terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

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- Por dia, quantas horas dedicas a ti mesmo?

Ponteiros

Para aqueles que pretendem conhecer a história de "O curioso caso de Benjamin Button" e o porquê de, no meu entender, ser um filme muito importante para despertar consciências e fazer-nos ver a vida - nem que seja por algumas horas - de uma maneira mais correcta, digo apenas que fala de um relógio que inverteu o sentido dos ponteiros e que, graças a isso, consegue fazer-nos ver o percurso de uma pessoa diluir-se da velhice até ao nascimento, sendo que, neste caso, nasce-se velho.
Com este filme, entre inúmeras coisas, chegamos a ver a realidade crua daquilo que acontecerá a todos, ou seja, a morte. Com este filme, entre inúmeras coisas, chegamos a perceber que não somos nada mas que podemos fazer muito...
Por outro lado, com esta história interessantíssima, conseguimos reencontrar as janelas de oportunidade que tantas vezes ignoramos e que nos indicam constantemente o porquê de estarmos vivos, o porquê de não estarmos sós, o porquê da necessidade de aprendermos a usar o tempo... É que ele gasta-se, ele desaparece para sempre, mesmo quando os ponteiros optam por inverter o seu sentido.
Não há volta a dar ao tempo que passou, mas podemos dar muitas voltas ao tempo que ainda nos resta, mesmo não controlando os ponteiros.

O Caminho

Há uma voz que todos os dias que diz que os males que assolam o mundo são uma espécie de revolta da natureza que, em silêncio, aguentou com lágrimas secas as cicatrizes com que o homem brindou o seu irmão. E cada vez mais acredito nessa tese... Que o mundo está a fazer-nos pagar os débitos com que, muitas vezes às escondidas, contraímos por uma qualquer "palha", por um qualquer "louro".
A tal voz diz-me que isto ainda não é nada, que o silêncio ainda gerará mais dor, mais pagas, mais lágrimas de sangue, visíveis além dos noticiários e esculpidas na pele e na mente de quem ousou ser muito mais do que o outro sem olhar a meios... E eu aqui, e nós aqui, a vê-las escorrer como se se tratassem de um puzzle encadeado numa encruzilhada de erros, aqueles que tantas vezes nos enviaram avisos-prévios que ignoramos ofuscados pela luz do glamour dos postais feitos desejo.
As catástrofes, naturais e sociais, parecem não ter fim e, com elas, parece que o mundo nos está a falar mais alto, como que a ensinar-nos à força que, se não respeitamos a paz do silêncio e ludibriamos os próprios gestos em função das benesses, sentiremos a espada das consequências que por tudo e por nada deitamos para debaixo do tapete.
Há uma voz que me diz todos os dias que a bonança não está longe, mas que no seu prato só sobreviverá quem fizer do outro a parte mais importante de si.
domingo, 8 de fevereiro de 2009

KO

Não sou crítico de cinema mas, há alturas em que tenho vontade de "pedir" a toda a gente que veja um determinado filme, na expectativa de que retirem do seu todo as tantas aprendizagens que ele pode transmitir. Hoje, sinto-me assim, com vontade de comprar os bilhetes e "obrigar" meio-mundo a ir ver esta obra de arte que poderia, muito bem, adoptar o título Vida.
"O curioso caso de Benjamin Button" é o exemplo mais recente de uma história que revolta, que mexe por dentro, que dá vontade de gritar e chorar...
Este é o filme a quem eu atribuiria todos os óscares, a lição de vida que eu gostaria de manter bem viva ao longo do que resta na minha existência.
Este é um filme que, ao longo de todos os segundos, nos deixa num sufoco quase incontrolável, num efervescer revoltante que dá vontade de nos auto-insultarmos por desperdiçarmos o tanto que a vida nos dá quando, amanhã, estaremos mortos e, nem que seja no último segundo, olharemos para o espelho da memória e equacionaremos o porquê de não termos sido pessoas melhores.
"O curioso caso de Benjamin Button", quando bem interiorizado, consegue dar-nos um estalo que só não nos deixa KO porque há uma quantidade de pessoas sentadas ao nosso lado que nos "obrigam" a manter a "pose", que nos indicam o caminho para fora da sala de cinema e nos remetem para o trivial mas demasiado injusto "é um bom filme".
sábado, 7 de fevereiro de 2009

Pensamento... À Minha Maneira.

