quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Retrato

Perdemos quase todo o nosso tempo a queixar-nos da vida que levamos mas,... quando somos confrontados como "há quem esteja bem pior do que nós" colocamos a mão na consciência do nosso "paraíso" e sentimos ao de leve que até temos sorte, que os nossos problemas não são assim tão insolúveis e que as nossas birras não fazem o sentido definitivo que lhe imprimimos... Mas, passados esses segundos de lucidez, voltamos a página, escondemos a fotografia e esquecemos o "tal exemplo", já na certeza de que somos a pessoa mais infeliz do mundo.
Quem dera a tantos poder ter os nossos problemas... Estou certo de que, provavelmente, resolveriam a maior parte num ápice, num virar de página, escondendo a fotografia a cores com que temos a lata de nos auto-apresentar.

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- O que te dá mais tranquilidade?

Acidez

A vida, queiramos ou não, sejamos quem formos, tem sempre várias doses de acidez, muitas das quais de difícil "digestão"... É vida, tem que ser! Há alturas em que dá vontade de trocar de "ramo" e procurar ser uma fruta menos propensa às surpresas desagradáveis, menos adepta das "intempéries" emocionais.
Mas, por outro lado, se encarássemos o transtorno como uma aula extra para algo melhor ou um pedregulho que nos tenta encarreirar, certamente que não interpretaríamos a acidez de certos e determinados momentos como um "só me acontece a mim" ou um "estou cheio disto.
Há sempre maneira de "refrescar" as feridas, sejam elas mais ou menos "dolorosas", e quanto mais não seja com recurso a um "penso-rápido", daqueles que não saram mas provam-nos que temos que continuar a "andar".
Onde se compra o penso? Na vontade própria. Quando tempo demora a sarar? O necessário para entendermos que as rosas também têm espinhos, e não deixam de formar belos jardins.

Pensamento... À Minha Maneira.

É no olá que se deve homenagear quem apreciamos, e não no adeus, como quase sempre acontece.

Francisco Moreira

Na Desportiva

Perdemos demasiada atenção com as "grandes conquistas", com as "grandes coisas", com os "grandes sonhos"... E, muito provavelmente, o prazer da vida está ao nosso lado, naquele instante em que ficamos cegos na procura do que está em "guerra aberta" entre o ter e o poder ter.
Se levássemos a vida mais "na desportiva", certamente que encontraríamos muito mais razões para sorrir, para nos alegrarmos com pequenas mas importantes vitórias que podem não se traduzir num banco privado de sonhos construídos em notas mas que conseguem dar prazeres que nem sempre o dinheiro aluga.
Se reparássemos mais em nós e naquilo que efectivamente necessitamos para viver cada dia como se fosse o único, certamente que saberíamos valorizar mais o que existe em cada instante em detrimento daquilo que na grande maioria das vezes não acontece ao longo de toda uma vida. E aí sim, estaríamos a cumprir o maior dos objectivos da vida: vivê-la constantemente, e sem a necessidade de a comprar à custa da sorte que não cabe a todos.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Velas

A vida, para muitos, parece mais interessante quando usada em contra-luz... Fica-se com um "ar" dela - da vida, e não se vê o que não se quer ver, pelo menos com a nitidez cortante com que ela tantas vezes nos brinda... Correcto?! Pois, efectivamente não falta gente à procura da contra-luz, ou mesmo da luz apagada... Mas isso é um erro, um erro banhado por uma falsidade imensa, um erro que leva a mais erros, um vício que parece de fuga mas, na verdade, é de "cancro"...
É que, quer se queira ou não, não é às escuras ou semi-escuras que melhor se encontra a chave que, por vezes, a vida nos faz perder. Não é em contra-luz que se vê a melhor alternativa...
É com a luz toda, por muito que nos fira os olhos, que se consegue arranjar maneira de iluminar o que vai "fundindo" à nossa volta, e não faltam "velas" que nos guiem...

Pensamento... À Minha Maneira.

