quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Ser ou não ser Monogâmico

Um destes dias, li um artigo sobre uma nova "modalidade relacional" que consiste em dar asas (e outras coisas) a relações amorosas a 3 ou 4, ou ainda a 5 ou a 6, com o consentimento de todos os intervenientes, pois claro.
Não me lembro do nome da "coisa" - que não é bigamia, refira-se, mas posso acrescentar que há um Português - rapaz com mais de 25 anos - que disse que a "coisa" funciona, e que o complicado é arranjar espaço na agenda para dar partículas de tempo às suas 3 namoradas, das quais duas também namoram entre si. Nem mais!
E, diz o "sortudo", elas até se dão bem umas com as outras, ao ponto de tomarem o "Chá das 5" juntinhas da Silva. Quanto ao desfazer da cama, acrescenta, pelos vistos, a coisa é mais "discreta".
Bem, por muito que digam o contrário, certamente que já todos os homens da minha rua - e das outras todas - sonharam em poder ter uma "mantinha" extra na cama lá de casa, nem que fosse em jeito de justificação para "colmatar" o frio que se faz sentir nesta altura do ano.
Mas, por outro lado, e ciente de que estou muito bem assim, com uma "manta" que me aquece todos os poros, e há já 6 anos, apetece-me puxar o fio da meada para outro patamar. Qual? Aquele do: - Se aturar uma mulher já é complicado, como será aturar 2, 3, 4, 15, 79, 198, e ao mesmo tempo? Pois, deve ser uma terrível dor de cabeça que não estará ao alcance de uma simples caixa de aspirinas, imagino eu.
Contudo, com esta "modalidade", recente em Portugal mas com décadas, por exemplo, nos Estados Unidos, estou em crer de que se resolveria uma das grandes lacunas dos tempos modernos, ou seja, dar "relação" - e porque não relações - a tanta mulher que anda "solteiríssima", enquanto, por outro lado, patrocinar-se-ia o fim da infidelidade masculina que, segundo a mais respeitada Psicóloga Francesa, deveria ser encarada como normal, já que os homens - assume a senhora, instintivamente, necessitam de ter um ou outro devaneio instantâneo, sem que isso signifique largar a "oficial". Esta mulher, já venerada por muitos "machos" Franceses, vai mesmo mais longe ao sublinhar que o "ter muito amor para dar" faz parte da natureza dos homens e que as mulheres deveriam encará-lo com normalidade, e que umas "facadinhas" fazem sempre bem ao casamento, espevitando-o, diz ela, ela, entenderam?!.
A esta hora, quem me lê, poderá pensar que isto é uma espécie de manifesto onde tento arranjar "água extra para o meu moinho", mas, por acaso e sem acaso, não é, nem por sombras. É que, sempre que, por exemplo, leio artigos como o que referi, pego na balança e, sem demorar mais de 1 segundo, quando faço a normal comparação, verifico que estou muito bem assim, momogâmico assumido e com vontade de o continuar a ser, mesmo quando, pelo olhar - já que, felizmente, não sou cego, passa uma ou outra "manta" que, se eu não estivesse bem "quentinho", até poderia servir, mas para os pés, claro. (risos)

Francisco Moreira

17 comentários:

Não Sou... disse...

Estou contigo... Monogâmico assumido... A minha "manta" aquece-me muito bem e não preciso de mais nenhuma...
Abraço

FM disse...

(risos)
E que falta te deve estar a fazer a "manta" aí na neve da República Checa! (risos)
Abraço e Bom Regresso, Não Sou.

Natacha disse...

Muito bom... o texto entenda-se (risos)
Borraste a pintura ali no 5º parágrafo, mas quanto ao resto, muito bem.
Ser monogâmico assumido também tem graça, sendo que o mais complicado (ainda) é não o ser (sorrisos)

Bom, resta-me dizer então que sou uma manta como outra qualquer (gargalhadas)

Beijos FM

FM disse...

(risos)
Estiveste bem, Natacha, muito bem.
Achei um texto giro, com piada, com "picadinhas"... (risos)
Beijos, com Cainho.

Sandra T disse...

Eu tenho para mim que a senhora quer é vender livros, quer chocar. Ainda me hão-de explicar porque é que aos homens lhes é permitido dar a escapadinha, então e nós? É que se a senhora dissesse que era algo inerente ao ser humano, ainda estou como o outro...agora só aos homens??!!
Gostava de ler o livro para ver se percebia a teoria... :D

FM disse...

Sabes ler Francês? Vou comprar-te um exemplar... (risos)
Não vou nada, pela simples razão de concordar contigo.
Beijos, Sandra T.

bisturi disse...

Caro amigo:
Eu apetecia-me comentar...mas começar por onde?
Hoje em dia encontramos com a maior das facilidades as justificações para os desvios mais " estimulantes" do relacionamento entre os seres humanos...
Claro que para bom entendedor todas essas pretensas razões apenas servem para alimentar temas de ´mesa de café...
Como todos nós que nos incluimos dentro da normalidade e somos pessaos responsáveis e DE BEM, sabemos separar o trigo do joio... e deitar do cesto do lixo teses de pretensos(as) especialistas de tudo e de nada...
Abração

paulofski disse...