Há que aproveitar o maior bem que a vida nos dá, além do prazer, e viver a Liberdade em cada instante em que nos cruzamos connosco.
Francisco Moreira
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Verdade Verdadinha

Um ladrão azarado tentou roubar uma agência bancária fazendo um buraco na parede que separa o banco de uma outra casa mas... Pois, já dá para imaginar, meteu água e, em vez de o buraco ir dar ao cofre, como pretendia, foi dar à casa-de-banho do banco.
Com esta trapalhada, o alarme tocou e o ladrão nem teve tempo de fugir, sendo apanhado pela polícia.
É o que faz querer assaltar cofres sem ver bem onde fica a casa-de-banho, digo eu.

Verdade Verdadinha

Um Chinês de 32 anos que perdeu a esposa numa acidente de viação há 3 anos voltou a casar, diz ele, sob pressão da família.
Na altura do acidente, este Zhao Gang disse preferir morrer a viver sem a falecida esposa mas, passados estes anos e depois de casar novamente, encontrou novas perspectivas.
O Chinês diz que casou com esta segunda mulher porque ela é um pouco parecida com a primeira mas, o mais bizarro é que a nova mulher aceitou fazer uma enorme cirurgia plástica para poder ficar ainda mais parecida com a falecida.
Os médicos não querem transformá-la e já pediram para o casal ter consultas com Psicólogos mas, pelos vistos, ambos estão determinados em fazer com que a segunda esposa fique igual à primeira.

Verdade Verdadinha

Um homem foi absolvido em tribunal depois de ter sido apanhado a conduzir a 154 km/hora. Em tribunal o homem alegou que era impossível ser ele a conduzir pelo facto de ser cego.
O problema é que este condutor, em 1998, recebeu uma indemnização de 500 mil euros – 100 mil contos – por, num acidente, ter ficado com cegueira quase total.
A companhia de seguros diz que ele mentiu para receber o dinheiro e tentou prová-lo com este acontecimento, o de ter sido apanhado a conduzir a 154 km/hora em Barcelona. Mais, assinou o auto de contra-ordenação.
Mesmo assim, o tribunal Espanhol considerou que tinha que ser absolvido e que a palavra do cego era verdadeira. A companhia, por sua vez, acha que o juiz é que está cego por não ver que o invisual só vê o que lhe interessa.

Verdade Verdadinha

Um homem foi a tribunal porque tentou que a namorada engolisse o próprio telemóvel.
O júri condenou-o por agressão doméstica e não acreditou na tese apresentada, segundo a qual a namorada é que tinha tentado engolir o telemóvel para ele não ver para quem ela tinha telefonado.
A namorada, por sua vez, foi levada de urgência para o hospital onde, felizmente, lhe conseguiram retirar o telemóvel da garganta. Os médicos dizem que a rapariga quase morreu asfixiada.

Verdade Verdadinha

Uma Norte-Americana diz com todas as palavras que perdeu 15 kg com uma dieta à base dos alimentos vendidos no McDonalds.
Para ser mais preciso, ele afirma ter perdido 14 kg e 900 gramas depois de ter visto um filme intitulado “Super size me” que considerou insultuoso. O filme em questão fala de uma pessoa que engordou 11 kg num mês por ter comido exclusivamente no McDonalds.
Assim sendo, e para provar o contrário, esta Srª Morgan, de 35 anos, fez um cálculo de todas as calorias existentes por menu e limita as suas refeições diárias a 1400 calorias e, desta maneira, conseguir uma dieta que já deu os seus frutos.
Em 67 dias perdeu 15 kg, mas só ficará satisfeita quando conseguir perder 27 Kg... e sempre a comer em exclusivo no McDonalds.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Verdade Verdadinha

Rebentou um escândalo num hospital de Sarajevo, um grande escândalo sexual.
Então não é que uma enfermeira entregou uma carta ao director do hospital uma lista de 20 nomes que podem ser pais do seu filho?!
A criança, de nome Merina, nasceu e está à espera de saber quem é o seu pai pois, na lista de 20 possíveis pais, estão nomes de alguns dos mais conhecidos e bem-casados médicos do país.
A enfermeira diz que aceitou ter relações sexuais com cada um dos 20 médicos porque cais no conto do vigário. Cada um deles lhe prometeu uma melhor condição de vida em troca de relações sexuais. Claro!

Verdade Verdadinha

Um camião sobrelotado onde seguiam 32 pessoas despistou-se e caiu numa ribanceira, no centro da China.
Mais o mais bizarro é que dos 32 acidentados que vinham da boda do casamento faleceram 16, incluindo o noivo.
Neste estranho acidente a culpa deveu-se à sobrelotação do camião.
Agora imaginem a cara da noiva que ficou viúva no dia do casamento.
É verdade, verdadinha. Um noivo e 16 convidados faleceram no dia do casamento.


