sexta-feira, 24 de julho de 2009

Morte

São tristes estas sílabas do pós-Adeus
é como se ainda aí estivesse, comigo
naquela conversa de nada com muito
onde verto a inglória do demasiado perdido.

Estão distorcidas estas fotografias cinzentas
às quais roubaram todos aqueles sorrisos
e é neste inconsolável sentir ao relento
que reencarno o lamento de todos os avisos.

São vorazes estas lágrimas de tão secas
é como se a morte nunca provasse ter vida
neste insaciável calafrio da própria ausência
testemunho que tudo foi veloz e sem saída

Não imploro pelo meu irrepetível regresso
nem serei hora neste relógio sem tempo
já assumi que agora sou pó no vazio do além
e só me resta a saudade como complemento.

Eu sei que o sentido já parou de ser razão
e que o fugir fez questão de me aniquilar
a solidão passou a assinar com o sempre
e até a minha demência preferiu hibernar.

Francisco Moreira

2 comentários:

Juliana disse...

Gostei mesmo, nem tenho palavaras para isto!

Bjinhos com carinho Padrinhoo

Natacha disse...

Continuas a surpreender-me, FM.

PARABÉNS!

Beijo e bom fim de semana

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