sexta-feira, 30 de julho de 2010

- Inverte a Marcha.

* Não se limitem a ver a parte inicial, com as palavras incisivas e bem medidas do António Feio. Ganhem ainda mais com o que o todo do "trailer" do Filme "Contraluz" consegue, ou seja, agitar a nossa maneira de ver o hoje e o amanhã, sem esquecer, claro, o ontem.

Se recomendo o filme?! Ainda não vi, mas merece o esforço, quanto mais não seja pela excelente mensagem com que nos brinda, ainda que sob a forma de "trailer", quiçá, refira-se, o "trailer" de muitas vidas, entre as quais, muito provavelmente, se situa a nossa.

E se invertesses a marcha, a tua e a nossa marcha, a começar hoje?!

Francisco Moreira

Férias, ou talvez Não

Este fim-de-semana, supostamente, entro de férias. Pelo menos é o que indica o mewu calendário.
Se serão mesmo férias? Bem, penso que não, embora sendo, já que usarei estas férias para trabalhar alguma coisa, embora com ritmo desacelerado, espero, e, logicamente e principalmente, para desfrutar mais da Deusa e do Filho, quanto mais não seja em passeios, umas vezes mais curtos, outras vezes mais distantes, mas sempre em excelente companhia, como se deseja, e muito. Neste momento, para ser sincero, acho que já não sei o que são férias a sério, já não o sei desde o tempo de escola, ou daqueles outros tempos, longinquos, em que o mês completo de Agosto obrigava-nos a parar, literalmente. Isso sim, isso eram férias, com férias.
Pelas mais diversas razões, andarei por cá, talvez para dar razão ao Presidente, que diz para gastarmos o dinheiro (pouco) cá dentro. É o que farei, embora ainda sem destinos definidos.
Hoje, já em fase de despedida de trabalho(s), fico com essa saudade dos outros tempos, em que ir de férias tinha uma sensação muito especial, a de sentir que as férias são muito mais do que uns "míseros" dias sem ter que fazer o que continuaremos a fazer.
Entenderam? Ora leiam lá outra vez, a última frase.
Sim, é isso, as férias de hoje, não só para mim mas para a grande maioria das pessoas, não passam de uns curtos dias ao jeito de fim-de-semana prolongado, onde nos limitamos a fazer menos, sem deixar de fazer o de sempre.
Boas Férias, para mim, também.

Francisco Moreira

"Tesourinho"

Acho que já descobri o porquê de as empresas reduziram à cintura das calças femininas, permitindo que, ao mínimo "abaixar", possamos detectar mais pele do que nunca e recorrer a expressões mentais que, dependendo dos casos, podem ser apelativas ou desinteressantes. Sim, refiro-me aos novos modelos de calças que, além de deixarem ver os estratégicos "fios-dentais", permitem que não deixemos de ver o "tesourinho". (termo usado por alguns Brasileiros para definirem aquele espaço situado entre o final das costas e o início do rabo, sim, o início do rego, para que todos entendam)
Cheguei à conclusão de que os estilistas de calças criaram um "complôt" com as empresas para, em conjunto, à custa de uma coisa chamada "moda", pouparem no tecido. Sim, é tudo uma questão de poupança, dando a ideia de que tudo foi feito para fazer realçar os rabos das mulheres, mas não, embora também.
Contudo, e há que assumir o oposto, essa poupança está a ser gasta nas calças dos homens, com o aumento de tecido, ao ponto de também eles mostrarem mais do que deviam, neste caso: as "cuecas da avó", por serem propositadamente largas, descaindo vários centímetros.
Em resumo, reparem, enquanto nós, homens, ficamos encantados com o espectáculo diário de ver e imaginar rabos femininos, graças à falta de cintura das suas "novas" calças, elas, coitadas, ficam com outras paisagens que, julgo eu, serão menos interessantes, já que, graças às calças masculinas descaídas, vêem-nos deixaram de ter rabo e ainda têm que tentar decifrar as marcas das suas cuecas, as deles, neste caso.
Por tudo isto, cá por mim, os estilistas e respectivas empresas podem manter a "moda" feminina de criarem calças para mostrarem os rabos delas, já que não me importo de ver um ou outro "tesourinho", e sem ter que mostrar a marca das minhas cuecas, já que faço parte daqueles "antiquados" que fazem questão de não mostrar a marca das cuecas.

Francisco Moreira

Bom Fim-de-Semana

Ou Boas Férias, se for caso disso.

Pensamento... à minha Maneira

Quando não nos deixamos influenciar pelo cinzento dos outros, é provável que tenhamos momentos mais coloridos.
Francisco Moreira
quinta-feira, 29 de julho de 2010

- Ai, o Calor!


