Hora da Humanidade

Uma Deusa e um Sonhador

O nosso Queixo

De cada vez que (re)conheço alguém com a vontade cabisbaixa (esqueçam lá a expressão, liguem mas é ao que se pretende!) dá-me uma enorme vontade de lhe dar um estalo, mesmo quando vejo essa pessoa pelo retrovisor ou, pior ainda, quando em frente a mim, insiste em baixar os olhos, como se mais ninguém no mundo tivesse passado, esteja a passar ou venha a passar por... Tal.
É que, caso não saibam ou se apercebam, quando alguém que apreciámos baixa o rosto é sinal de que, provavelmente, (nós) não estaremos suficientemente atentos ou a fazer o que devemos para lhe erguer o queixo, aquele queixo que, seja por amizade ou solidariedade, também é o nosso.
Ásperas Aspas

Claro que sim - gritará o coro, depois destas perguntas básicas.
E como choram os "Palhaços"? Sim, onde choram, porque choram? Quando choram?
Confesso que não estou com grande vontade de explanar as respostas que todos reconhecerão ao despoletar das primeiras sílabas, principalmente porque, quando se é "Palhaço", mesmo sem aspas, cada "roupa" seu "desenlace", cada "gargalhada" sua "lágrima", cada "sopro" seu "saldo"... Sempre na certeza de que, por mais palhaçadas que cada um de nós represente, não há "Palhaço" sem choro, independentemente dos "risos" que se julguem ouvir.
Portas

Galeria

HOJE... Para SEMPRE!
Brasas

Bem, voltando ao termo "gasto", cá para mim, se há imagem gasta é a do Pai Natal, já que tantas vezes é proferido o seu nome... Nome?! Mas, digam-me lá, que nome tem o Pai Natal... S. Nicolau? S. Jorge? S. Bernardo? S. Júlio?
Já sei, para o caso, não importa nada o nome. É que, na verdade, à custa de uma imagem que, imagino, prenderá por 3 segundos o olhar de alguns(mas), consegui aquilo que pretendia: sublinhar que é BOM ser-se Pai Natal ou Mãe Natal, nem que seja (apenas) naquele instante em que saboreamos o prazer que o "menino Jesus" tem em rasgar o papel, aquele que envolve os sonhos de criança.
Estou em "pulgas". Perdão, estou em "brasas". (risos)
Mudanças
LUZ

Hoje, por esta hora, deveria (e, ironicamente, queria tanto!) marcar presença em mais um funeral. Deveria estar ali, à distância de um "Estou Aqui!", só para mostrar que sou solidário com a dor, principalmente daqueles que merecem a minha assinatura nesse triste "livro de ponto". Mas não posso. Infelizmente.
Contudo, para que fique registado, mesmo não estando estarei, naquele meu sentir tão pessoal, tão individual, tão simples.
Não conheço quem partiu (tem sido "moda" ir a funerais de quem não conheço em nome de quem conheço e aprecio). Mas, sempre que posso, faço questão em honrar quem me honra, quem me quer bem, a quem eu quero e desejo que seja Feliz, com todas as letras.
Estou triste. Mas sei que o HOJE de quem quero abraçar será (apenas) mais um capítulo num caminho feito de AMANHÃS.
Francisco Moreira
"Assado"

Doutoramento em SMS

Se avançar, e estou para fazê-lo há 1 ano, quero "justificar-me" se mereço ou não ter o "canudo", se terei ou não paciência para estudar, estar atento nas aulas e por aí fora... No fundo, se não desistir antes de começar, quero perceber se a "catrefada" de gente que sai das faculdades está "aux point" de ter o estatuto que (ainda) tantos julgam (poder) ser "descriminatório", principalmente em termos de "know how"...
Por outro lado, e assim ao jeito de "alfinetada brincalhona", gostaria de testar "in loco" se estou certo quanto digo que muitos dos "encanudados" deveriam voltar para a escola primária, nem que fosse (só!) para aprenderem a escrever um SMS. (sorrisos)
* Atenção que, com este texto, não quero de maneira nenhuma ofender os "encanudados" (risos), pelo contrário, respeito-os, embora, sublinho, muitos deles devem sentir-se "ofendidos" com muitos dos seus pares.
Até!
Por outro lado, tenho pena de, nesta coisa dos "dinheiros", ser pobre. Tenho pena de não poder usar um daqueles cartões dourados, com saldo bem diferente daquele que, embora da mesma cor, trago na carteira, para poder dar prendas "à séria", daquelas que fazem mesmo um "jeito do caraças"...
O que compraria, se tivesse esse cartão sem "plafond" limitado? Compraria as dívidas de tanta gente e oferecê-las-ia aos seus supostos "proprietários", para se ver se, dessa forma, ao menos (prefiro o "ao mais"), paravam de reclamar da vida.
Mas, acreditem, não me ficaria por aqui! Lá para dia 2 de Janeiro, depois das "uvas-passas" - que quase não passam de um código sempre renovado de boas intenções sem efeito prático, bateria à porta dos "presenteados" e perguntava-lhes o seguinte:
Sem Trancas

Sonhos em Saldo

- Esfreguem-se!