A traição, seja ela qual for, mais do que um jogo, é uma cartada que pode levar à falência dos afectos, sejam eles quais forem.
Francisco Moreira

Vazios

Cada vez mais conheço pessoas que deviam estar caladas, inclusive a minha própria pessoa. Acho mesmo que deveríamos pagar uma multa de €1 de cada vez que disséssemos um disparate. Certamente que aprenderíamos a pensar antes de abrir as goelas... Só eu já tinha coleccionado ou pago uma fortuna em multas. Mas o que me traz a este Post, efectivamente, são aquelas pessoas que não dizem uma "para a caixa" e continuam a achar-se seres de uma inteligência superior, de uma qualidade de diálogo apaixonante e de uma cultura infindável... Se preferirem, estou a referir-me àquela quantidade de seres minimamente apresentáveis que conseguem suforcar-nos mesmo no mais edílico dos ambientes... Refiro-me àquelas "matracas" que ficam tão bem caladas e que, quando abrem a boca, estragam o que os olhos até acharam minimamente interessante. Sim, estou a falar dos homens e das mulheres que, certamente, não têm o cérebro convenientemente ligado ou, pior ainda, têm-no bem ligado mas recusam-se a accioná-lo convenientemente, provavelmente por não perceberem que nao basta ter, é preciso saber usar.
Estou literalmente cheio de perder tempo com conversas de "nada". Não, não estou a falar das conversas de circunstância, estou sim a sublinhar as conversas que, ao fim de uma frase ou de uma resma de parágrafos, resume-se a absolutamente nada.
Se existem mesmo?!... Claro, e cada vez mais...! E o pior é que se entranham, além de se desmultiplicarem a uma velocidade supersónica.
Já reparam por exemplo no conteúdo desta conversa que acabei de ter convosco. Tem nada, nada de nada...

Hora Extra

Há cada vez mais miolos a pensarem naquilo para que têm jeito... Sim, há cada vez mais gente a tentar redescobrir-se de maneira a encontrar alternativas que revigorem o curto salário do fim do mês. O Português sempre foi muito relaxado mas, por outro lado, também é muito desenrascado. E no que toca a inventar, quando quer,... deve ser dos melhores do mundo. Só tem que encontrar fortes motivos para dar efectiva "corda aos sapatos"e não se ficar pela "letra"...
É uma pena ver tanta gente à procura de horas extra, de trocos extra, subsídios extra... Tanta gente à procura do extra para poder chegar novamente ao extraordinário, ou seja, o sugficiente para "café e o tabaco".
E não falo dos desempregados nem dos "subsídio-dependentes", falo dos que vêem o salário para lá da barreira do esticar, dos que não sabem mas sentem a inflação, dos que não compreendem a crise mas vivenciam-na nas "desvontades", dos que já não olham para as preferências mas sim para os preços, ou melhor, para os custos.
Anda mesmo muita gente a redescobrir-se, a tentar arranjar "qualidades" que permitam usar o tempo do descanso do guerreiro em "part-times" de prazer puramente monetário.
Hoje em dia já se olha para as moedas, elas também são fonte de investimento num potencial novo rendimento.

Vermelho Virgem

Será que ainda se vai virgem para o casamento? Será que é mau ser-se virgem?
Ontem, ao ver uma série televisiva Portuguesa, reparei na "velha" cena de levar o noivo virgem às "meninas" de maneira a ele aprender o que fazer com a esposa depois de dado o "nó", aprender a "fazer meninos". Até parecia um ritual "sagrado" e bem-visto socialmente, aquele de ser levado para uma casa de luz vermelha na porta... para se ser "Homem".
E, claro está, tal como retratava a série, não devem ter sido poucos os que se apaixonaram perdidamente pelas "meninas" no leito do "ensinamento", e muitos devem ter querido forçar o casamento mas com quem lhes tirou a virgindade e não com a "destinada", em muitos casos com cunho e cunha familiar...
Hoje, aparentemente, as coisas já não são assim... A "oferta" aparece mesmo antes da puberdade e as aulas são dadas pela Internet. Só é virgem quem quer ou... "qualquer coisa".
E é nesta parte do "qualquer coisa" que me dá vontade de destacar os que escondem a sua virgindade. Antigamente escondia-se a "desvirgindade" hoje, por estranho que pareça, esconde-se o oposto... Será que os virgens não têm direito social a usarem a virgindade quando e como quiserem? Claro que sim, e devem ficar felizes por cumprir os objectivos que traçaram...
Agora, por outro lado, é intrigante, sem dúvida, a forma como a vida "vira o bico ao prego", a prova de que a "cor da luz" tem muito a ver com as "modas", neste caso em jeito de "vermelho virgem".