Os meteorologistas têm tido toda a razão ao alertarem para o excesso de calor que se tem feito sentir ao longo de toda esta semana.

Pelo que pude contabilizar, já foram 6 os dias de temperaturas elevadas, como comprovam estas singelas meninas que, de tão quentes que aparentam estar, já se dão ao luxo de deitar e esperar que o tempo arrefeça.

Coitadas. (risos)

Sudoeste - Festival dos Festivais

É realmente interessante ver milhares e milhares de tendas sem centímetros de separação entre elas, dando um colorido fantásticos a vários hectáres de floresta, com gentes vindas de vários cantos do País e, cada vez mais, do estrangeiro, e não se entenda estrangeiro por Espanha.
A grande maioria dos campistas, muitos dos quais em primeira experiência, chega ao "Sudoeste" 2 ou 3 dias antes do arranque do Festival, embora hajam alguns milhares que fazem questão em chegar 5 ou mais dias antes, provavelmente para poderem desfrutar do conceito que o próprio Festival assume, ano após ano, ou tentar arranjar os lugares mais próximos da entrada do recinto onde 3 palcos tentam agradar a "Gregos e Troianos".
Não menos interessante, já em pleno decurso do Festival, é poder assistir-se à forma como os jovens se desenrascam, seja na questão da higiene pessoal, com chuveiros e demais "ofertas" espalhados pelo "Camping", seja nos "cozinhados", com fogões improvisados, ali nos caminhos entre tendas, quando se arranja espaço, isto para não me referir ao dormir, muitas das vezes em tendas alheias ou "onde calhar", por conveniência, desorientação ou por "sorte".
É impressionante, verdadeiramente impressionante, as dezenas de milhares de pessoas, na sua maioria bem jovens, que, de repente, em poucos dias, transformam o "deserto" da Zambujeira do Mar num aglomerado de tribos das mais variadas "espécies", sejam elas mais "bizarras" ou mais "sofisticadas". É que, por muito difícil que seja de imaginar, estes largos milhares de pessoas acabam por integrar um mesmo ecossistema em jeito de solidariedade, quanto mais não seja durante cerca de uma semana.
Poderia também referir-me aos desfiles constantes depois do banho, com centenas e centenas de jovens envergando toalhas de banho (ou de praia), aos inúmeros fogareiros que dão cheiros "românticos" àquele gigantesco terreno ou, inclusive, à forma organizada e pacífica como todos (salvo raríssimas excepções) circulam e coexistem naquela comunidade improvisada. A dada altura, até parece que seríamos todos mais felizes se vivêssemos constantemente em Festivais como este, tamanha é a disponibilidade e paz que se vive no "Sudoeste".
Não é por acaso que o "Sudoeste" é considerado o "Festival dos Festivais", e os exemplos que acabei de referir são apenas poucos dos muitos retratos que fazem deste evento um Festival Fantástico.
Francisco Moreira

Tuta e Meia

Há quem não pare de reclamar do "fardo" com que a vida o brinda, esquecendo-se que a vida, já de si, é um "fardo", ora mais leve, ora mais complicado.
O grande problema, no entanto, está muitas vezes na pessoa que transporta o "fardo", fazendo disso uma dificuldade tantas vezes maior do que é na realidade. Por outro lado, também há quem veja "fardos" onde eles não existem, a não ser na própria cabeça, como se esse "fardo" não passasse de algo exagerado que, essencialmente, passa a pesar mais por uma questão de mentalização, aquela que sob o signo da preocupação assume um percurso em sentido inverso.
Se víssemos nos "fardos" um processo normal de dificuldades que, no fundo, servem para nos educarmos e termos conteúdos no nosso dia-a-dia, estou em crer que veríamos os "fardos" como jogos aliciantes, nos quais, dessa feita com especial prazer, tentaríamos dar o nosso melhor para os vencer, nem que fosse por "tuta e meia".
É, os "fardos" não passam de jogos, jogos dentro do jogo da vida, uma espécie de entretenimento mais ou menos solúvel que, acima de tudo, além de nos dar assunto, serve para nos fazer brincar, mesmo quando os brinquedos parecem demasiado sérios, tendo em atenção que o parque de diversões é a nossa própria vida, sempre sob a forma de factura, claro.

