quarta-feira, 14 de julho de 2010

Fósforo

Andamos cada vez mais "apagados", cada vez mais "às escuras", como se, de repente, tivéssemos deixado de pagar a conta e o Senhor - presidente de uma espécie de "EDP", embora de plano Superior - entendesse fazer-nos viver sem a luminusidade necessária, porventura para, de uma vez por todas, avaliarmos melhor os nossos passos e - mais ainda - aprendermos a dar valor à luz que esgotamos sem olhar para o lado, fazendo, Ele, vivermos apenas na parte em que o dia se ilumina, porque assim é a naturalidade das coisas, a naturalidade da vida, a naturalidade da humanização. É que, pensará Ele, devido ao excesso de luz (falsa) com que nos "vestimos" e "decoramos" perdemos a noção do brilho natural das coisas, e principalmente dos gestos.
Cá para mim, que até tenho falado com Ele, embora também sem grandes discursos em termos de argumentos da Sua parte, acho que Ele está fazer-nos pagar o que andamos a apagar, enfeitiçados pelos "plins" dos interruptores, aqueles que accionamos por tudo e por nada, esquecendo que este egoísmo sem olhar a meios quando vai para a factura da balança global acaba por nos arrastar a todos para o mesmo "buraco", aquele que, em determinados casos, já daria graças a Deus, ou a Ele, por um fósforo que fosse.

Francisco Moreira

2 comentários:

paulofski disse...

É capaz de ser, sim! E também há aqueles que em desespero de causa fazem um ajuste de contas a quem diz que fala por Ele. É bem feito.

FM disse...

Pois, por isso é que Ele não vai em conversas, imagino eu. (sorrisos)
Abraço.

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