segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Óscar de Plástico

Esta madrugada, já depois de uma longa conversa com a travesseira, uma insónia convidou-me a trocar a cama pelo sofá, com o pretexto de recordar as tantas maratonas que fiz a ver os "Óscar".
E foi o que fiz, embora, confesso, arrependendo-me, já que fiquei até ao fim (aquilo, no meu tempo, acabava às 6H30 da manhã!) a muito custo, com as pálpebras a insistirem em outros filmes, noutro cenário.
Fiquei decepcionado, e com quase tudo, a começar pela apresentação, pelas apresentações, pela falta de um Billy Cristal - que até apareceu surpreendentemente, tal como a gravação do Obama.
De resto, dei comigo a torcer pelo "Toy Stoy 3", o filme que mais vi em 40 anos de vida, ou melhor, um filme que vejo quase todos os dias e há já vários meses. Porque gosto? Não, mesmo gostando, porque quem manda no comando é o Anjo que tenho lá em casa, e este "Toy Story 3" foi o primeiro filme que ele viu de princípio ao fim, e mais vezes do que os "posteriores" "Toy Story 2" e "Toy Story 1", viu e continua a insistir em ver.
Voltando aos "Óscar", permitam que diga que, pelo que vi, aquilo deixou de ter a piada que tinha, deixou, inclusive, de ter o "glamour" que tinha, deixou de me cativar, principalmente a partir desta madrugada.
Quanto aos vencedores e aos vencidos, por outro lado, não me alongo em comentários pois, pelo que percebi, ainda não vi nenhum dos filmes que esta madrugada erguerem estatuetas, talvez por andar demasiado ocupado a ver vezes sem conta o melhor filme de sempre: o "Toy Story" da minha vida.
Francisco Moreira
sábado, 26 de fevereiro de 2011

Bom Fim-de-Semana

Já que se conta que o fim-de-semana (ainda sem acordo ortográfico) foi feito para saborear, não arranjem desculpas para não o aproveitarem. Mais ainda quando, à 2ª feira, fartam-se de arranjar motivos para chegar depressa ao fim da semana. (sorrisos)
Aproveitem-no, mesmo!

Francisco Moreira
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Indecifrável

Faço parte daquele grande (ou pequeno?!) grupo de pessoas que mal consegue ler o que escreve, à mão. Sim, reconheço que tenho uma letra horrível, indecifrável.
E, pior do que isso, é o facto de escrever em maiúsculas há cerca de duas décadas, numa, então, fuga para a frente que, pensava eu: permitiria que eu e os outros começassem a perceber alguns dos meus gatafunhos.
Queixo-me da minha escrita de cada vez que tenho que assinar alguma coisa, especulando sobre o que, por exemplo, levará os bancos a debitarem os cheques que assino, já que não há uma única assinatura "parecida". Confesso que são poucas as letras que lá consigo escrutinar.
Ainda bem que inventaram esta coisa estranha chamada teclado, a que me permite ler e dar a ler o que escrevo, já que, da outra forma, acreditem (!), a esta hora, já teria desistido de escrever, tão simplesmente por não conseguir traduzir a palavra anterior.
Francisco Moreira
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Ar


Ontem, nem pequeno vídeo, assisti a uma palestra interessante, daquelas que vão de encontro ao que penso em termos de vida, em termos do que somos, enquanto partes de um todo, e, principalmente, do que devemos ser neste mundo onde vivemos, nesta "passagem para outras paragens"...
Em resumo, na tal palestra, em jeito de "Stand up Comedy" de assuntos sérios ditos a "brincar", tenta-se passar a ideia de que tudo "isto" é um puzzle e que nós somos peças desse "puzzle", tendo, por isso, que nos esforçar por cumprir da melhor maneira a nossa tarefa, a de fazer o melhor possível por nós (peças de puzzle) e por aquelas pequenas peças que nos estão mais próximas, também elas peças do mesmo puzzle.
No fundo, e em resumo do que foi dito perante uma plateia "embriagada" com aquele simples "dizer", acrescenta-se que, se todos cumprirmos esse objectivo, poderemos construir um lugar melhor para viver e, acima de tudo, conviver, encaixando uns nos outros, criando a tal "imagem", o tal mundo, este.
Eu, aproveitando-me desta imagem - a que está lá em cima, tento ir um pouco ainda mais longe, propondo que façamos (mais) por ser pedaços de um mesmo coração, desta feita com balões de oxigénio (do puro!), de maneira a conseguirmos construir um coração global mais forte, mais vivo, mais unido, assente em emoções positivas, assente na entreajuda, assente no agir, por nós e pelos que nos são mais próximos.
Por isso, se calhar, se, em vez de conspurcarmos o nosso balão com gestos cinzentos e lhe tentarmos dar um outro "ar", certamente que conseguiremos um pulmão muito mais limpo, fazendo do corpo humano o todo onde se está "de melhor" para com a vida em comum.
Francisco Moreira
* Para quem quiser perceber melhor aquilo a que me refiro, RECOMENDO VIVAMENTE que pense no que poderá ouvir, clicando neste endereço: http://www.youtube.com/watch?v=mGCokwtlU7U
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Plim