Verdade Verdadinha

Um Português, de nome Luís da Câmara, escolheu 70 pessoas através da lista telefónica para incluir no seu testamento. Nem mais!
As pessoas escolhidas à sorte receberem a herança 12 anos depois, quando o senhor faleceu.
A lista foi feita aos 29 anos porque o Português não tinha nenhum familiar a quem deixar 2 casas, 1 carro, e 26 mil euros em dinheiro. Cada herdeiro recebeu cerca de 9 mil euros, como foi o caso de Helena Soares, de 76 anos, que pensava que se tratava de um embuste mas que, agora, afirma-se muito grata ao Português que escolheu 70 herdeiros pela lista telefónica.

Verdade Verdadinha

Um Indiano chateou-se com a esposa e tomou a medida radical; saiu de casa. Mas o mais interessante é que saiu de casa para viver numa árvore, sim, numa árvore.
Mas ainda mais bizarro é o facto de este Indiano viver na árvore há já 15 anos.
Apesar dos incessantes pedidos da sua mãe para que volte para casa, este homem, que se chama Kapila Pradhan, de 45 anos, recusa-se a deixar de viver na árvore nomeio de uma floresta.
Ele vive com o que encontra para comer na selva que escolheu como seu habitat, isto, recordo, depois de uma discussão com a esposa depois do nascimento do filho de ambos.
É incrível e verdade. Este homem vive numa árvore há 15 anos.

Multibanco

- E olhe, não se esqueça de dar uma volta à chave por dentro, nunca se pode fiar... Ouvi dizer que eles usam um cartão multibanco e conseguem abrir a porta, mesmo com gente dentro de casa. Sim, aconteceu a um vizinho do outro lado da rua, e ele estava a dormir a sesta, só não lhe levaram o gato e o cubo-mágico. A sério! Isto está um pandemónio. Dizem que é da crise, que não há dinheiro... E fazem-se de coitanhinhos, que roubam porque não há o que comer, que o subsído do governoe é uma miséria, que têm carros para atestar e tv cabo para pagar... Eu não vou nessa cantiga. Para mim, são todos ladrões e deviam estar presos mas, a polícia não faz nada, e os juízes libertam-nos... Li outro dia que não há espaço nas cadeias, e é por isso que eles estão todos cá fora... Onde é que já se viu?! Assaltarem durante o dia, e com um cartão multibanco...?! Antigamente é que era bom, não acha?!

Pensamento... À Minha Maneira.

Não é sentado se encontra a melhor pauta para o caminho, nem tão pouco à custa da melodia que embala o sonho.

Francisco Moreira

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- Qual foi o momento em que te sentiste mais sexy?

Pura Lã

Não sei se é das novelas, dos filmes, dos desfiles que passam na televisão por cabo ou das revistas que já são exclusivamente a cores mas... As mulheres Portuguesas estão cada vez mais bonitas, estão cada vez mais actualizadas, cada vez mais interessantes... E a beleza não é só visual, não depende exclusivamente do trapo ou do eyeliner de cor não preta com que fazem sobressair o olhar e espreitam o mundo com aquela bem torneada inteligência que muitos homens julgavam limitada à cozinha...
É verdade! As mulheres Portuguesas são das mais bonitas do mundo e, com mais umas novelas, filmes, desfiles e revistas, quando repararmos, emigram e nós ficamos aqui a disputar um lugar ao lado da Amélia Bigodaça que nos traz a janta entre um lenço amassado pelo ranho e umas meias costuradas com os restos de lã.

Anúncio para "Cartão"

Todos os dias, em quase todas as esquinas ou encontros de "ocasião", tentamos desviar o olhar dos anúncios publicados em pedaços de papel ou de cartão. Neles, com uma letra trémula, pode ler-se o título da tragédia, o subtítulo da misericórdia e o desenvolvimento do lamento... Falam dos "podres" da vida, das outras vidas - hipoteticamente as deles, falam daqueles azares que acontecem cada vez mais...
Serão verdadeiros? Creio que a maior parte deles não o são, acredito mesmo que são copiados de outros que foram traduzidos num qualquer país mais civilizado do qual também importamos essa forma de pobreza, a dependência que já foi independência e a tristeza dessas lágrimas muitas vezes falsas que tentam convencer-nos de que a questão primordial é a fome ou falta de emprego.
Uns dias contribuo, outros não acredito... E é desta maneira que tento não tapar os olhos aos anúncios que forram as avenidas principais dos meus e dos teus circuitos do dia-a-dia.
Não sou contra o pedir, e sinto-me bem ao contribuir... E mesmo quando verifico que fui enganado, faço de conta e remendo o erro com convicção de que, se calhar, quem está errado não sou eu, mesmo quando alimento o vício.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Estudos

