quinta-feira, 15 de julho de 2010

Pão nosso de cada Dia

Custa-me vir para aqui falar vezes de mais da pobreza que, como é visível, mesmo junto de quem a tenta esconder, está a proliferar por este País, outrora classificado como "à beira-mar plantado", e ironicamente porque até o mar já nota a falta de clientela. Hoje, andei pela Feira, aquela espécie de santuário que, aparentemente, é e sempre foi a salvação de muitas carteiras menos abonadas. Afinal, parece que a crise também lá chegou, e muito. O que mais ouvi, principalmente dos comerciantes, é que não "se vende nada, nada", que não há pessoas nem dinheiro e que, se assim continuarem, não terão como pagar os metros quadrados onde recorrem a descontos até 50% para tentar despachar os artigos que estão expostos, alguns, disseram-me, há 12 anos.
E é com estes exemplos que começamos a assistir aos cortes nas "gorduras", aquelas técnicas empresariais que, pelos vistos, já são adoptadas pelos retalhistas, mesmo os feirantes, aqueles de "papel e lápis". E se já não podem cortar nos funcionários, já que são os próprios quem assume essa fução, têm que cortar em algum lado, pelo menos para conseguirem fazer chegar à boca o pedaço de pão que, antigamente, sabia a "geleia".
É, a crise chegou a todos, seja pelas dívidas acumuladas, pelos outros "luxos" contratados ou, pura e simplesmente, pela ausência da "féria", aniquilada por uma tal de taxa de desemprego, aquela que, de repente, passou a aparecer constantemente na televisão, ao estilo de estrela de cinema.
Resumindo, as "gorduras", mesmo com os descontos da praxe, passaram a ser "persona non grata", mesmo para quem estava habituado a não ligar a estrangeirismos ou a essas teorias macro-económicas que, mais do que nunca, fazem lutar pelo "pão nosso de cada dia".

Francisco Moreira

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