Todos, ou quase todos, são crentes em conseguirem resolver num ápice todos os problemas e sonhos financeiros, seja à custa de um "Euromilhões", de um site de apostas, de uma herança bem-vinda de um familiar desconhecido ou porventura de um outro golpe de sorte qualquer. Mas sempre com a esperança de que esse minuto da transformação aconteça, que esse alavancar seja uma realidade, porque é justo, porque é mais interessante, no fundo: porque convém.
É, o dinheiro não sai da cabeça das pessoas, principalmente quando há falta dele, daquele "plim" que, por outro lado, alegamos ser de valor relativo, de ser útil para auxiliar outros, mas, claro, sem nos esquecermos de nós, nunca.
Gostaria de conhecer quem teve essa brilhante ideia de inventar o dinheiro. Para quê? Para lhe perguntar, "apenas", onde estava com a cabeça quando se lembrou de tal bizarrice, a bizarrice que faz tanta gente perder a cabeça.
Francisco Moreira
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Gato

Não gosto de histórias com "gato" e muito menos de pessoas com "gato". E, atenção, isso não quer dizer que não aprecie o animal, em si. É que gosto de gatos, não destes, dos outros, dos autênticos. (tive uns 20 gatos verdadeiros ao longo da minha vida, e uns 1000 dos "outros")
Só não gosto é de tudo o que tem "gato" ainda por cima em versão "lebre", e daquelas "lebres" que mais parecem adquiridas em fim de estação, por imposição ou então numa das lojas orientais, deixando-nos a dúvida quanto à qualidade...
Gosto de histórias simples, com rosto, sem maquilhagem, por mais fantásticas e pouco credíveis que pareçam. Gosto dos olhares sem lentes - não as de contacto, nem as dos óculos, refiro-me às lentes de nevoeiro com que muita gente se apresenta, esquecendo-se de que, mais tarde ou mais cedo, o sol fará evaporar o tal nevoeiro, deixando a nu o que nos tentam "vender".
É, por vezes dá-me para isto: escrever sem ir ao ponto, escrever sem latitude... E porquê? Bem, neste caso, sem gato, porque achei que a imagem que aqui "postei" é realmente bonita. Mas cheira-me que, também ela, tem "gato". (risos)
Francisco Moreira
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Fim

Se há algo que nem eu nem absolutamente ninguém entende - mesmo dizendo o contrário, é o medo que se tem da morte, pelo menos quando se está perto dela, sejamos nós ou outras vítimas desse inquestionável "tem que ser".
Já sei que muitos jurarão não terem receio desse fim, alegando que o que mais os preocupa é o cenário em que tal pode acontecer. Todos, sem excepção, desejam ter uma morte rápida, de preferência no meio de um sonho "cor-de-rosa" e - "se não for pedir muito" - com "medalhas" ao peito.
Uma outra questão que, imagino, sempre se levanta, pelo menos naquela hora - a que se sabe ser a última, quando se sabe, é a de tentar a todo o custo remediar todos os males que se possam ter cometido, ao ponto de, num ápice, se perdoar a todos e a mais alguns, provavelmente com a esperança de que tal possa equilibrar o balanço que será apresentado como "carta de referências" no céu, no inferno ou noutro lugar qualquer.
Em resumo, com este tema que, só pelo seu assunto, já deve ter feito mudar de página muita e boa gente - que também morrerá!, lanço o mote para um pensamento mais profundo:
- Porque será que temos medo de morrer quando sabemos que, pelos testemunhos existentes (nenhum), não escaparemos a esse fim?
Bem, na tentativa de contribuir com uma reposta para tão "parva" pergunta, e sem me alongar muito, limito-me a acrescentar que, provavelmente, a morte não existe. Que isto a que chamamos vida, afinal, é um sonho e que, mais tarde ou mais cedo, verificaremos que, tal como nos outros sonhos, há dias em que temos pesadelos e noites em que nos deleitamos pelo paraíso.
O que fazer? Nada. Absolutamente nada. Embora, e já que não temos como comprovar o que aqui lanço em jeito de hipótese, o melhor mesmo será continuar a interferir o mais positivamente possível na vida, na nossa, seja ela de sonho ou real, com mais pétalas ou espinhos.
Francisco Moreira
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Ridículo

