sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Sexo Mudo e Surdo

Não sei bem porquê mas, feitas bem as contas, chego à conclusão de que, apesar de gostar muito dele, do sexo, poucas vezes me atrevo a "esmiuçá-lo" por estas bandas. Por isso, e porque nunca se deve "fazer tarde", hoje e agora, apetece-me expressar que, para mim, o sexo é algo realmente interessante e entusiasmante. E que, nem que seja apenas por estas duas razões, o sexo deveria estar muito menos "murcho" ou "flácido" no dia-a-dia dos afazeres que a vida nos confere, permitindo-se sair, pelo menos de quando em vez, do noite-a-noite, assim ao jeito de "25 de Abril de 74", com "cravos" e sem "espinhos".
Quem não gosta de sexo? Quem nunca o experimentou.
Quem sente que o sexo é uma das mais óbvias fontes de prazer que a vida oferece? Quem já o experimentou.
Ou seja, nesta matemática das relações - exceptuadas as ralações, porque eu não embarco nessa do "amor próximo do ódio", o sexo, por si só, deveria ser uma das mais aclamadas e "explícitas" formas de (con)viver, tanto mais que, convenhamos, é ele que nos põe aqui, neste mundo, o mesmo mundo do sexo mudo e surdo, o mesmo mundo do sexo "ausente", mesmo quando o interlocutor, talvez para atirar "preliminares" para o lado, se diz "virgem" de todo e qualquer "pecado".
Quem nunca fantasiou? Quem nunca o experimentou.
Quem sente inúmeras vezes vontade de ter sexo? Quem já o experimentou.
Mas, se assim é, então, porque é que continuamos a esconder o sexo enquanto que, ao virar de uma qualquer "cortina", o que mais nos apetece é "sexualizar"?!
Não, não sou apologista do "tudo o que mexe é... ", mas, daí a fazer do sexo uma espécie de "revista pornográfica", julgo eu, vai uma gigantesca distância, por muito que, aos ouvidos dos outros, essas inúmeras vozes "gemam" em silêncio.
Ah, e, já agora, não se digam ou digam aos outros que o sexo é amor. É que, se forem verdadeiramente verdadeiros, terão que assumir que o sexo e o amor são tipo "água com azeite", embora com "toques" interessantes, parte a parte, e que, quando assumido, quer um, quer o outro, dão-se muito bem nas diferenças e nas similaridades, tanto em género como em estilo, claro.

Francisco Moreira

6 comentários:

Nuno Graça disse...

...

Hélder Ferrão disse...

Bem...eu tinha um comentário brilhante... que tocava numa questão muito sensível deste assunto..., que ía mesmo áquele ponto (chamemos-lhe ponto X) de todo esta ideia. Mas...esqueci-me. Lembrei-me que tenho que ir para dentro ajudar a minha mulher a...pôr as panelas ao lume...(gargalhadas)
A propósito...Este texto está excelente!
Abraço, Francisco

Mize disse...

Amor não é Sexo, mas também

Sexo não é Amor, mas ainda assim

Amor existe

Sexo insiste

Amor é Essência

Sexo é presença

Amor é saber

Sexo é prazer

Amor é plural

Sexo...individual

Amor é Água

Sexo é Fogo

Amor mata

Sexo apaga

Amor resiste

Sexo insiste

Amor é tudo

Sexo é efémero

Amor é Deus

Sexo é antítese

Amor

Sexo

Quando ligados pela mesma mortalha...

Nasce a poesia

FM disse...

Pronto, o Nuno Graça, com receio de que a sua "Mais que Tudo" le-se o seu comantário... Ficou surdo e mudo. (risos)
Abraço, sem reticências.

FM disse...

Compreendo-te, Hélder Ferrão. (risos)
Ela pode ler-te, também por estas bandas, certo?! (risos)
Mais um surdo mudo sexual. (risos)
Abraço.

FM disse...

Inteligente, Simples, Brilhante.
É assim que defino mais este teu comentário, Mizé.
Parabéns.
Beijos.

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