terça-feira, 3 de abril de 2012
Negas Bouas
Sempre fui um bom
aluno até ao dia em que, devido ao humor cósmico, calhei numa turma que (só!)
tinha as alunas mais “bouas” da Escola Secundária de Valadares. Pronto, aceito,
poderia não ter todas, todas, mastinha uma percentagem que rondaria os 85%... ou mais. E isso
comprovou-se na quantidade de pedidos feitos por muitos alunos de outras turmas
na secretaria para que conseguissem mudar para esse 9ºD (4 ou 5 conseguiram,
graças a justificações bizarras, constou-se).
Eu, sortudo, não mudei. Deixe-me estar, feliz da vida, no alto hormonal dos meus 15 anos, aluno de 4’s e 5’s, certo de que o 9º seria mais um ano para passar sem “negas” e quase sem “gazetas”, como tinha sido até ali. E, desta vez, com a vantagem de ter muito mais vontade de prestar atenção às “aulas”, claro!
O problema, no entanto, começou logo nas primeiras semanas. É que, além das raparigas demasiado jeitosas, vistosas, esplendorosas e curvilíneas, existiam também os alunos já “tarimbados”, um dos quais com maioridade e outros com mais centímetros do que a média.
Como concorrer com tamanha concorrência?
Como dar nas vistas sem fazer algo, no mínimo, parecido com o que os “grandes” faziam?
Como poder estar nos intervalos com “mulheres” sem se ser “homem”?
Havia que entrar no ritmo que aquela “adultice precoce” obrigava: faltas em grupo (fosse para o que fosse), brincadeiras e conversas mais “calientes”, jogos mais “privados” e demais “eventos”, os quais deixo à consideração da vossa imaginação, livrando-me de inúmeros carateres. (sorrisos)
Indo directamente para o meio do ano lectivo, posso informar que, em termos de notas, no segundo período, estive na média da turma: 5 negativas de 2, e bem mais próximas do 1 do que do 3. (sem contar aos meus pais, fui afogar o mal-estar para o cinema “Batalha”, vendo uma comédia Italiana duas vezes seguidas, num dia da semana, já em férias)
Quanto às faltas, passei o terceiro período “tapado” em várias disciplinas. Mesmo sem ter tido “a vermelho”, fiquei talvez a uma falta de chumbar, mesmo tendo chumbado com as mesmas 5 negativas que arrastei ao longo do ano, facto triste que me levou a decidir mudar de Valadares para a António Sérgio, no centro de Gaia, no ano seguinte.
Foi o meu pior ano lectivo de sempre em termos de notas (e condicionou todos os outros), mas, por outro lado, foi o melhor ano lectivo de sempre em termos de convivência, diversão, aprendizagem, “curtes” e tudo o resto, ou quase tudo.
Ainda hoje, tenho vontade de processar todas aquelas meninas-mulheres por (comprovadamente) me terem prejudicado e terem feito de um bom aluno um péssimo estudante. E só não o faço porque, apesar de me lembrar bem de que eram “bouas como o milho”, não me consigo lembrar de um único rosto, talvez por, naquele 9º D, estar demasiado apaixonado por outras partes dos seus corpos, infelizmente, ou melhor, felizmente.
Eu, sortudo, não mudei. Deixe-me estar, feliz da vida, no alto hormonal dos meus 15 anos, aluno de 4’s e 5’s, certo de que o 9º seria mais um ano para passar sem “negas” e quase sem “gazetas”, como tinha sido até ali. E, desta vez, com a vantagem de ter muito mais vontade de prestar atenção às “aulas”, claro!
O problema, no entanto, começou logo nas primeiras semanas. É que, além das raparigas demasiado jeitosas, vistosas, esplendorosas e curvilíneas, existiam também os alunos já “tarimbados”, um dos quais com maioridade e outros com mais centímetros do que a média.
Como concorrer com tamanha concorrência?
Como dar nas vistas sem fazer algo, no mínimo, parecido com o que os “grandes” faziam?
Como poder estar nos intervalos com “mulheres” sem se ser “homem”?
Havia que entrar no ritmo que aquela “adultice precoce” obrigava: faltas em grupo (fosse para o que fosse), brincadeiras e conversas mais “calientes”, jogos mais “privados” e demais “eventos”, os quais deixo à consideração da vossa imaginação, livrando-me de inúmeros carateres. (sorrisos)
Indo directamente para o meio do ano lectivo, posso informar que, em termos de notas, no segundo período, estive na média da turma: 5 negativas de 2, e bem mais próximas do 1 do que do 3. (sem contar aos meus pais, fui afogar o mal-estar para o cinema “Batalha”, vendo uma comédia Italiana duas vezes seguidas, num dia da semana, já em férias)
Quanto às faltas, passei o terceiro período “tapado” em várias disciplinas. Mesmo sem ter tido “a vermelho”, fiquei talvez a uma falta de chumbar, mesmo tendo chumbado com as mesmas 5 negativas que arrastei ao longo do ano, facto triste que me levou a decidir mudar de Valadares para a António Sérgio, no centro de Gaia, no ano seguinte.
Foi o meu pior ano lectivo de sempre em termos de notas (e condicionou todos os outros), mas, por outro lado, foi o melhor ano lectivo de sempre em termos de convivência, diversão, aprendizagem, “curtes” e tudo o resto, ou quase tudo.
Ainda hoje, tenho vontade de processar todas aquelas meninas-mulheres por (comprovadamente) me terem prejudicado e terem feito de um bom aluno um péssimo estudante. E só não o faço porque, apesar de me lembrar bem de que eram “bouas como o milho”, não me consigo lembrar de um único rosto, talvez por, naquele 9º D, estar demasiado apaixonado por outras partes dos seus corpos, infelizmente, ou melhor, felizmente.
Kiko
• Se levei com outro tipo de negas? Levei. Mas também tive positivas, e das “muito bouas”. (risos)
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