Um estudo afirma que as mulheres, ao longo de toda a sua vida, passam 3 anos a cozinhar.
Segundo este estudo, as mulheres passam 17 dias completos por ano a cozinhar, a uma média de 1 hora por dia.
Refira-se também que muitas vezes as mães cozinham vários pratos para agradarem a toda a família. Das 2149 mulheres entrevistadas, 20% confessaram chegar a cozinhar 3 pratos diferentes numa refeição.
Para que se conste, durante toda a vida, as mulheres confeccionam 45990 refeições e, enquanto tentam agradar a todos, notam que o marido e os filhos são os mais esquisitos da família.

Pensamento... À minha maneira.

Até no mais escuro dos momentos há uma luz que nos pode iluminar. Há é que saber procurar o interruptor.
Francisco Moreira

Verdade Verdadinha

A polícia Romena quase não acreditou na história de uma mulher de 86 anos que foi assaltada no seu apartamento. É que os ladrões recusaram levar o que quer que fosse.
Este assalto bizarro foi perpetrado por dois ladrões que, depois de ouvirem as tristezas da pessoa que estavam a assaltar decidiram ir embora sem levar nada.
Melhor, com pena da assaltada, ainda lhe deram os trocos que traziam. Dinheiro que era pouco mais de €1 e que foi entregue à polícia pela vitima do assalto.
Caso para dizer que, afinal, ainda há ladrões sensíveis.

Verdade Verdadinha


É verdade, é verdade!
Um filme Americano que custou 22 milhões de dólares foi visto por apenas 3 pessoas.
O filme que se intitula “Zyzzyx Road” só ficou em cartaz nas salas de cinema uma semana, e apenas para cumprir contracto.
Mas o mais interessante é que contou com actores bem conhecidos, como são os casos de Tom Sizemore (O resgate do Soldado Ryan) e Katherine Heigl (Anatomia de Grey).
Entretanto, apesar de não funcionar no cinema, este filme que, recordo, custou 22 milhões de dólares e só foi visto por 3 pessoas, já tem uma edição em DVD.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Estudos

Um estudo Britânico diz que as mulheres passam cerca de cinco anos da sua vida ao telefone, mais concretamente 4 anos e nove meses.
O estudo publicado na revista Alemã Bild diz que os homens passam 18 meses a menos do que as mulheres ao telefone.
Não menos interessante é o facto de o estudo garantir que, cada mulher, em média, faz 288 mil telefonemas ao longo de toda a sua vida com uma duração média de 10 minutos.
Para concluir as chamadas telefónicas, tanto homens como mulheres, na maior parte das vezes, alegam que têm que ir de urgência à casa de banho ou porque a campainha da porta tocou.
Quem diria que as mulheres passam quase 5 anos da sua vida ao telefone enquanto os homens passam cerca de 3 anos e meio?

Obrigado pelas Visitas

Um Carinho fica sempre bem, principalmente para quem visita este cantinho. Podes levá-lo, é teu.

Verdade Verdadinha

É incrível mas aconteceu. Uma Tailandesa que pretendia ir às compras, apanhou o autocarro errado e foi ter a Bangkok, a 1200 km de distância da localidade onde vivia com um filho de 8 anos de idade.
Como falava um dialecto que, pelos vistos ninguém entendia – o Yawi, acabou por apanhar outro autocarro e foi parar à Malásia.
Passou 5 anos nas ruas a pedir sem que nunca ninguém entendesse o que dizia. Foi presa em 1987 sob a suspeita de ser uma imigrante ilegal e, como não sabia falar Tailandês, as autoridades pensaram tratar-se de uma mulher muda que apenas emitia uns sons estranhos.
A sorte desta mulher, agora com 78 anos de idade, só mudou quando três estudantes da sua terra natal a encontraram por acidente no centro social onde viveu durante mais de uma década. E foi 25 anos depois que acabou por ver, via telemóvel, o filho – agora com 35 anos, que apesar do tempo que passou a reconheceu.
Uma história triste com um final feliz. Cuidado com o autocarro que se apanha...