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- Para onde gostarias de ir se encontrasses a ponte?
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Queres apostar?

Gostaria imenso que aproveitasses este teu fim-de-semana para pensar naquilo que podes fazer para melhorar enquanto pessoa e, logo de seguida, agires de maneira a gerar acontecimentos que, por muito simples que sejam, te permitam começar a mudar aquilo que, provavelmente, deixaste estagnar.
Ser melhor depende mais de nós do que de qualquer desculpa conjectural que apareça nos noticiários.
Há tanto, mas tanto para fazer, tanto, mas tanto para acontecer... E o mais interessante é que os resultados conseguem surpreender pela positiva. Queres apostar e avançar ou preferes continuar a lamentar-te?

Mundos

Está meio mundo à espera do Obama. Será que o outro meio mundo o permitirá chegar a Ser?

Engatezitos

Nos meus tempos de conquistador-barato, era comum haver um "guia de engate" acoplado a um "mapa de objectivos", o que redundava num resultado final.
Hoje, quando olho para os que têm a idade que eu tinha, fico escandalizado com a vulgarização da conquista, e pior ainda com o "consumar" dos resultados...
Não é a primeira nem a 6ª vez que vejo jovens casais a beijarem-se sem tirarem as mãos dos bolsos, ou pior ainda, dos telemóveis. A sério!
Nos meus tempos, começava-se por gastar toneladas de saliva e uns trocos na cantina da escola até conseguir chegar ao passeio a dois no "recreio"... Depois, se os Santos estivessem do nosso lado ou ela fosse "à bola" connosco, partia-se para o encontro fora das redes da escola e talvez se trocasse a nossa saliva pela dela, numa amálgama de prazer indecifrável...
Conquistado este "pico", partia-se timidamente (arriscar era entrar deliberadamente numa espécie de jackpot) para o "cume" do objectivo, palpá-la... Isto independentemente das saliências físicas serem mais ou menos "notáveis", o importante era consegui-lo, a mente, à custa da imaginação, trataria do restante embelezamento... E por aí "em diante" até ao namoro com "aliança e tudo"...
Hoje, quando olho para os que têm a idade que eu tinha, fico escandalizado com a vulgarização da conquista, e pior ainda com o falta de respeito por uma entrega que - verdade seja dita, pode não ser para toda a vida mas,... nos meus tempos, Valia a pena.

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- O que escondes dentro do teu baú?

Menores


Se formos verdadeiros connosco, chegaremos à conclusão que todos acreditamos em Anjos, que todos achamos que temos um Anjo protector que, mesmo não o evocando, está à nossa disposição 24 horas por dia.

Trata-se de um Ser Superior que uma entidade ainda mais Superior lhe entregou a tarefa de tomar conta do nosso caminho, de estar de papel e lápis na mão a tomar nota do nosso desempenho nesta escola intitulada Vida.

É, todos temos um Anjo, mais ou menos protector - dependendo das notas que tiramos. É, todos temos um Observador que, dependendo do "estado de espírito", nos vai piscando o olho ou não de cada vez que temos dúvida acerca do passo a dar. É, todos temos esse Amigo mais fiel do que todos que, acima de tudo, é o nosso mais reservado confidente, aquele que está sempre pronto para nos ouvir e, de preferência, não nos julgar.

O problema - se é que é um problema e não um "tem que ser", é aquela altura de ir a "exame". Nunca sabemos se o nosso Anjo vai permitir que "copiemos" as respostas correctas de maneira a não reprovarmos. É que, caso chumbemos, lá teremos que repetir a matéria, até que o Anjo desista ou aprendamos de vez que estamos Aqui para melhorar enquanto Seres, ainda Menores.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

