossa feliz ingenuidade.

Francisco Moreira

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

1 Ano de Luz

* Edição de Alexandra Pereira

sábado, 10 de outubro de 2009

Banda Sonora

Simplesmente porque, no meu entender, todos os Grandes Momentos "merecem" uma Banda Sonora meticulosamente sentida, cá está aquela que, num marcante sinal, impôs-se para sempre como a Eleita, neste Celebrar do 1º Aniversário do Meu Filho.

Sugiro que, além da imponência músical, sintam o Poder das Palavras, ou melhor, o que Elas, directa e indirectamente, representam.

Francisco Moreira

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Ninho

Em determinada altura das nossas vidas, sonhamos e projectamos ter um ninho só nosso - só nosso, é como quem diz, só nosso enquanto parte da semente com que almejamos construir uma nova família.
E quando isso se concretiza, com mais "tarefas" e "despesas" do que as apresentadas na planta do sonho, podemos dar-nos por felizes, naquele caminho que nos levará ao "estar completo", apesar de que, completos nunca ficamos, queremos sempre mais e melhor, mesmo que tal tente desviar-se do pormenor economicista que, apesar de tudo, também "faz parte".
É bom, é muito bom concretizar um novo caminho, com todos aqueles inúmeros alicerces que surgem em catadupa, e muitas vezes sem fim à vista. É bom construirmos o tal ninho com palpites, mesmo que errados, os nossos e os da outra "cara-metade". É tão bom poder chegar aqui e nos darmos por satisfeitos por termos conseguido cimentar um "porto", e daqueles em que os destinos parecem estar predestinados às viagens de felicidade, inclusive quando nem sempre faz sol.
Hoje, mais de 3 anos depois de termos começado a construir o ninho, só me apetece agradecer a "Ele" - o meu Deus, e a "Ela" - a minha Deusa, por nos terem permitido chegar tão longe e sempre tão perto um do outro, e, melhor ainda, com uma "continuação" que nos faz Felizes.
Francisco Moreira
quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Canudo

Tenho saudade das primeiras semanas de aulas, principalmente nos primeiros anos do secundário, aqueles dias demasiado curtos em que, já ambientados aos novos rostos, partia-se à aventura de conhecer quem o destino nos tinha colocado no caminho, inclusive no percurso das "paixonetas", aquelas que, à custa de inúmeros pretextos, passavam a ser objectivos curriculares do foro amoroso.
A escola, mais do que o ensino dos livros e dos professores, tem esse dom de conseguir fazer interagir, de dar a sentir com uma pureza incrível que a vida tem inúmeros frutos para semear, tratar e colher. E, não menos interessante, tem também o espaço físico perfeito para que os jovens, sedentos de experiências e (outros) conhecimentos, possam ser personagens principais em histórias de um novo mundo, aquele que despoleta e se ramifica a uma velocidade estonteante.
A escola, dá muito mais positivas do que negativas quando a matéria é a Vida, sejam quais forem os números que apareçam nas pautas ou as faltas que apareçam no mesmo quadro. É que, quem se der ao trabalho de avaliar o percurso lectivo do passado, verificará que a escola é muito mais do que um "canudo".
Quem é que, em plenas férias grandes, nunca teve saudade do tempo de escola? E porquê?
Francisco Moreira
quarta-feira, 7 de outubro de 2009

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Mestre de Obras

Encontro-me naquele estado que, muito vulgarmente, se apelida de "estar de rastos". E tudo se justifica pelo facto de, nos últimos 3 dias, ter andado a "dar o corpo ao manifesto" naquilo a que muitos chamam pomposamente de "bricolage" e que outros intitulam de "tarefas do lar".
Não, não é a primeira vez, e estou em crer que também não será a última, mais ainda porque o "serviço" não ficou completo, longe disso, embora me tente convencer do contrário.
Não sei se é por receio de estragar ou de não conseguir "dar conta do recado", mas considero-me um autêntico aselha nesta matéria, acho mesmo que sou um daqueles aselhas que não "dão uma para a caixa", ou, melhor ainda, que se limitam a saber trocar uma lâmpada, de maneira a não ficarem mal socialmente, de cada vez que o assunto vem à "baila".
Sempre que há destas "tarefas", lá tenho que recorrer a incansáveis compinchas, dado que não me atrevo a fazer sozinho coisas demasiado complexas, como por exemplo montar móveis ou pintar uma parede, como foi o caso de ontem e de hoje (com continuação agendada para amanhã, se os músculos permitirem).
Eu sei que não me devo queixar pelo facto de ter preciosas ajudas de quem tem paciência para me ouvir no "mais para a esquerda" ou no "mais para a direita", isto sem esquecer os meus palpites de "entendido", naquilo que, admito, não ousei arriscar.
E cá vou indo, cansado mas feliz porque o trabalho vai sendo feito, a troco de amizade e de um ou outro jantar que, no fundo, serve para nos rirmos do nosso amadorismo, aquele que pende sempre mais para o meu lado, o "mestre de obras".
Era tão mais fácil se alguém decretasse que estas "tarefas" deveriam ser exclusivamente femininas, não acham?! Pois, claro que estou a brincar, não me quero meter "noutros trabalhos", longe de mim "sacudir o pó do capote". (sorrisos)
terça-feira, 6 de outubro de 2009