Verdade Verdadinha

Pode parecer impossível mas aconteceu mesmo. Um jogador do clube Escocês Dundee United ficou para a história do futebol como o único futebolista a apanhar três cartões vermelhos num único jogo.
O primeiro cartão vermelho foi exibido ao minuto 87 por ele ter tentado agredir um jogador adversário em campo. Chateado, saiu do relvado e, a caminho do balneário, acabou por agredir um outro jogador da equipa contrária.
Chamado ao balneário do árbitro, já depois de finda a partida, recebeu um segundo cartão vermelho devido à agressão. Mas não satisfeito, este Andy Mclaren revoltou-se e pontapeou a porta do balneário do árbitro abrindo um buraco na mesma, razão pela qual, neste caso, não houve duas sem três; levou novamente com o cartão vermelho.
Três cartões vermelhos ao mesmo jogador parece impossível, mas aconteceu num jogo de futebol.

Verdade Verdadinha

Um Indiano foi libertado depois de ter estado 54 anos preso sem ter tido qualquer julgamento. Parece mentira mas é verdade.
Este homem foi detido em 1951 acusado de ter provocado um grande sofrimento o que, na lei Indiana, implicaria uma pena máxima de 10 anos de cadeia.
No entanto, este Lalung, porque a polícia não conseguiu reunir provas suficientes para o acusar, acabou por passar um ano na cadeia ao que se seguiram mais 16 anos de internamento num hospital psiquiátrico.
Em vez de lhe ter sido dada alta e consequente libertação, Lalung voltou à cadeia onde ficou mais 38 anos, sem nunca ir a julgamento.
O infeliz só foi solto graças aos protestos de um grupo de activistas de direitos humanos que descobriram este caso e o denunciaram.
Imagine, 54 anos preso sem nunca ir a julgamento... porque a polícia não arranjou provas para o incriminar.

Enciclopédias

Todos somos uma enciclopédia de histórias que, infelizmente para muitos, ficam perdidas na memória em função do caminho que desbravamos. E muitos são os que choram lágrimas invisíveis ao verem as suas "páginas" diluírem-se na miséria dos dias que correm vagarosamente até ao instante em que se apagar de vez o candelabro do calendário entretanto parado.
É penoso sentir que tantos não têm quem os ouça, que cada vez há mais seres que se dizem gente mas que recusam aprender com as vivências do tempo dos outros, gentes que evitam o contacto com seres que também tiveram as suas vitórias e derrotas, s seus 15 minutos de fama.
Um dia destes, ao olhar para o vazio de um pestanejar que se atravessou à minha frente num semáforo qualquer, tive vontade de estacionar o carro ali no meio da rua e sentar-me ao lado daquele alguém que os sensores da rotina ignoram. Estou certo de que aquela pessoa merecia todo o nosso tempo do mundo... Mas continuamos sem tempo para os outros, para os "ninguém".
Não interessa o culminar nem o processo de auto-destruição que o levou para aquele passeio cuspido vezes sem conta... É uma pessoa, e muito mais do que um número que "convém" esconder...
Aquele olhar de "morte lenta" parecia ter um mar de vida apagado pelo frio das perdas, pela dor repetida vezes sem conta, pelo cicatrizar de uma ausência outrora lúcida.
Aquela pessoa vestida de monte de retalhos também teve os seus hinos, as suas conquistas, as suas fotografias a cores... Mas hoje, por uma questão de latitude, já ninguém perde tempo a ouvir o seu relato de outros tempos, aqueles em que o olhavam nos olhos.
Um dia destes, desligo os sensores e troco o meu tempo pela enciclopédia de quem já não ousa ver nem sonhar.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

A Dor da Coragem

É triste quando se ouve falar de alguém que teve a coragem de apagar a própria chama. Mais ainda quando a vida fica a dever muitos anos ao caminho de uma amalgama de cruzamentos que parecem não ser mais do que um labirinto sem alternativas.
É preciso ter muita coragem para cometer suicídio e mais coragem ainda para o tentar por duas vezes no espaço de uma semana...
Terá sido para alertar os "próximos" de que, afinal, nem tudo estava bem? Terá sido para adormecer os "fantasmas" de um percurso com algumas trevas?
Não sou íntimo para poder basear a minha opinião, nem tão pouco tenho estofo para questionar opções demasiado "unas", demasiado finitas.
Mas é triste, muito triste ver aqueles ombros da experiência carregados de uma dor lapidar, a dor de enterrar uma filha, a dor do "não ir primeiro", como apregoa o destino.
Deste drama cremado mas jamais morto, registo como alternativa o sorriso da vida que ecoa aqui ao meu lado e que, por instantes, me fez pensar nessa dor que, felizmente, me retira a coragem.

Acerca de mim

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Sempre algures entre o hoje e o amanhã, sem esquecer a memória.

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Escrito por uma Deusa e um Sonhador... em nome de um Ângelo

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