Francisco Moreira

Pensamento... à minha Maneira

Por muito que pareça que, por vezes, temos o mundo às costas, na verdade, é ele que nos tem a todos em cima de si.
Francisco Moreira
quarta-feira, 28 de julho de 2010

Morenaços

E, pronto, já chegou aquela altura em que tem mesmo que se ficar bronzeado, ou fica-se mal nas fotografias, pelo menos se as quisermos mostrar nesta mesma altura do ano. Acabaram as desculpas sustentadas pela falta de calor e, claro, não faltam bandeiras azuis ao alto para que não nos possamos conter com a falta de higiene das nossas praias, há-as para todos os gostos, com mais berros ou mais pacíficas, com mais merendas ou menos esplanadas, com mais aglomerados ou mais "pestaninhas".
É oficial. Começou o verão do contentamento de uns e descontentamento de outros, pelas mais deversas razões ou opiniões, o que conta é ficar moreno, nem que seja à custa de um tal "pacote" de bronzeado comprado por encomenda, inclusive num shopping qualquer.
Mas ficamos melhor, efectivamente, ficamos com a pela mais bonita, com um ar mais saudável e tal.
Por isso, e muito mais, toca a pegar nos calções e fatos-de-banho e trabalhar para o bronze, quanto mais não seja para podermos dizer que fomos à praia, aquela coisa que todos apreciam mas que, na verdade, cada vez mais está à distância. Sim, à distância. Não me digam que ainda não repararam que vai cada vez menos gente para a praia, e se analisarmos os gráficos que ditam o número de vezes que cada Português vai à praia, comparando com o "há 10 ou 20 anos atrás", verificaremos que ficamos mais bronzeados pela "conversa" do que pela exposição ao sol, daquela com toalha, biquíni e bronzeador, isto sem esquecer de frisar a quantidade de tempo em que lá ficamos, a qual diminui a cada ano que passa.

Francisco Moreira
terça-feira, 27 de julho de 2010

- Não voltes, Salazar.

Sou contra, terminantemente contra aqueles que dizem que no "antigamente é que se estava bem", naqueles tempos das ditaduras e respectivos ditadores, patrões de espiões armados em vizinhos.
Não é que tenha sentido na pele aquilo que milhões sentiram e outros milhões ainda sentem, já que não sou do tempo da "sardinha para quatro, com direito a cabeça", nem tão pouco tenho as bases da história que me permitam argumentar mais ou menos do que faço neste momento, mas sinto que hoje, apesar de tudo, vive-se muito melhor do que "naqueles tempos", mesmo com pobreza, mesmo com violência, mesmo com injustiça.
É por isso que, de cada vez que me falam no regresso do Salazar, exceptuando, claro, o devido "desconto" àqueles que com ele "viveram", dá-me vontade de lhes dizer que são uns ingratos de meia-tigela, principalmente para com os que lutaram para que eles, hoje, sim, hoje, pudessem dizer essa barbaridade sem terem que ir ali para os lados da Cordoaria.
Dos Salazares deste mundo, acreditem, mesmo sem os conhecer, e mesmo podendo ter sido excelentes seres humanos, quero distância, e muita. Por isso, sempre que alguém disser que deveria voltar o tempo do Salazar, se não se importarem, recomendem que vão para Cuba, Ruanda, Somália, Togo, Zimbabué, Irão, Burundi, Costa do Marfim, Líbia, ou quiçá, se esses humanos exemplares preferirem, para a "esplendorosa" Coreia do Norte.
Ouvi dizer que, por essas bandas, goste-se mais do calor ou de frio, não faltarão regimes para todos os gostos, principalmente para emagrecer, física e intelectualmente falando, claro.

Francisco Moreira

Pensamento... à minha Maneira

É nas carruagens do passado que muitas vezes está o mapa para o presente, independentemente das curvas do lamento.
Francisco Moreira

- Ai, o Calor!

-Até dá vontade de tirar a roupa, ao calor, claro, ao calor? (risos)

Com Pés e Cabeça

O ex-melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo, regressa amanhã ao trabalho. Por isso, aproveito este dia do calendário para vaticinar que, esta época, com Mourinho, ele irá ser uma vez mais o melhor jogador do mundo, quer se goste dele ou não, enquanto pessoa, já que, como jogador, convenhamos, até pode não fazer "nada" na selecção, mas é o o mais aplicado e mais completo futebolista dos últimos anos.
Até vos pode parecer, mas não sou sou seu fã, daqueles que lutam por saber tudo sobre ele, apenas acho que merece melhor tratamento luso do que aquele que lhe é dado, principalmente por se tratar de uma das mais figuras que melhor nos representa, enquanto Portugueses de Portugal, no estrangeiro, ou melhor, em todo o planeta terra.
Contra todas as vozes, e cada vez há mais, continuo a achar que o Cristiano Ronaldo, apesar de todo o "folclore" que o circunda, merece figurar no lote dos melhores futebolistas de todos os tempos, não só pelo que já fez, mas principalmente pelo muito que ainda há-se fazer.
Querem apostar?
Por último, sabem o que mais me irrita? É este torcer pelos de outras nacionalidades, como acontece com o Messi, que chega a ter mais fãs Portugueses do que de muitas outras paragens.
Francisco Moreira

