segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Montras

É uma pena que os velhos hábitos e os gestos simples estejam a cair em desuso. É uma pena que, hoje, já não se valorizem determinados "quadros"... Já quase não há tempo, já quase não há vontade, já quase não há "bancos de jardim".
Lembro o tempo de criança em que as imagens que levava das tardes de domingo passadas entre o autocarro e o centro da cidade vestiam-se de figuras simpáticas, de calor humano, de episódios repetidos vezes sem conta... Era sempre a mesma coisa mas, era assim que tudo se mantinha em "alinho", era assim que regressávamos a casa certos de que o domingo continuava a ser um dia especial, o dia mais especial...
Hoje, quando olho para o "Domingo à tarde" que tantas vezes o Nelson Ned cantou nos "Discos Pedidos", reparo no vazio de gente, no vazio de hábitos, no deserto de emoções.
Os bancos de jardim foram trocados pelos sofás dos centros comerciais e as palavras que mais se ouvem são "berros sociais" que buscam assunto nos preços das montras...
Eu sei que os carros já não são autorizados a estacionar perto dos jardins e que isso torna mais difícil chegar aos bancos mas... Será que temos mesmo que estacionar à porta de montras para e passar por animais domesticados que se limitam a andar em círculos num jardim zoológico com destino obrigatório?

2 comentários:

Natacha disse...

Recordo com saudade o "brincar na rua", despreocupadamente.
Hoje, assustam-me as crianças agarradas à TV ou à playstation enquanto nós, os pais, até agradecemos pois assim até estão sossegados e "livres" de perigos (pensamos nós ingenuamente). Gostava que o meu Tomás pudesse brincar na rua, como eu brinquei... despreocupadamente.
Os jardins... há que voltar a "regá-los"...

Beijos

FM disse...

Concordo TANTO contigo, TANTO...
Beijos.

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