quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Defunta Espera

Estou à tua espera no lugar de sempre,
enquanto me alimento de fotografias passadas
neste percalço entre o esperar e a solidão
Estou à tua espera na vontade de sempre,
enquanto me convenço da tua "não partida"
neste pedaço entre a cor e a escuridão
Estou à tua espera no sonho de sempre
enquanto me ouço imitando a tua voz
neste vazio entre a vida e a perdição
Estou à tua espera no chorar de sempre
enquanto me consolo com falsas verdades
neste purgatório entre o morrer e o estar morto.

8 comentários:

Natacha disse...

Saber esperar, é uma virtude. Tenho esperado tanto tanto... e ainda não me dei por vencida :)

Gostei do registo!

Beijo

macaw disse...

por vezes temos de ter paciência e saber esperar...
por vezes temos de ir à procura das pessoas que nos fazem falta (a não ser que tenham partido para um "outro mundo" :((((
por vezes há que saber reconhecer quando não há mais volta e seguir em frente...
em qualquer caso, as pessoas que nos são queridas ficarão sempre connosco, ainda que apenas no nosso coração :)
desde que estejam bem, por vezes é o que interessa...

bjinhos ;)

Maurício disse...

O Povo tem duas formas de ver a coisa:
- quem espera desespera
ou
- quem espera sempre alcança

Muitas vezes desespero, mas confesso que saber esperar é, pelo menos, sinal que se está Vivo. E isso é BOM!

Abraço Amigo.

FM disse...

Já não escrevia poemas há quase dois meses... mas encontrará vários aqui no Bloguinho.
Beijos Natacha.

FM disse...

Acertas em tantas "palavras" Macaw, tantas... (risos)
Beijos com Carinho.

FM disse...

É, o povo é um "depende do lado da coisa"... (risos)
Abraço Maurício.

Scully disse...

Gostei...principalmente do último verso...a ausência de facto mata sem matar, somos nós e ao mesmo tempo estranhos em nós mesmos. Somos o que restou e o que nos falta numa simbiose de tirar por vezes a respiração. Concordo com Macaw...quem está no coração está sempre connosco e isso não é conversa de "românticos", senão basta perceber como nos tornamos cada vez mais parecidos com os nossos pais à medida que envelhecemos quando jurámos que nunca seriamos iguais, como nos lembramos de certos lugares onde fomos com as pessoas amadas, de certos gostos, de certos gestos que passamos a exprimir, de como passamos a ir para a direita em vez de ir para a esquerda...
Gostei bastante! E já agora parabéns pelo blog!

Juliana disse...

Devos lutar até ao fim, quando começamos a percorre um caminho só acabamos de lutar quando chegamos ao Fim até lá é uma luta constante feitas de glorias e derrotas!

Muito obrigada por tudo padrinho**

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