Sudoeste - Festival dos Festivais

Até à minha partida para o "Sudoeste TMN" deste ano, que acontecerá dentro de pouco mais de uma semana, se nada de transcendente acontecer, como no ano passado, tentarei dar-vos a conhecer a perspectiva de alguém que tem mais do dobro da idade dos habituais frequentadores do "Festival dos Festivais".
Especialmente para quem nunca teve essa experiência, começo por explicar que, dos festivais que conheci, este é o mais "clean" de todos, ao ponto de reunir as pessoas mais bonitas, melhor formadas e, acima de tudo, as pessoas mais bem-dispostas, sejam elas nacionais ou estrangeiras.
Tenho pena de não ter tido "Sudoeste's" na minha juventude porque acho que é uma experiência magnífica, principalmente para quem procura diversão variada num meio composto essencialmente por jovens, na "flor das descobertas" ou no "aprimorar das constatações".
Por alto, e sem qualquer tipo de rigor, parece-me que a média de idades de quem procura o "Sudoeste", no conceito de "ir antes de começar e regressar depois de acabar", situa-se nos 19 anos, havendo, está claro, outras franjas de idade com "lugar cativo", como facilmente se percebe. Sim, há quem coleccione "Sudoestes", e ele já vai na 16ª edição de sucesso.
Ir ao "Sudoeste", como já se deve ter percebido, é ir de férias, férias sem "luxos", tendo como pretexto a música, quando na verdade, é o que menos interessa aos "Festivaleiros. Estas férias, como lhe prefiro chamar, embora algo caras, justificam-se em função de um lote de boas razões que, em próximos Post, terei o prazer de sublinhar.
Sudoeste, incomparavelmente, o "Festival dos Festivais".
Francisco Moreira

- O Rolo?

Com esta coisa das máquinas fotográficas digitais, compradas ao "preço da chuva", sem nos apercebermos, andamos a perder o hábito, interessante e envolvente hábito, de olhar com especial atenção para os momentos com que decoramos o nosso percurso.
Já repararam, por exemplo, que, na altura dos retratos, "perdíamos" muito mais tempo a admirar uma fotografia desfocada na mão do que uma imagem maravilhosamente conseguida enjaulada (com repetições mil) numa qualquer pasta ou sub-pasta de computador?
Já repararam que nunca tiramos tantas fotografias na vida e que, incompreensivelmente, olhamos para elas muito menos vezes do que antigamente, percentualmente falando?
Já repararam que não nos reunimos para ver fotografias, das férias, por exemplo, e, quando muito, "afixámo-las" num qualquer sítio na Internet ou enviámo-las por e-mail, como um mero anexo?
É verdade, as fotografias, nos dias que correm, apesar de terem muito melhor resolução, infelizmente, já não são o que eram, pelo menos ao nosso olhar, seja ele individual ou colectivo.
É uma pena que, em poucos anos, tenhamos passado dos retratos às fotografias, e tudo por causa de um rolo, sim, um rolo.

Francisco Moreira
segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sudoeste - Festival dos Festivais


Nos próximos dias, abordarei alguns assuntos, na perspectiva de uma pessoa mais "velha", relacionados com o maior e melhor Festival de Verão, onde espero estar novamente.

- Rezo, sim Senhor.

Nunca o referi por estes lados, mas mesmo sem saber rezar, rezo bastante, principalmente naqueles momentos em que dialogo com Ele, o "meu" Deus. Se Ele me ouve? Acho que sim, ou melhor, sei que sim, mesmo quando não me faz as vontades todas, o que acontece com alguma regularidade, talvez para me fazer ver que nem tudo depende das rezas, sejam elas mais elaboradas ou não.
Como dizia, rezo bastante, e, actualmente, rezo mais do que nunca, mesmo mantendo as minhas crenças "livres de instituições". Para mim, e que me perdoe quem pensa o contrário, Ele não está na Igreja "A", "B" ou "Z", Ele está em toda a parte, daí eu continuar a achar que não é um templo que consegue veicular melhor as minhas mensagens, as minhas orações, por mais pretensos emissários que possam ter, ou julgar ter.
Mesmo sem nunca frequentar a igreja, nenhuma delas, no ensino preparatório, eu era um dos melhores alunos da turma em religião e moral, e as aulas nem eram obrigatórias, mas eu gostava de lá ir.
Na altura, mesmo sem lhe dar o devido valor, rezava bem melhor do que hoje, pelo menos tinha algumas das orações na ponta da língua, mesmo só lhe dando uso nas aulas. Hoje, trinta e muitos anos depois, limito-me ao "Pai Nosso", aquele "conjunto de frases" que vou dizendo em voz alta em muitas das minhas viagens de carro, quase exclusivamente.
Por que é que o faço? Não sei bem, mas faço-o convictamente, talvez para que Ele me ouça mais depressa e com mais atenção.
Se acredito no seu poder? Não sei, mas sinto que não perco absolutamente nada em fazê-lo.
O que é rezar? Também não sei, mas sinceramente, (mesmo correndo o risco de poder ser insultado ou gozado) acho que rezar é aquela parte em que Lhe digo o que penso e o que desejo, imediatamente após - ou nem sempre - ao "Pai Nosso".
Para perceberem melhor, para mim, mais do ler ou citar orações, rezar é dirigir-Lhe a palavra e o pensamento com a certeza de que serei ouvido, independentemente dos resultados.

