Nada
Por muito que se diga valorizar pouco o dinheiro, na verdade, a gigante maioria valoriza-o, e muito, principalmente a grande parte, aquela que sente a falta dele. E isso é perfeitamente compreensível. Afinal, convenhamos, todos deveríamos ter o direito de ter noites descansadas sem pensar nele, no dinheiro, todos deveríamos poder realizar um ou outro sonho sem ser impedido por ele, pelo dinheiro.Altar
Gosto de pessoas com fé, principalmente em si mesmas, nos seus sonhos, desejos, ideais, pessoas que acreditam no poder do tentar, mesmo quando as "pedras" do caminho as deixam de vontade nua, despidas de força, naquele instante em que soam convites do desistir mas que, no instante seguinte, graças a uma qualquer "pilha mental", incentivam-se a recuperar energias e a avançar, independentemente dos estalos que possam regressar...Sarrabiscos
Ando com saudades de escrever, mesmo escrevendo todos os dias, ou quase todos os dias. Acho que estou a precisar de férias do "resto" para me dedicar quase por completo à escrita, àquela que não é feita nos intervalos e intervalinhos, como que determinando(me) que não convém não perder o balanço, para não entrar no vazio do "deixar de dizer".Talvez, Talvez
Não faltam passarinhos a "cantar de galo", seja na política que fica do outro lado do mundo ou no café que fica por debaixo do nosso chão. E, por um lado, ainda bem que assim é. É sinal de que não temos que nos limitar a "ouvir e calar", nem nós nem os outros: aqueles que conseguem erguer a voz mais alto do que nós.Ouvidos Moucos
Passamos os dias a falar demais, mesmo quando o número de ouvintes se reduz significativamente, e com tendência para aumentar. Justo e Pecador
Ouve-se dizer que é cada vez mais difícil distinguir o bem do mal e, não menos preocupante, é "pagar o justo pelo pecador". Mas isso não quer dizer que se devem baixar os braços porque o mal - diz-se! - acaba sempre por limitar ou derrotar o bem, e de forma inglória.Ponto-Morto
Acho que já não sabemos o que é o "ponto-morto". E não me refiro apenas ao "ponto-morto" dos automóveis, refiro-me ao dos nossos passos, ao dos nossos pensamentos, ao dos nossos sentires, ao dos nossos aconteceres e, principalmente, ao do nosso ser(-se). Se não é o relógio, é o pensamento, se não é o pensamento, é o sentir, se não é o sentir, é o olhar, se não é o olhar, é o acontecer, se não é o acontecer, é o sobreviver, se não é o sobreviver, é o aprender, se não é o aprender, é o não poder perder, se não é o poder perder, é o ter que ser, se não é o ter que ser, é o viver... E mesmo quando não é o etc., é o outro etc.!
Ufa! Será que só o entendemos quando saímos dos carris e o sentimos na pele?! Será assim tão imprescindível ter que se andar sempre em 5ª, 6ª ou 7ª velocidade, e 7 dias por semana?!
Vá! Não me venham com a desculpa esfarrapada de que a dormir estamos sempre em "ponto-porto", quer o mundo queira ou não queira. Em "ponto-morto", a dormir?! Como?! Se já nos ensinamos a dormir a correr?!
Já sei. Há sempre a outra desculpa não menos esfarrapada, embora pouco convincente: teremos tempo quando passarmos para lá do cá, nos outros "carris".
Moscas e Umbigos
Parece que a crise vai passar a CRISE, tal como escrevi: com maiúsculas, bem maiúsculas. E já tem dia anunciado: 24 de Março de 2011, ou seja, amanhã.Contra-Relógio
Com estas tantas novidades catastróficas do "novo" mundo, ando com a sensação de que o relógio já não é o que era. Pressinto que ele se assumiu como sendo do contra e, juntando as duas palavras, transformou-se de vez em contra-relógio.Caracóis
As valetas andam cheias de caracóis, daqueles que, tentando ser pegajosos, conquistam pouco ou quase nenhum rastro, principalmente por serem demasiado lentos, demasiado frágeis, demasiado inúteis, embora, consta-se, também demasiado irritantes, por devoção. Pudera, entre outras características, têm aquela incontornável dificuldade em conseguirem sair da "crosta". E, acredito, muito provavelmente por, nem eles, os caracóis, saberem bem quem são, por onde andam e, no fundo, para onde vão, optando pela política do fel, já que não sabem o que é o mel.E é vê-los assim, quando se vêem, para ali, na sua esquina semi-invisível feita fortaleza, teimando em dar um ar da sua (pouca) graça, mas - apenas e só! - quando "brilha o sol", ali, e só ali, sempre à espreita de uma oportunidade de acontecerem, embora sem nunca o conseguirem verdadeiramente, talvez por apontarem as antenas para tantos lados, sem eles próprios, ironicamente, terem um lado definido.