NY

Há uma cidade que me fascina desde os tempos de criança... Não sei se é pelas imagens dos filmes, pelas histórias que vou ouvindo ou pela (in)certeza de que pode ser a cidade mais fantástica do planeta, a cidade à qual me entregaria de corpo e alma, como canta Sinatra e outros mais.
Nova Iorque tem qualquer coisa de especial que funciona como uma chama de chamamento, pelo menos em mim. Iluminda o desejo e faz fermentar a vontade de a sentir, de a viver, nem que seja por uns anos, longos anos.
E de cada vez que vejo um daqueles anúncios publicitários (enganosos) do tipo "Passeie em Central Park por €260" dá-me vontade de arrancar o cartaz, pegar nele e levá-lo à agência de viagens mas próxima.
Depois, depois seria comprar um bilhete de ida na expectativa de que o da vinda não venha a ser necessário, pelo menos durante o resto da minha vida...
(Logicamente que este desejo, apesar de possuir uma parcela verdadeira, está fantasiado. Eu adoro o Porto e, mesmo já tendo tido a hipótese de trocar de cidade, nunca senti vontade suficiente para o abandonar.)

Rua do Escarro

Romeu: - Quando me sair o Euromilhões...
Julieto: - É, vais comprar um automóvel novo...!
Romeu: - Não sejas parvo! Vou comprar uma casa gigante.
Julieto: - E de quantas assoalhadas?
Romeu: - Sei lá, que seja o dobro do meu T0...
Julieto: - Ah, e quanto é duas vezes zero?
Romeu: - Goza, goza, tu vais ver!
Julieto: - Vou, vou, se um dia jogares.
Moral do Diálogo: Há quem sonhe sem saber sonhar.
Francisco Moreira

Que rica Prenda

E pronto, chegou ao fim mais um Natal, ou época Natalícia, para quem preferir... E esta foi igual a todas as outras.
Mesmo com os apertos nos cartões de crédito, fartamo-nos de gastar dinheiro em coisas "dispensáveis", inclusive no papel de embrulho... Se fossemos efectivamente mais poupados e "inteligentes", além de menos comodistas, certamente que teríamos engendrado várias maneiras de fazer do Natal algo muito mais importante do que as prendas, muito mais importante do que as compras... Logicamente que há quem diga que o Natal não são as prendas mas, já repararam no tempo e espaço mental que se ocupa com as ditas?! Pois, se o Natal não são as prendas, porque raio é que é às prendas que dedicamos a maior parte do tempo Natalício?!
É, para o ano será diferente... Para o ano, é como quem diz, o Natal está quase a chegar!

Pergunta Parva

- A sede mata-se com água ou com a bebida preferida?

A quanto está a Libra?

Que a rua está cheia de doidos já sabia, não os sabia era estrangeiros em Portugal.
Na passada 2ª feira, início de noite, não sei se já vos aconteceu, fui abordado em plena baixa Portuense por um "presumo" Alemão que, mesmo vendo-me de cigarro na boca e telemóvel na mão, não hesitou em me sugerir que comprasse Libras, sim a moeda Britânica. O homem, apesar de ter idade para ter juízo, parecia estar a falar com um doido "varrido", ou seja, eu.
Não, ele não estava a vender a moeda Britânica, sugeria sim que eu as comprasse, pois poderia ganhar bom dinheiro sem trabalhar já que a cotação da Libra estava, jurava ele, ao mesmo valor do Euro.
Tentei por todos os meios e feitios cortar aquela conversa mas, mesmo quando lhe disse que não estava interessado em ganhar dinheiro sem ter trabalho, ele rematou com um "A 3ª Guerra Mundial vai começar". E com isto, confesso que fiquei mais descansado, não quero passar por lorpa, mesmo estando a casa de câmbios fechada àquela hora da noite. É que o começo da 3ª Guerra Mundial até pode ser verdade, agora a Libra estar ao valor do Euro, só se a crise andar louca... Não está, pois não!?
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Rua do Escarro

Romeu: -Ei, olha-me p'ráquele pedaço!
Julieto: - Ei, é mesmo, aquilo é que é um naco!
Romeu: - Comia-a toda...!
Julieto: - Phonix, a sério?
Romeu: - T'ás-me a ver!? Era até ao osso...
Julieto: - E depois?
Romeu: - Depois o quê?...
Julieto: - Depois palitavas os dentes...
Romeu: - Os dentes?! T'ás a variar?!
Julieto: - Então, palitos já tens.
Moral do Diálogo: Quem muito fala, morde a língua.
Francisco Moreira

Pergunta Parva

- O que sabe melhor no café, o creme ou o cigarro?