Francisco Moreira

Pensamento... à minha Maneira

A vida, dizem, é um jogo, razão pela qual, queiramos ou não, há sempre momentos para ganhar e perder, principalmente quando o tal jogo não nos empata.
Francisco Moreira

Última Romã

Tenho saudades de comer romãs, daquelas romãs que partia em quatro grandes pedaços e que, grão a grão, saboreava demoradamente e com especial prazer.
Gosto de romãs grandes, maduras, embora sem exagero, e com os seus grãos a saltarem para todos os lados, como se comê-los fosse um jogo de: "apanha-me se puderes"...
E esse ritual, o de contemplar uma romã, injerindo-a na totalidade, embora não corriqueiro, sabia-me a único, principalmente por ser sempre proporcionado, em jeito de surpresa, pela minha Mãe, que encontrava nas romãs um aliado que lhe proporcionava uma boa maneira de me convencer a ingerir fruta.
Já não como romãs há bastante tempo. A última, se bem me lembro, foi antes da Sua partida, uns meses antes. E, tal como todas as romãs que me "souberam pela vida", ao longo deste percurso de 4 décadas, certamente que aquela também foi especial, mesmo continuando no pódio à espera que a destronem.
Não sei se está na "altura" delas, das romãs, mas tenho que "tratar disso", e com urgência, quanto mais não seja para avaliar o prazer daquele jogo, grão a grão, sabor a sabor, instante a instante, naquele minúsculo pedaço de tempo, afastado do resto do mundo.

Francisco Moreira
domingo, 25 de julho de 2010

Pensamento... à minha Maneira

Ninguém, absolutamente ninguém, pode garantir o poiso de amanhã, mas se o mundo acabar amanhã, provavelmente, a grande maioria, aqueles que reclamam de tudo, optaria por ficar onde está, e sem mudar grande coisa.
Francisco Moreira
sábado, 24 de julho de 2010

Tem que Ser

Hoje, apetecia-me estar a brincar no antigamente, naquela altura em que se ficava feliz com tão pouco, principalmente por não se ter que pensar em nada que incomodasse e, acima de tudo, grande verdade, ter na agenda, apenas e talvez, um ou outro encontro acidental com os amigos de sempre, os da "beira", assim ao jeito de todos os dias.
Lembro-me com saudade, claro, das férias grandes, que eram por esta altura, sempre vividas intensamente com um ritmo desacelerado, sempre bem, sempre com sabor a "demasiado", principalmente quando apertavam as saudades da escola, dos colegas e das peripécias do recreio.
Hoje, talvez porque me deparei com esta imagem, apetecia-me pegar na máquina do tempo, que tenho bem guardada na minha mente, para uso em situações de emergência, e recuar uns 34 anos, para aquela altura em que entrei para a vida, ou seja, para a escola primária. É que foi precisamente aí que a vida passou a ter calendário, e sempre em crescendo, de automóvel em automóvel, nesta autoestrada do "tem que ser", sempre em excesso de velocidade, com curvas e contra-curvas.

Francisco Moreira
sexta-feira, 23 de julho de 2010

NewOptimism

Cliquem e leiam a Revista Virtual que tem a colaboração de um Amigo.