E pronto, infelizmente, lá temos que levar com eles, quanto mais não seja para percebermos que, na selva, há de tudo um pouco, inclusive a "selvinha" - uma espécie de "Parque Infantil": aquele outro lado, o lado "b" da mesma cassete, o que fica sempre catalogado como insignificante, por muito que tentem repetir o desconhecido refrão.
Ponto Vermelho
Há um ponto vermelho que, nesta altura, inunda as nossas televisões sob a forma de "Tsunami" com episódios dramáticos para todos os gostos. Infelizmente, exclamarão (quase) todos.Francisco Moreira
Peão
O xadrez nunca me entusiasmou, mesmo acreditando que certamente se trata de um jogo interessante, daqueles que, muito provavelmente, se eu me desse ao trabalho de o tentar entender, acabaria por me cativar. Mas não. Não sou grande fã de jogos. Acho-me mesmo um potencial candidato a dependente e, quanto a vícios, prefiro limitar-me aos poucos que já tenho.Eles preferem as...
Consta-se que os homens preferem as... misteriosas. E principalmente quando continuam e sabem continuar a ser misteriosas, independentemente de nós, homens, nos dizermos cansados de tantos mistérios. Assim sendo, e assente nesta base nada científica, fica-se com a ideia de que, na verdade, findos os mistérios, porventura, lá se irá o interesse, lá se irá a relação ou, quando muito, passar-se-á para a indesejada ralação. Será?!Eu acredito que sim. E definitivamente.
Mais do que loiras, morenas, carecas, ruivas ou multicolores, os homens preferem as mulheres, e isto apesar da cada vez maior concorrência de elementos do mesmo sexo. Os homens preferem as mulheres que sabem ser mulheres, as mulheres que gostam de ser mulheres, ou seja: misteriosas.
E o que é uma mulher-mulher? Perguntem-lhes a elas! (sorrisos)
E tem piada. Sim, tem piada esta maneira de se gostar dos mistérios, de se sentir ou achar que é a "brincar às escondidas" que as coisas têm e terão mais sabor, seja ele, em termos de resultados, azedo, agridoce, salgado ou preferivelmente picante.
Os homens preferem as misteriosas, aquelas que, independentemente de outros "atributos", possam mexer-lhes com outros "cordelinhos", aqueles que estão por detrás do olhar, os que agitam o pensamento... E, na minha óptica, há uma forte razão para que tal aconteça, embora, e uma vez mais, sem qualquer base científica. Os homens gostam de sentir que conduzem quando são conduzidos, não pelas mulheres mas sim pelos mistérios delas... (sorrisos)
Quando uma mulher começa a mexer com um homem, na verdade, ela não passa de uma "suposição", algo "pouco definido", uma espécie de imagem em "3D" que, por mais perto que se esteja dela, ela ainda está e estará a uma distância considerável. A mulher, num primeiro impacto, é um autêntico mistério, algo com que os homens não sabem lidar, mesmo que tentem dar um "ar" disso...
Em resumo, se se quiserem dar ao trabalho de ler este meu conselho, de maneira a tirarem o maior partido de uma próxima "situação", recomendo que as mulheres nunca revelem completamente quem são (que é o que já fazem! - risos) e que os homens nunca façam por saber tudo o que anseiam desde o primeiro instante.
Será?! Claro.
Pensem assim: o mistério das mulheres é dos poucos com os quais os cientistas não se metem. (sorrisos)
3 Segundos
Por vezes, fico com a ideia de que aprenderíamos imenso se, de repente, mudássemos todos, e ao mesmo tempo, de país, quanto mais não fosse para aprendermos a valorizar o que temos e a ver por outros ângulos o que não temos.Papel Higiénico
Esta é uma daquelas imagens que, nos dias que correm, graças aos apertos monetários, volta a estar em voga, podendo assim associar-se a falta de "papel higiénico" à falta do outro "papel".Lazer
Gostava de ter paciência para me dedicar a lazeres do tipo do que a imagem documenta. Não sei, acho que devem fazer bem à "cabeça", quanto mais não seja para esfriá-la, esvaziá-la e, acima de tudo, usá-la sem pressão para tomar determinadas decisões, sem esquecer o prazer que determinados desportos devem proporcionar a quem os pratica.Regresso?
Hoje, precisamente 2 meses e 3 dias depois de me despedir de um palco que sempre apelidei de "Santuário", voltarei a cantar, voltarei a apresentar Karaoke, findo que está, para mim, o ciclo Vice Versa.Besouros
Consta-se que, nos dias que correm, todos querem falar mas poucos tem paciência para ouvir, e não me refiro aos "fala-barato" como eu, refiro-me ao todo que somos, envolvidos que estamos - e cada vez mais! - nesta sociedade de ruídos mil, daqueles que nos chegam pelas mais diversas vias, incluindo as que não se propagam pelo som.É triste quando se quer expressar algo e o receptor "faz de conta", para não lhe chamar o típico: "ouvidos de mercador". É triste ver-se e sentir-se a decadente escada do desinteresse geral a transformar-nos em besouros, autênticos besouros.
