Pi's

"Pró-à-Mostra"

Naftalina

"Zeremo-nos"

Messias

Não são raras as vezes em que me pergunto o porquê de não se reunirem todas as "palavras do bem" e fazer delas uma tese única. Não digo que obrigatória, mas menos propícia a "maçãs podres" responsáveis pelo aumento da descrença e pela criação de fissuras ideológicas aparentemente irreparáveis.
Sim, já sei! A consensualidade é algo que não existe, principalmente quando o mote é a fé ancorada a uma religião, seja ela qual for. Se nem em relação à morte chegamos a pontos de vista comuns, quanto mais relativamente à vida!?!
Mas poderíamos tentar... Há tanto bem por este mundo fora, há tanta dádiva por estas janelas dentro... Há tanto querer que fica estagnado na fronteira do "seria bom acontecer"...
Não sei se algum dia chegarei a assistir à desejada consciência global, pelo menos tão abrangente como anunciada: solidária, desinteressada, pacificadora, tolerante, mais humana... E sem esquecer o seu lado espiritual, porque terá que o ter, já que, mesmo que só nos lembremos disso de tempos a tempos, mais do que corpos, somos almas, somos espíritos, e ninguém comprovou o contrário, ainda.
Seria de excelente tom dar-se de cara com um "Messias" que se desse ao trabalho sobre-humano de, depois de compilar todas as teorias, reescrever uma única "cartilha" que nos impelisse (a todos) a semear e a colher sem o selo do egoísmo. Seria excelente ser-se em vida tão bom ser humano como certamente seremos no minuto do nosso adeus a este mundo...
Há quem diga que as religiões lêem todas pelo mesmo livro, mas que têm a mania de se apoderarem da (sua) razão e fazerem dela a (sua) marca registada, diferenciando-se no acrescentar de pavio ou no retirar de sílabas, por uma questão de "separação das águas", mesmo que acabem por ir beber ao mesmo rio.
E nós, fieis ou descrentes, tantas vezes a olhar para o "palácio", acabamos por tomar opções simplesmente porque "faz parte" ou porque temos a necessidade de acreditar numa única palavra.
E cá para nós, "cheira-me" que: mais dia, menos dia, um novo ou velho "Messias" pegará em nós pelas orelhas e retirar-nos-á o xizato com que cicatrizamos os dias, já que este nosso "estágio" não deveria ser uma "aula de maquilhagem" mas sim o executar da sapiência que a história fez questão de imprimir, página a página, sílaba a sílaba, testemunho a testemunho.
Francisco Moreira
Salto-Alto

Estando eu no "meio" há mais de duas décadas, habituei-me a ver diariamente nascerem, brilharem, vegetarem e desaparecerem inúmeros projectos musicais Portugueses... E, ao aceitar o convite, sabendo da lotação esgotada, quis entender se Aurea era/é mais um daqueles postais que brilham imenso mas que, com o decorrer dos anos, acabam por se transformar em resquícios na gaveta do "Lembras-te daquela?".
Não. Este concerto foi diferente. Fez-me lembrar o primeiro "Coliseu" do Abrunhosa, embora a sala de hoje estivesse menos eufórica do que a de então, e compreendem-se as razões...
Hoje vi público atento, específico, conhecedor, apaixonado... de iPhone na mão, fosse para a posteridade ou para postar "live" no "Facebook"... E vi a equipa que acompanha Aurea a vibrar freneticamente com o sucesso que estavam a sentir...
Palco bonito, elegante, com excelentes efeitos luminosos a condizerem com os adereços (candelabros e candeeiros, sem esquecer a escrivaninha), numa espécie de "Cabaret" com muito estilo, bom gosto, com carimbo... Simples, eficaz, intenso.
E ela, a artista, além da voz soberba - comprovada nos "acapela", lá estava descalça - imagem de marca recuperada de outros... Aurea mostrou estar justificadamente confiante e bem trabalhada, seja por ela, seja pela "máquina" que a fez impor-se num panorama discográfico "moribundo" - o nosso, infelizmente.
Das versões, realço a de Prince, num "Kiss" muito bem orquestrado e, não muitos furos abaixo, "Valerie", de Amy Winehouse...
De resto, além dos bons músicos, excelente som - talvez com a necessidade de o microfone de Aurea estar mais alto nas "partes baixas"... E, claro, as incomparaveis Patrícias, nos coros, excelentes, como sempre.
Aurea tem uma imagem interessantíssima (o primeiro traje foi o que lhe assentou melhor), sabe estar, demonstra simpatia - não necessitando do dom da palavra e, não menos importante, trata bem a sua banda, transmitindo repetidas vezes a ideia de que faz parte de um todo. E faz, faz muito bem.
O menos interessante - sem ser uma critica, confesso, prende-se com o curto alinhamento. Tratando-se de um "Coliseu", uma hora e "picos" é pouco concerto para uma sala tão interessada, tão interessante. Mas dá-se um "desconto", inclusive à repetição do "Busy for me", principalmente por ter conseguido tanto, quer em disco, quer ao vivo, em tão pouco tempo.
Penso ainda que, na "ausência" de Elvis, o que levou à não interpretação de "Love me tender", justificava-se um convidado especial, quanto mais não fosse para que, além de plenamente satisfeitos, pudéssemos sair arrebatados de um concerto que, no meu ponto de vista, provou que Aurea pode não usar salto-alto, mas já é grande e tem tudo para dar certo, inclusive para lá de Portugal.
Gostei, mesmo. Parabéns.
Francisco Moreira
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