Diálogos entre Mim e Mim

Não são raras as vezes em que, através do pensamento, ao ponto de conseguir retirar os pés do chão, viajo sozinho, para longe, inclusive para longe de mim, deste ser terreno, igual a todos os outros.
É bom podermos sair de nós, nem que seja por instantes. É bom viajar no autocarro do pensamento para diferentes paragens, menos densas, menos calendarizadas, menos estanques.
Nessas viagens, embora sem meio nem fim, chego a encontrar o meu outro eu, aquele ser mais calmo, menos preocupado, menos orgulhoso, mais equilibrado, mais parecido com quem sou, ou melhor, como quem tanto quero ser.
Se há coisa que me agrada especialmente é a troca de palavras, embora em silêncio, entre mim e mim, num diálogo de análise profunda, numa conversa de amigos que se conhecem desde sempre, ao ponto de não serem necessárias horas a fio para chegar a conclusões, conclusões demasiado óbvias.
Eu sei que depois dessas viagens, normalmente, e já na paragem da realidade, pouco ou nada se altera, mas que me faz bem, lá isso faz, quanto mais não seja para me dizer aquilo que tantas vezes transporto sob o signo do "atravessado".
Francisco Moreira

Pensamento... à minha Maneira

As perdas mais não são do que incentivos que insistem connosco para que não desistamos dos nossos objectivos, mesmo quando achamos que as derrotas são machadadas letais, além de injustas.
Francisco Moreira
quinta-feira, 22 de julho de 2010

O Algodão não Engana

Há minutos, soube que um casal de Amigos meus, que me inspira, e muito, vai casar. E esta, há que anunciá-lo, é a melhor notícia do dia, e talvez dos últimos tempos. Porquê? Porque, na verdade, eles são "água e vinho", são "passado vs futuro" e, principalmente, porque tenho acompanhado com especial carinho os inúmeros e enormes passos que têm dado em pouco mais de 1 ano.
Sim, eu sei que se costuma dizer que "quanto mais se sobe a escada dos sonhos maior é o tombo"... Não sei se será bem assim mas, mesmo que seja, sou sempre a favor do construir, do avançar, do acreditar, do apostar, do ser-se autêntico, com vontade própria, expressa com todas as letras, com todos os gestos, por mais que nos possam tentar dizer o contrário. E, já agora, há que sublinhá-lo: estas duas pessoas são pelo "em frente".
Dão-se muito melhor do que o comum dos casais, apesar das tais diferenças que, num determinado dia, talvez por magia, eles - que eram uma espécie de cubos de gelo - conseguiram transformar-se em autênticos flocos de algodão, tamanha é a transparência com que evoluem, tamanha é a vontade com que (se) constroem.
Não acham isso fantástico? Também eu.
E, hoje, mais daqui a pouco, ao brindar com ele, sabendo bem qual o seu objectivo de vida, tentarei recordar mentalmente aquele início de noite, há pouco mais de 12 meses, em que me contava que queria "assentar", que queria estar em casa e crescer, mas que para isso necessitava de ser família, de ser parte da semente...
A ela, que sei ser mais "difícil", apetece-me dar-lhe um abraço envolto em Parabéns, por aceitar e entender que a vida também se vive, mesmo quando as coisas andam mais depressa do que imaginávamos ou dizíamos desejar. (morder a língua não tem que ser negativo, como se comprova - risos)
Sim, estou feliz por ambos, e até por mim, que tanto apostei e aposto neles. Afinal, nestes novos tempos, não é todos os dias que temos o prazer de ser Feliz com a Felicidade dos outros, por mais que o desejemos a toda a hora, principalmente junto de quem apreciamos.
Ah, e por falar em casamento, perdoem-me mas, dada a crise e pelo conceito de originalidade com que sempre tento acontecer, no dia 25 de Junho de 2011 presentear-vos-ei com "Sonasol", pura e simplesmente porque merecem.

Francisco Moreira

Pensar Calado

Detesto proibir-me de falar. Detesto travar a língua, só porque convém. Detesto, detesto e detesto. E sei bem, muito bem, por que é que detesto ter que me calar.
Detesto por causa desta "doença" que me infectou desde cedo, a tal de dizer sempre o que penso no instante, mesmo que tal, 2 segundos depois, mereça uma rectificação de 180 graus.
É, "morro" demasiadas vezes por falar, por não acatar as auto-proibições que a vida me ensina a usar como instrumento de defesa, para evitar os denominados "males maiores", tais como: maldade, aproveitamento, descontextualização e "diabo a quatro".
E vou tentando, mesmo, aprender a conter-me, mas é tão, tão difícil, tão incomodativo, tão falso.
Basta um "click" para, num segundo, desfiar um imenso dicionário de sentires, com opiníão "documentada", pura e simplesmente porque a minha mente, livre, quero acreditar, insiste em fazer-me soltar a garganta, como se fosse normal dizer-se tudo o que se quer, tal como se pensa.
Francisco Moreira