Mas, na verdade, o maior problema está no não nos apercebermos disso mesmo, continuando a falar sem pausas, inclusive sozinhos, como que teimando em comprovar que alguém nos há-de ouvir, quanto mais não seja pela insistência ou pelo elevar do tom de voz.
Das duas uma: ou estamos a ficar surdos ou, pura e simplesmente, não queremos ser incomodados pelas histórias dos outros, certos de que (apenas) as nossas merecem plateia.
Em que é que isto vai dar? Em silêncio, embora ruidosamente destrutivo, em termos de sociedade, em termos de relações.
Francisco Moreira
Carrocel
Gosto de ler o mundo, de aprender com as tantas histórias que ele nos conta, instante a instante, ao virar de uma página, ao canto de um noticiário, aqui, bem ao nosso lado, na esquina de uma rua.Óscar de Plástico
Esta madrugada, já depois de uma longa conversa com a travesseira, uma insónia convidou-me a trocar a cama pelo sofá, com o pretexto de recordar as tantas maratonas que fiz a ver os "Óscar". Indecifrável
Faço parte daquele grande (ou pequeno?!) grupo de pessoas que mal consegue ler o que escreve, à mão. Sim, reconheço que tenho uma letra horrível, indecifrável.Ar

Plim
Todos, ou quase todos, são crentes em conseguirem resolver num ápice todos os problemas e sonhos financeiros, seja à custa de um "Euromilhões", de um site de apostas, de uma herança bem-vinda de um familiar desconhecido ou porventura de um outro golpe de sorte qualquer. Mas sempre com a esperança de que esse minuto da transformação aconteça, que esse alavancar seja uma realidade, porque é justo, porque é mais interessante, no fundo: porque convém.Gato
Não gosto de histórias com "gato" e muito menos de pessoas com "gato". E, atenção, isso não quer dizer que não aprecie o animal, em si. É que gosto de gatos, não destes, dos outros, dos autênticos. (tive uns 20 gatos verdadeiros ao longo da minha vida, e uns 1000 dos "outros")Fim
Se há algo que nem eu nem absolutamente ninguém entende - mesmo dizendo o contrário, é o medo que se tem da morte, pelo menos quando se está perto dela, sejamos nós ou outras vítimas desse inquestionável "tem que ser".Ridículo
Estamos a necessitar urgentemente de voltar a ser românticos. Mas sê-lo com gestos, não apenas à custa do dizer que se é ou pensar que se é. É preciso fazer mais e não estar à espera dos dias de "S. Valentim" e daquelas outras datas que se impõe como obrigação porque é para isso que também existe o calendário. É preciso fazer mais e melhor. É preciso demonstrar o que se sente e fazer "passar a palavra" de que a paixão, o amor e "derivados" não são ridículos.
E se o forem, que mal fará ao mundo?!
É principalmente nestas alturas de cinzentismo colectivo que se deve combater o cambalear dos dias com outras cores, por mais garridas que pareçam aos outros.
Que mal fará demonstrar que se gosta de alguém? Que mal fará agir em função do sentir?
Estamos a necessitar urgentemente de voltar a ser românticos, também fora das salas de cinema, aquelas que, por vezes, nos fazem sonhar com a paixão e com o amor, como se, nessa hora e meia, passando para o outro lado da tela, estivéssemos a cumprir o romantismo, o tal, o que não expomos mas que sentimos - acrescentamos, cá dentro.
Se sabe tão bem, fará assim tão mal?!
Ah! Já sei. Há que manter a postura, além do: " - O outro sabe-o!", já lhe foi dito vezes sem conta, naquela outra altura em que - aí sim! - fazia sentido ser-se e dizer-se que se é(ra) romântico.
Perdoem a correcção, mas este pensar e não agir é que são ridículos. (ponto)
Um Cêntimo
Depois de uma silenciosa mas atribulada guerra de palavras comigo mesmo, quando me impus parar, porque a cama também me chamava, reparei que o relógio do computador acusava proximidade às 6 e meia da manhã deste mesmo dia.. Na verdade, voltando ao cerne da questão, neste minuto, a vontade é a de regressar à primeira sílaba e mandá-la às favas em "correio azul". Mas como - conhecendo-me - sei que isso não acontecerá, lá terei que me sujeitar aos ajustes e reajustes na pior das fases da escrita - pelo menos para mim: aquela em que se tem obrigatoriamente que colocar em pé uma espécie de árvore de natal, começando pelo tronco - a estrutura, aquela tal parte que, assumo com todas as letras, é a menos interessante, a mais feia e irritante, já que prefiro sempre partir do zero, sem fio condutor.
Neste momento, assumo, trocaria esta espécie de tornado por um cêntimo, embora - e permitam que o revele em primeira mão, não seria um cêntimo qualquer.
Francisco Moreira
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