Não vá a manta ser curta e ao tentar cobrir a cabeça correr-se o risco de descobrir os pés, a monogamia continua a ser terreno seguro.

Bom texto. Abraço Francisco.

FM disse...

Que bem "dizido", Bisturi.
Mas os teus comentários, acredito, seriam longo, e "picantes", acredito. (sorrisos)
Abraço.

FM disse...

Pois! (risos)
Obrigado, Paulofski.
Abraço.

Nuno Graça disse...

Eu sinceramente sinto-me bem assim... Tenho uma "manta" que me aquece em todos os sentidos e, sinceramente, se assim não fosse, procuraria SEMPRE uma outra "manta"!!! Nunca acrescentaria outra por cima...
Abraços

Mulher aos 30.... disse...

Ter uma só "manta" ou muitas "mantas" são opções dos homens e das mulheres...eu acho que passa por muitas cabeças a hipótese de ter uma "manta" extra...mas eu cá gosto de me enroscar na minha "manta" e aproveitar tudo que ela me dá...quando deixar de aquecer procuro outra "manta"...

Ricardo disse...

Bora lá legalizar isso.

Aliás eu agora legalizava tudo.

Para a minoria narcisista até permitia que uma pessoa se possa casar com ela própria. Afinal de contas é possivel amar-mo-nos a nós mesmos.

FM disse...

Que assim seja, Nuno Graça, que assim seja, e sempre.
Agrada-me imenso ver o amor que vos anvolve.
Abraço.

FM disse...

E fazes tu muito bem, Mulher aos 30.
Que continues sempre a sentir-te bem agasalhada.
Beijos.

FM disse...

Estiveste Bem, Ricaro, mesmo bem.
Na primeira parte do teu comentário até pensei que poderias vir a ser processado... (risos)
Abraço.

Casal disse...

Olá, gente. Sou brasileiro e encontrei esse post por acaso enquanto navegava pesquisando sobre monogamia, religião e outras coisas.
Post bastante interessante, mas, ao meu ver, com uma pequena dose de preconceito.
Esse assunto é muito complexo e subjetivo e renderá conversa por muitas páginas.
Acho que você se refere ao "poliamory" ou "poliamor" o equivalente em português. Para entender melhor o assunto vocês podem entrar no verbete da wikipedia que define bem o que é poliamor.
Não trata-se apenas de ser ou não monogâmico, o que deveria ser apenas uma opção, dentre várias. Trata-se de naturalidade, pois amar e relacionar-se com mais de uma pessoa não só é possível como natural e muito frequente. Amamos vários irmãos, vários filhos, amamos vários amigos e vários primos, e temos que nos relacionar com todos eles... ao mesmo tempo. Mas quando trata-se do parceiro amoroso com o qual temos sexo, vem o dogma da monogamia... e com ele todas as outras "verdades" como "quem ama de verdade não trai", "amor de verdade sentimos apenas uma vez", "preciso apenas de uma manta para aquecer-me", como se para amar tivéssemos que ter uma única fonte de amor.
Pois bem, também sou monogâmico, mas não por opção. Amo muito minha esposa, com a qual estou junto há 6 maravilhosos anos e temos uma filha de 3 anos, mas ela não aceita minha essência de poliamorista. Para poder continuar com ela eu estou monogâmico, até porque ela é a pessoa mais importante em minha vida, juntamente com minha filha é claro. E não tenho outras mulheres às escondidas porque não acho justo enganar justo a pessoa que mais amo.
Mesmo assim, me apaixono por outras, vejo nas outras às vezes qualidades que a minha esposa não tem. Vejo às vezes qualidades semelhantes. Viveria esses amores intensamente se minha esposa permitisse, e deixaria que ela vivesse outros amores também, até porque a necessidade de amar é de ambos os sexos. Mas isso é apenas um sonho de liberdade. Infelizmente minha esposa não só me ama, mas também sente posse sobre mim, e por isso também não sente vontade de ser livre. Ela faz parte da grande maioria das pessoas, as quais preferem podar a própria liberdade apenas para que o outro também não a tenha. Isso é uma forma egoísta de se relacionar, na minha opinião.
O amor é um recurso infinito. Ele não é esgotável, por isso também é maravilhoso. Posso amar e ser amado por várias pessoas ao mesmo tempo, de várias formas, tamanhos e sentidos.
Também estou muito bem com a minha "manta", ela me aquece muito bem, só que nem sempre ela está comigo e é provável que em alguma ocasião alguém também possa se sentir confortável ao se cobrir com ela, ou também que eu sinta frio e outra manta esteja perto de mim...
Obrigado pela oportunidade e espero não ter aumentado muito a polêmica.
Abraços
Andre.
casalditres@hotmail.com

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