Erupções

Vou, vou resistir... Afinal, já são quase 4 décadas a levar com as suas visitas sem hora marcada, as ingerências injustificadas, as faltas de educação por não terem modos de aparecer...
E não me venham com as conversas à base de "pressupostos do tempo da avó" nem tão pouco com pomadas de publicidade na tentativa de amenizar os "estragos".
Vou, vou resistir... Afinal, sou mais forte do que ela, e não é com falinhas mansas do tipo "é só desta vez" que vou deixar-me enganar até à próxima, a conversa é sempre a mesma, e o resultado é quase sempre um buraco que, dependendo da atenção ou "tratamento" que lhe dou, chega a transformar-se numa "nódoa" com etiqueta vitalícia.
Vou, vou resistir... Já estou assim há 6 minutos, e "tá-se bem"... Vou é só tirar os indicadores daqui do teclado por instantes porque tenho aqui uma coisa para espremer.
- Filha da mãe! Enganaste-me outra vez! Para próxima vou resistir, vou mesmo. Onde já se viu, ainda por cima cheia de pus.
domingo, 4 de janeiro de 2009

Fóssil

Tens ou não tens saudades dos melhores momentos da tua vida?
Aproveita a "deixa" e recorda agora um ou outro momento, uma ou outra história em que foste personagem principal... Vá, não pagarás imposto!
E que tal?! Foram bons, não foram? E ainda os recordas... Com a tal da saudade, claro...
Então, porque é que não pões os "pés ao caminho" e crias situações que permitam repetir essa sensação de bem-estar, essa tentação de sorrir a bom sorrir, essa vontade de ver os dias com cores mais "garridas"?
Se pensares bem - bem melhor do que quando te justificas com o corre-corre dos minutos, verás que é muito mais interessante criar "sorrisos" do que que alimentar e repetir "lamentações". Lamentar é demasiado fácil, falar mal é ainda mais fácil, e do desculpar-se nem se fala... Aliciante, aliciante é construir "coisas boas", sensações positivas, vivências extraordinárias, acontecer.
Como fazê-lo? Como fazê-lo, principalmente quando as contas têm data calendarizada?! Como fazê-lo quando os azares teimam em ser surpresa?! Como fazê-lo quando o caminho não tem "placas de indicação" nem atalhos que circundem as marés do "costume"?!
Tens ou não tens saudades de ti? Claro que tens!
Eu, mas é apenas uma sugestão, entre o sobreviver da lamuria e a aventura da procura, optava pelo mais difícil, sim, o mais difícil, o "ir à luta", o ir em frente, o não ficar parado...É que, não sei bem porquê - sabendo, não me apetece ser fóssil, e muito menos vestido de negro.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Vice Versa Bar... Um "Must"

Não posso deixar de informar aqueles que por aqui passam - alguns dos quais frequentadores do Vice Versa, acerca da grande reportagem publicada nas primeiras páginas do Jornal de Notícias, no passado domingo, sob o título "Febre do Karaoke". Não posso deixar de vos apresentar excertos do que veio escrito, não só pelo facto de o Vice Versa ser a minha "sala de estar" mas também por, uma vez mais, ser apresentado como um "Must" em termos de Karaoke.
A conhecida Luciana Abreu começou a sua carreira num destes bares: o Vice-Versa, em Vila Nova de Gaia. Aqui "concentramos todas as atenções no palco, uma espécie de santuário", diz Francisco Moreira, um dos sócios do estabelecimento. "É uma casa de karaoke por excelência, referência ao nível nacional. Uma série de programas de televisão contaram com frequentadores do nosso bar. Somos um ninho de novos cantores", sublinha. "Não tenho nada contra, mas preocupa-me que haja karaoke em todo o lado, desde cafés até roulottes", porque não se respeita a qualidade", afirma Francisco Moreira.
Na experiência adquirida ao longo dos últimos anos, Filipe Magalhães observa que hoje há, por todo o país, cada vez mais pessoas a trabalhar com o karaoke e mais concorrentes nos concursos, num dos quais arrecadou 750 euros, interpretando "Grace Kelly", uma música do libanês Mika. "Consegui fazer uma colagem muito parecida", recorda. "Dentro de uma casa tão conceituada, como é o Vice Versa, onde vão todos os 'prós', foi uma grande surpresa.
"Senhores e senhoras, vamos agora ouvir Filomena Gomes, a concorrente número seis. Os vossos aplausos, por favor". O animador da noite do bar Vice Versa, em Vila Nova de Gaia, introduz a cantora.
O público que enche a sala por completo, numa noite chuvosa de sexta-feira, mostra que já conhece a "artista". Sente-se alguma expectativa.
Ouvem-se então as primeiras palavras do tema "Think", de Aretha Franklin, desta feita interpretado pela empresária livreira de Grijó.
Antes, o animador e sócio do bar, Francisco Moreira, informa os espectadores que um vídeo de Filomena Gomes, relativo à sua participação do concurso do ano passado organizado pelo Vice Versa e Rádio Festival, bateu recorde de visitas no YouTube. (http://www.youtube.com/watch?v=8f9E2lu02-U). "É incrível a quantidade de pessoas que a viram", sublinha o animador. A cantora apressa-se a informar que não foi ela que colocou o vídeo online. "Foi um fã, foi um fã"...
Descobriu o karaoke, há 12 anos, no bar Vice Versa, de Vila Nova de Gaia. "Apeteceu-me cantar . Trataram-me bem e, a partir dessa altura, comecei a ser frequentadora assídua". Além de se divertir, Maria João encara o karaoke como "escola de vida", onde se "cresce como pessoa. Penso, observo e analiso muito. Ajudou-me a corrigir muitas coisas..."
É nestes momentos de introspecção que Maria João percebe que existem "muitos sonhadores" no mundo do karaoke, alguns inspirados no caso de Luciana Abreu, ex-funcionária do Vice Versa. "Ela tem uma voz excelente, fantástica. Cantava lá muitas vezes", recorda.

