terça-feira, 7 de abril de 2009

Cores

Há sempre uma ou muitas alturas na vida em que nos sentimos verdadeiros palhaços, daqueles com potentes holofotes apontados que, ainda por cima, teimam em seguir os nossos passos, os nossos gestos, e dar-lhes ainda mais relevo.
Eu sei que pode sempre dizer-se "- Não me afecta!" mas, convenhamos que ninguém aprecia fazer a tal figura do animal, seja ele urso, macaco ou outro qualquer.
É espantosa aquela quase insuportável sensação que nos invade quase todos os sentidos de cada vez que fazemos algo parvo, algo ridículo, algo não expectável pelos outros. Sentimo-nos como se fossemos o único ser à face do universo a cometer tal infantilidade, tal bizarrice, parvoíce, estupidez, enfim.
Já te aconteceu?! Claro que já! A mim também, e até já perdi a conta às contas.
Contudo, quando somos nós o epicentro, as coisas parecem assumir um plano maior e, ainda por cima, o "ar" que fazemos nunca substitui o buraco que naquela altura parece vital para podermos despir o "fardo".
Mas mais interessante ainda é não conseguirmos perceber que, provavelmente, deveríamos trocar o envergonhar pelo rir à gargalhada. Afinal, mesmo com esse fato de palhaço, não deixamos de ser pessoas, e como tal, vitimas do palhaço que vive dentro de nós, mesmo quando o colorido não é a nossa cor predilecta.

2 comentários:

Natacha disse...

Felizmente ainda vou tendo a capacidade de me rir de mim própria. Mesmo quando sou completamente: Dahhhhhhh

(risos)

Beijo

FM disse...

Invejo-te, e muito. (risos)
Beijos.

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