Amo-te, Sempre

Não sei se já reparaste, Amor, mas AMO-TE, SEMPRE, mesmo quando o Amor, que é dito e sentido por ambos a todo o instante, pode parecer, principalmente aos outros, uma espécie de "lugar comum". Como se o Amor, o verdadeiro Amor, alguma vez pudesse ser um "lugar comum"...
É interessante, deveras interessante, este Amar-te com todas as sílabas, independentemente do ânimo ou da cor do céu. É gratificante, deveras gratificante, sentir que valeu, que vale e - espero eu ! - que valerá a pena, sempre, e se possível para sempre.
Não sei se há Amor melhor ou pior do que o nosso, nem é isso que me preocupa, nem um pouco. O que realmente me interessa é o tal SEMPRE, aquele "pormenor" que faz toda a diferença, apesar de, ao longo destes anos, ele ter sempre feito questão, e bem, de ser uma interessante e gratificante constante.
Francisco Moreira

Pernas ao Alto


* Especialmente para aqueles/as que sentem falta das "Miss Essências". (sorrisos)
quarta-feira, 21 de julho de 2010

Pensamento... à minha Maneira

Há quem esprema a vida como se ela fosse algo descartável. E depois, quando chega a factura, queixa-se da falta de "produto", interno, claro.
Francisco Moreira

Voz às Palavras

Escreve-se pouco, cada vez menos, mesmo aquelas palavras simples que, talvez por uma nova campanha de solidariedade para com a falta de escrita, vão-se dizendo a muito custo, quando se "ousam" dizer.
O que é que se passa? Será que o computador tirou vontade às palavras, sejam elas escritas ou ditas? Será que não vale a pena dizer-se "a" ou "b" porque o destinatário já o sabe, ou deveria sabê-lo?
Cá para mim, anda tudo envergonhado, sim, com vergonha de dizer que sente, que gosta, que ama, que quer, que deseja e por aí fora... Razão essa, pensarão muitos, para poupar nas expressões e, em alguns casos - convém dizê-lo, com receios ortográficos.
Será que hoje não se sente? Será que nos dias que correm não se pensa? Será que já não há vontade de exprimir isto e aquilo?
Estou em crer que não, que tudo não passa de um comodismo egoísta que, por desuso em demasia, transformou-se no "pão nosso de cada dia", ao jeito de "não vale a pena". Mas vale, e vale muito, provavelmente mais do que valia antigamente.
Com esta falta de palavras, com esta ausência de gestos, com este défice de existires, muito provavelmente, um ano destes, voltaremos para o tempo das "cavernas", aquele em que se grunhia, fosse para o que fosse.
Mas, por outro lado, se for para nos manifestarmos contra tudo e mais alguma coisa, há que assumi-lo, estamos sempre prontos, ao ponto de elevarmos a voz e esbracejarmos o que for necessário, só para nos fazermos ouvir, e mais do que os outros.
E é por estas e por outras que, infelizmente, vamos perdendo a palavra, vivendo à custa do grito, na procura indesejada mas vertiginosa do grunhido.
Francisco Moreira
terça-feira, 20 de julho de 2010

F*** e Mal Pago, sem Acentos

Estou parvo! Parvo de todo, principalmente por me julgar alguém minimamente informado e por ter ficado sem argumentos para o que acabou de me acontecer.
Vamos lá ao assunto, então.
Começo por revelar que ando a tentar mudar o hábito de não olhar para as contas, sejam elas facturas de hipermercado ou recibos de restaurante, isto sem esquecer de referir que raramente, muito raramente, olho para o troco do que quer que seja, por confiar, seja nas pessoas, seja nas entidades. Acredito numa sociedade justa, embora sabendo que também há exemplos ao contrário.
Por hábito, mau, diga-se, sou um bom cliente da Vodafone, e daquelas pessoas que, por preguicite aguda, se esquece de trocar os pontos (tantos!) por SMS, e por aí fora... Mas, este mês, uma vez mais, estranhei a "conta" que me chegou, com um valor espantosamente elevado, embora já esteja habituado a pagar muito.
Desta vez, embuido pelo espírito da crise, que nos ensina, e bem, a conter os gastos e a reavaliar despesas, entendi telefonar para a Vodafone e perguntar porque é que tenho debitadas 3, 4 e 5 SMS emitidas precisamente à mesma hora. É que são tantos os casos que... Era impossível não reparar na sua presença nas 8 páginas que compõe a factura do mês passado, isto em comparação, também, com a factura do mês anterior, "pior" ainda.
Para se entender melhor, resumo, recorrendo a palavras minhas, o diálogo que tive com a operadora que me atendeu:
FM: - Porque é que tenho 4 e 5 SMS enviadas inúmeras vezes à mesma hora?
Vodafone: - Porque escreve muito, ultrapassando os 160 caracteres.
FM: - Mas, noutro telemóvel escrevo a mesma coisa e não pago tantos SMS?
Vodafone: - Depende do telemóvel que usa.
FM: - Do telemóvel?! Mas não têm todos 16o caracteres por mensagem? Os 160 caracteres não contam de igual forma num telemóvel ou num computador?
Vodafone: - O seu telemóvel também tem 160 caracteres, mas com um pequeno pormenor.
FM: - Pormenor?!
Vodafone: - É que se escrever os SMS com acentos, por cada acento, perde inúmeros caracteres. Ao ponto de um só acento reduzir a mensagem para 70 caracteres e por aí em diante...
FM: - Mas, como é possível?! Estão a convidar-me a escrever mal, com erros, etc?!
Vodafone: - Experimente escrever sem pontuação. É que o destinatário também não a recebe, à pontuação...
FM: - O destinatário não recebe a pontuação e eu ainda a pago, em triplo, em quádruplo?!
Vodafone: - Os novos equipamentos funcionam assim. Se quiser reduzir o valor da sua factura, evite a pontuação.
Em resumo, como perceberam, as operadoras, graças aos equipamentos que nos "oferecem", arranjaram maneira de fazer com que os telemóveis estejam - no meu ponto de vista indevidamente - a cobrar-nos para nos ensinarem a escrever mal, com erros, etc. E eu que sempre critiquei quem escreve "axim", afinal, estou errado, além de "f*** e mal pago".
Francisco Moreira
(Já agora, peço perdão a todos aqueles que já receberam SMS meus sem pontuação. Acreditem que a paguei, apesar de não a terem recebido. Quanto ao "a partir de agora", bem, vou pensar melhor se quero ou não piorar radicalmente o meu Português ou limitar-me a uns SMS sem conteúdo)
segunda-feira, 19 de julho de 2010