EXCERTOS DA GRANDE REPORTAGEM JORNAL DE NOTÍCIAS
(as entrevistas e vídeos podem ser vistos na íntegra em http://www.jn.pt/ )

Falta-nos a Redoma

Sei que ainda faltam os Reis, o tal dia do qual todos ouvimos falar mas que poucos sabem qual o verdadeiro significado.
Na verdade, para a grande maioria das pessoas, com a passagem d'ano fechou-se o ciclo das Boas Festas e está na altura de voltar ao cinzentismo, esquecer as promessas, "deixar andar" os desejos e vestir a pele de "dia após dia" sem tempo para o tempo.
É uma pena que o espírito natalício não se prolongue mais do que que uma semana, mais do que as luzes e enfeites, inclusive os das montras... É uma pena que dispamos o fato de Pai Natal logo a seguir ao abrir das prendas... É uma pena que não continuemos todo o ano a ser tão ou mais tolerantes como, mesmo sem reparar, o somos na época natalícia.
Se eu pudesse, colocava-nos a todos dentro de uma redoma de vidro e obrigava-nos a ser mais Gente e menos Pessoas. Isso sim, isso é que seria uma gigante prenda de Natal, e dava para todas as semanas do ano.

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- Qual será o desejo que melhor tentarás cumprir?

N'Um

Quando formulamos desejos para o novo ano, sem reparar, notamos que grande parte deles passam a ter uma outra personagem principal. E este ano, há pelo menos um desejo que merecerá a minha maior convicção no que diz respeito à sua concretização.
É deveras interessante quando reparamos que deixamos de ser um e passamos a ser vários "n'um".

Foi Bom, Muito Bom.

As Festas de Passagem d'Ano no Vice Versa, por muito idênticas que possam parecer, são sempre diferentes, mesmo quando contam - e ainda bem, com muitos dos amigos e conhecidos que vemos ao longo dos dias, dos meses, dos anos...
Este ano, uma vez mais, pairou a alegria e satisfação junto daqueles que escolheram esta "sala de estar" para entrar num novo ano, aqueles que optaram pelo "calor humano" num espaço que tenta manter o espírito ao longo de mais de uma década.
Apesar de ser mais uma das muitas Passagens d'Ano que vivi no Vice Versa, esta ficará para sempre como única, e pelas mais diversas razões que, um dia talvez, aqui contarei.
Obrigado a todos os que estiveram "connosco" em mais um importante marco no percurso deste espaço. Foi Bom, Muito Bom.

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Portugal
Sempre algures entre o hoje e o amanhã, sem esquecer a memória.

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Escrito por uma Deusa e um Sonhador... em nome de um Ângelo

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