terça-feira, 5 de maio de 2009

Relógios

Os tempos já quase não têm tempo para reactivar as memórias dos momentos passados. Já não há disponibilidade para "ganhar tempo" no tempo que andava muito mais devagar.
Hoje, sem pressas, poucos são os que sabem o que fazer, poucos são os que se atrevem a voltar atrás para reviverem a intensidade do simples, do demorado, do prazeroso.
Noutros tempos, o relógio também dava horas, mas eram outras horas, horas sem tempo. Hoje, o relógio quase só nos dá minutos, os minutos que vivemos em centésimos de segundo e sem tempo para os saborear.

6 comentários:

Natacha disse...

Por estes tempos, o relógio só me dá minutos que parecem horas e horas que parecem dias...

E por isso, tempo me sobra para voltar atrás no tempo e às memórias...

Beijos

Nuno disse...

http://blogduestudante.blogspot.com/2009/04/pensamento-do-dia-294.html - Desculpe a publicidade, mas não sei se alguma vez leu "A Cidade e as Serras" do famoso Eça de Queirós. o link que indiquei contem uma passagem do livro que reflecte sobre a sociedade moderna...

FM disse...

Pois Natacha, há alturas em que os relógios também nos pregam este tipo de partidas... Mas há sempre algo de bom a retirar, certo?!
Beijos.

FM disse...

Obrigado pela sugestão Nuno, mesmo.
Abraço.

Eudemim disse...

Os relógios daqui da selva têm todo o tempo do mundo.

Bjs de Sul

FM disse...

(sorrisos)
Ainda bem Eudemim, ainda bem.
Beijos.

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Sempre algures entre o hoje e o amanhã, sem esquecer a memória.

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