Semear

Vácuo

Sorte em ser Gente

A Hora do Nós

Porquê? Porque há alturas em que necessitamos de dizer: " - Chegou a hora de nos dedicarmos a nós mesmos, mesmo incluindo (quase) todos os outros que nos rodeiam".
Saída de Emergência

Remela

Francisco sai do Vice Versa

Sim, a vida continua... E com todas as letras, com todas as canções... Sim, acredito, o Vice Versa Bar continuará a existir, a ser uma referência nacional, principalmente pelo tanto que conquistou ao longo de quase duas décadas, sempre com esforço, perseverança e, acima de tudo, com pessoas que (me) ajudaram a fazer deste espaço um local familiar, intenso e único.
É, o palco da vida tem destas coisas. E, por vezes, necessita de outros "autores", de outras vozes, de outros reflexos, de outros poros, de outra Luz... Precisa de amanhã, mesmo quando o hoje é tão só o dia mais importante das nossas vidas...
E, precisamente hoje, olhando para trás, não encontro um fio por onde começar. É um novelo tão grande, tão intenso, que, na verdade, se o desfiasse, estou certo, morreria naquele instante entre a lágrima e o sorriso, porque a paixão prevalece, porque o amor é para sempre, porque, simplesmente, não convivo nada bem com a palavra "fim"... E, convém dizê-lo, poderia, a título de exemplo, referir uma ou outra situação mais ou menos bizarra, e não as faltam... Mas não, prefiro, pelo menos para já, guardá-las no baú da minha memória, certo de que, do outro lado - o de quem nos visitou e contribui para que sejamos o que somos - não faltarão "retratos ViceVersianos" em centenas, largos milhares de pessoas...
E como custa, como dói dizer adeus... Como me faltam as palavras...! Mas tem mesmo que ser, e assim respondo à grande maioria das perguntas que me serão feitas. Tem que ser porque estou cansado e realizado, porque a minha vida também é decorada por outros palcos, por outras pessoas, por outros objectivos... Se estou triste?! Claro que estou triste, claro que não é fácil colocar um ponto final em algo tão importante para tanta gente... Claro que, se pudesse, transportaria muitos dos que me acompanharam ao longo dos tempos, mais próximos ou mais remotos, para o resto da minha vida... E assim acontecerá, não com todos, infelizmente, mas com muitos, desejo e espero. Não mudei ou mudarei, enquanto Francisco Moreira.
A vida é feita de ciclos e, provavelmente, usá-los como "a resposta" é a melhor forma de se contornar e encarar as perguntas, as pessoas, os dias, o passado - no presente, o futuro... E avançar, embora, claro, ancorado a fotografias e emoções mil, embora triste, de lágrima incessante, mas convicto de que tem que ser, tem mesmo que ser assim, porque sim. E, não, esta não é uma decisão precipitada. Foi pensada, repensada e decidida. Pensei em várias pessoas, sem esquecer aquelas que me são mais próximas... E pensei na "minha" Equipa (a melhor do mundo!), no meu sócio (o melhor do mundo!), pensei, inclusive, na "desorientação" que uma decisão destas, saída do aparente nada, poderia gerar, principalmente junto de pessoas a quem o Vice Versa diz tanto, tanto... Confesso que também me incluo do enorme grupo dos "desorientados"... Afinal, onde será agora a minha segunda casa? (sorrisos amarelos)
O que levo dali? O que trago para aqui?
Trago os sorrisos, a felicidade, o ser-se a acontecer-se, tantas vezes à custa de um simples "quase nada"... Levo todos e cada um, levo tudo, mesmo que possam afirmar que fico sem nada. Ou melhor, há algo que não levo. Não me levo a mim, não levo o que sempre fui... Isso, acredito, ficará dentro de cada um, já que sempre houve "cada um", apesar de sempre se referirem ao "todo", ou ainda melhor, ao "todos"... Fui único com cada um.
É, cada pessoa, e são tantas, mas tantas, ficou registada em mim. E foram imensos anos de troca de palavras, de experiências, de sorrisos e lágrimas, de entreajuda, de amizade,... De família. Mas, e apesar do normal: "palavras leva-as o vento", não posso deixar de sublinhar que, mais do que simples sílabas, com este comunicado informal, em jeito de conversa entre mim e quem sente o Vice Versa de uma maneira especial, saio de cabeça erguida, de consciência tranquila... E certo de que contribuí para que fosse, ou melhor, seja um lugar com nome, com assinatura. Se saio é porque "chegou a hora", e tudo tem uma hora. Mais, o anúncio é feito precisamente 1 mês antes desta minha partida, a 31 de Dezembro, porque entendo ser importante ser-se correcto com as pessoas e não virar as costas sem "dizer água vai, água vem"... Por isso, e para que não se "livrem de mim" tão rapidamente, aproveito a oportunidade para vos convidar a aparecerem no local de sempre, na rotina de sempre... Eu, afinal, ainda "Estou Ali", e estarei sempre, embora numa outra perspectiva, carregando o tal baú das memórias, das boas e inesquecíveis memórias.
Para finalizar, e porque já não há paciência para tanta palavra, permitam que sublinhe uma vez mais que a vida é feita de ciclos, e este está a chegar ao fim. Um fim que ficará para sempre, nem que seja única e simplesmente em mim.
Obrigado por TANTO.
Francisco Moreira

- FM
- Portugal
- Sempre algures entre o hoje e o amanhã, sem esquecer a memória.


Escrito por uma Deusa e um Sonhador... em nome de um Ângelo

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