Minuto 16

Mesmo não o revelando aos "sete ventos", não falta quem queira ser famoso, e isso é um almejar perfeitamente aceitável, todos devemos tentar cumprir os nossos objectivos e concretizar os nossos sonhos, afinal, é para isso que "cá andamos". No entanto, nesta profissão de famoso, numa grande maioria dos casos, não faltam as não menos famosas e inerentes "contra-indicações", aquelas que todos acham ser facilmente possível contornar, quando, na verdade, lá no "caldeirão da fama", difícil é encontrar quem sobreviva às "tentações" sem se "queimar".
Nos baús dos famosos não faltam exemplos do penoso que é "passar-se à história", não faltam nomes que já não conseguem ser "fotografias", inclusive aquelas e aqueles que imaginaram ter tido o mundo a seus pés. É, não faltam histórias de autênticas ruínas que transformaram famosos em farrapos humanos, que "passam fome" dentro de 4 paredes caiadas com fotografias do glorioso passado.
Mas, mesmo assim, não falta quem, a todo o custo, deseje os seus "15 minutos" de fama, de mordomias acima da média, de um reconhecimento público que, porventura, trará também riqueza e felicidade, numa espécie de apêndices dourados. O problema, no entanto, é conseguir que o relógio da fama continue a dar horas - das brilhantes e com "frutos verdadeiros" - sem se fazer pagar bem caro, ao ponto de - e vou "esquecer" os vícios da praxe, levar os "alpinistas" a serem constantemente sugados pelas fraquezas que a grandeza também lhes deu de bónus. E quando o famoso percurso passa para a fase das "facturas", não falta quem ajude a fazer "deslizar" numa espécie de "sempre a pagar".
Não é preciso recorrer aos mais famosos no mundo para se encarar com esta "lei das estrelas" que dá muito mas que cobra a triplicar, ou com a "fórmula secreta" que mostra o quanto é ténue a linha que separa os desejados "15 minutos" do "indesejado" resto do tempo.
Efectivamente, a vida dos famosos é muito menos brilhante e interessante do que muitas do "9 to 5", principalmente a partir do "minuto 16". É que, daí em diante, por muito que se continue a crescer, as "contas" e "cobranças" crescem ainda mais, razão pela qual são cada vez mais os que desejam voltar a ser quem eram, embora, a "factura" lhes acene com o "contrato" de, repetidas vezes, terem prometido fazer tudo para poderem ser famosos.
É no "minuto 16" que se separa o trigo do joio, é nele que se decide quem é famoso e quem simplesmente faz tudo para continuar a parecê-lo, e cada um paga a factura "como puder", se puder.
domingo, 4 de outubro de 2009

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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Ângelo de Almeida Moreira

video

Quase a completar 1 Ano, este "puto", mais conhecido por Ângelo - o Demolidor, promete destronar qualquer Cristiano Ronaldo ou Messi. Reparem na qualidade de drible... Por alguma razão - basta repararem com atenção, os adversários desaparecem, tamanha é a agilidade deste incontestável Campeão.