Arreganhar a Taxa

Dou valor, e cada vez mais, àquelas pessoas que fazem questão em fazer sobressair a sua alegria no cinzento com que a grande maioria pinta os dias, os seus e, por consequência, os dos outros.
Gosto de ver e ouvir os sorrisos dos outros, daqueles estranhos que me passam pelo caminho, pelos encontros e reencontros, como se estivessem preparados para viver o instante, mesmo que aquele instante seja o último.
E que bem, que melhor, que ficaríamos na fotografia da nossa passagem por este mundo, se nos despedíssemos com um sorriso, com um alegre sorriso, daqueles de satisfação. Mas não, na maior parte dos casos, infelizmente, seremos retratados pelo ar sisudo com que percorremos a maior parte dos nossos dias, assim ao jeito de "mal-dispostos do costume".
Quando morrer, e tentarei fazer por isso, vou ser "fotografado" com a "taxa arregaçada", quanto mais não seja para, como exemplo, deixar uma fotografia "tipo-passe" que inspire quem perder mais de 2 segundos a olhar para mim, ou melhor, para o que eu era, ou ainda não sou mas a caminho do serei.

Francisco Moreira

Pensamento... à minha Maneira

É tão mau, mas tão mau, quando não temos tempo para os outros, alegando que o nosso tempo está esgotado, quando, muitas das vezes, o que não nos falta é tempo.
Francisco Moreira

21 Meses

video

sábado, 17 de julho de 2010

Jogo de Imagens

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Multa Boa, Boa Multa

Começo por esclarecer que sou daqueles condutores em extinção, sim daqueles que cumprem quase religiosamente as regras de trânsito, se exceptuarmos a (pequena) questão da velocidade.

Por isso, como imaginam, em mais de 20 anos de "encartação", felizmente, contam-se pelos dedos de uma mão as multas que já recebi.

Hoje, juntei mais um "dedo" a essa mão, sendo multado num local com placa de "estacionamento pago" adornado, claro, por uma daquelas maquinetas que, geralmente, ficam a dever-me o "troco", já que insisto em pagar sempre mais do que o estritamente necessário.

No para-brisas do meu automóvel, devidamente acondicionada num envelope personalizado, estava uma daquelas multas escritas em computador portátil, com a matrícula, hora e demais dados sem a tradicional tinta de caneta usada nos espaços em branco dos blocos de multas. (A isto é que se chama evolução!)

Pois bem, cá está comigo a agradável multa. Agradável? Sim, agradável.

É que, depois de ler toda a informação detalhada, percebi que me estavam a informar de que tenho 15 dias para liquidar o seu montante, caso contrário, a empresa que gere aquele estacionamento de rua, sublinha, informará as autoridades policiais acerca da minha "falha", originando "males" maiores.

Porque é que estou contente? Bem, por esta simples razão: tenho que pagar €1,40, isso, €1,40, valor inferior ao que, provavelmente, pagaria num normal estacionamento.

Sim, fui multado, e soube bem, depois do "susto", ver quanto é que tenho que tirar da conta bancária para, da próxima vez, não me "esquecer" de meter as moedas na tal maquineta.

Francisco Moreira

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