quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Mudança de Óleo

Penso que, consoante envelhecemos, o nosso coração vai mudando de cor, muito provavelmente à custa das mágoas que infelizmente coleccionamos, como se as suas veias vivessem de uma espécie de óleo de motor, escurecendo consoante os quilómetros que vamos percorrendo.
Mas, por outro lado, também acredito que, mesmo não sendo possível "mudar-lhe o óleo" com a regularidade desejada, é perfeitamente viável "aliviar-lhe a cor", inserindo-lhe "condimentos" que façam com que ele, mesmo que demasiado envelhecido pelas contingências das barreiras, possa ver mais luz ao fundo do túnel, possa iluminar-se com mais esperança, possa sentir-se mais e melhor coração.
Afinal, e em jeito de conclusão, há que fazer aquilo que se fazia há uns anos: pôr o conta-quilómetros a "andar para trás" permitindo dar melhor futuro ao que se tem, não com batotice mas com atitudes que permitam fazê-lo, a ele, entender que nem tudo são tristezas, nem tudo é desgaste, e que o fim da vida de um coração pode muito bem ser mais reluzente do que, à partida, a cor nos parece querer impor.
Francisco Moreira

2 comentários:

Natacha disse...

Haverá melhor óleo para o coração que o Amor?

E na palavra, bem como no sentimento, Amor... que é tão pequenina, cabe tanta coisa...

Beijo, amigo

FM disse...

Luz!
Beijo.

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