Consta-se que os "olheiros" do SLB já andam atrás dele, e atrás desses "olheiros" andam os "olheiros" do FCP, sempre sob a atenção dos "olheiros" do SCP. Mas, em função do contrato assinado, cá com o Manager, este jogador extraordinário deverá transferir-se para o Glorioso, sem custo. (sorrisos)

Francisco Moreira

"Vaticanos do Pecado"

Quando me falam em ditaduras, sejam elas de um presente camuflado ou de um passado inglório, só me apetece insultar todos aqueles que não sabem dar valor à Liberdade que têm, aquela que nos permite ir se, ou não fazer se... Porque o "se" depende do que quisermos, e não das "senhas de mercearia".
Pelo "dá cá aquela palha", não são raras as excepções em que se ouve alguém a valorizar o que desconhece enquanto, de ânimo leve e com desdém, subvaloriza o que lhe é servido de bandeja todos os dias, sem reparar e, muitas vezes também, sem aproveitar.
É lógico que, ao virar de um primeiro "senão", nestes "paraísos imperfeitos" a que baptizaram de Democracia, não faltam vozes que corram em direcção ao tal passado da "sardinha para 4 pessoas", servida exclusivamente ao Domingo, como que a sublinharem que; "naquele tempo não havia nada disto". Pois não, nem "disto", nem "daquilo", só havia o que "uns senhores" doutrinavam, e "bem bom", era para quem queria, ou... azar.
Mas, neste 2 de Outubro de 2009, neste instante, tento ir mais longe e absorver parte dos sentimentos daqueles milhões de pessoas que, lá naqueles mundos "perfeitos", continuam bem presos e amordaçados às leis castradoras de um passado que aguarda pelo seu "muro" de oportunidade, sempre naquele piedoso continuar a ser fiel às regras ditatoriais que, convém não esquecê-lo, em termos de publicidade, tentam sempre (internamente, pelo menos) dar a ideia de "todos estão sempre por um, todos gostam de tudo e todos vivem de bem com a vida", acrescentando ao lema, se quisermos, um ou outro nome, o do líder absoluto, está claro.
Mas, afinal, o que é que, além do petróleo e demais riquezas ou interesses, faz com que os nossos militares, e os dos outros "paraísos imperfeitos", não troquem um Afeganistão por esta espécie de "Vaticanos do Pecado" (e não me refiro à Igreja Católica), onde a pureza e a verdade sobrevivem dentro de fronteiras inqualificáveis?
É, hoje é um daqueles dias em que me apetece pegar nos que tanto apregoam o "naquele tempo é que era bom " e tele-transportá-los para um desses mundos do "orgulhosamente sós", e só para verem e sentirem "o que é bom", mas com uma regra, a de não puderem regressar ao "paraíso imperfeito", pelo menos durante o tempo útil de uma destas (ainda) tantas ditaduras.
Francisco Moreira

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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Última Morada

É, é mesmo muito penoso desmontar aquele "cubículo" onde me isolei durante 36 anos. Falo do meu quarto, aquela última divisão, lá ao fundo, a ser "despejada" pela ribanceira do adeus. E de cada vez que lá vou "encaixotar" todas aquelas recordações de um passado que nasceu com o meu despertar, dou comigo mais vazio, mais triste, mais só.
Eu sei que tem que ser, que a vida continua, principalmente por aqui, nestas assoalhadas mais amplas, neste rir de um filho e no abraço intenso de uma Deusa... Por aqui é o novo caminho, a continuação da "lei da vida", principalmente quando se trata no "depois da morte", aquela etapa que, confesso, ainda não sei se aceitei.
É, é mesmo complicado entrar naquela casa sem Ela, naquele recanto que tantas vezes serviu de palácio dos sonhos, que tantas lágrimas acolheu, naquele museu de histórias, as minhas e nossas histórias... E hoje, neste hoje que já tem quase 2 meses, as evidências não conseguem aproximar-me daquele Eu, daquele acontecer com Ela, naquele sossego incomparavel que sempre me isolou do resto do mundo, principalmente do meu.
Daqui a poucas horas, muito provavelmente, farei a minha última viagem para aquela morada de sempre, aquele caminho que o carro sempre soube de cor, aquele ir para os Seus braços, certo de que, com Ela, estava sempre protegido, que Ela saberia sempre cuidar de mim, com as respostas na ponta da língua, e a coragem na medida certa.
É, é mesmo difícil encerrar esta página sem, aqui e ali, parar para reviver um ou outro parágrafo, para verificar que Ela já não estará a espreitar naquele muro dos "Boa Sorte" obrigatórios, e sentir que, infelizmente, com a Sua partida, perdi tanto de mim "para sempre", pelo menos naquela última morada, aquela que, mais do que nossa, será para sempre a Dela.
Francisco Moreira

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