Estamos a necessitar urgentemente de voltar a ser românticos. Mas sê-lo com gestos, não apenas à custa do dizer que se é ou pensar que se é. É preciso fazer mais e não estar à espera dos dias de "S. Valentim" e daquelas outras datas que se impõe como obrigação porque é para isso que também existe o calendário.
É preciso fazer mais e melhor. É preciso demonstrar o que se sente e fazer "passar a palavra" de que a paixão, o amor e "derivados" não são ridículos.
E se o forem, que mal fará ao mundo?!
É principalmente nestas alturas de cinzentismo colectivo que se deve combater o cambalear dos dias com outras cores, por mais garridas que pareçam aos outros.
Que mal fará demonstrar que se gosta de alguém? Que mal fará agir em função do sentir?
Estamos a necessitar urgentemente de voltar a ser românticos, também fora das salas de cinema, aquelas que, por vezes, nos fazem sonhar com a paixão e com o amor, como se, nessa hora e meia, passando para o outro lado da tela, estivéssemos a cumprir o romantismo, o tal, o que não expomos mas que sentimos - acrescentamos, cá dentro.
Se sabe tão bem, fará assim tão mal?!
Ah! Já sei. Há que manter a postura, além do: " - O outro sabe-o!", já lhe foi dito vezes sem conta, naquela outra altura em que - aí sim! - fazia sentido ser-se e dizer-se que se é(ra) romântico.
Perdoem a correcção, mas este pensar e não agir é que são ridículos. (ponto)

Francisco Moreira
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Um Cêntimo

Depois de uma silenciosa mas atribulada guerra de palavras comigo mesmo, quando me impus parar, porque a cama também me chamava, reparei que o relógio do computador acusava proximidade às 6 e meia da manhã deste mesmo dia..
A guerra, composta de inúmeras micro-batalhas, feitas de adjectivos mim, foi saboreada à velocidade do vento, da chuva, da trovoada e, como não poderia deixar de ser - em mim, sob o signo da inspiração imposta.
Diz-se por aí "que o tem que ser, tem imensa força", e há que dar forma ao que me vai na mente, há horas, há dias...
Estou assim como o tempo de hoje, algo cinzento, de cansado, mentalmente falando, embora, acrescento, a esta hora já me sinta em piloto-automático, se tão experimentado que estou nestas andanças nocturnas e não noctívagas.
Na verdade, voltando ao cerne da questão, neste minuto, a vontade é a de regressar à primeira sílaba e mandá-la às favas em "correio azul". Mas como - conhecendo-me - sei que isso não acontecerá, lá terei que me sujeitar aos ajustes e reajustes na pior das fases da escrita - pelo menos para mim: aquela em que se tem obrigatoriamente que colocar em pé uma espécie de árvore de natal, começando pelo tronco - a estrutura, aquela tal parte que, assumo com todas as letras, é a menos interessante, a mais feia e irritante, já que prefiro sempre partir do zero, sem fio condutor.
Sim, eu sei, eu sei que depois chegarão as bolas, as fitas coloridas e a série, entre outros adereços, aqueles que, no fim, consta-se, fazem de um bolo sem sabor uma espécie de delícia viciante... Mas, até lá, neste difícil entretanto, o parto arranca, convulsão a convulsão, sílaba a sílaba, instante a instante...
Neste momento, assumo, trocaria esta espécie de tornado por um cêntimo, embora - e permitam que o revele em primeira mão, não seria um cêntimo qualquer.

Francisco Moreira
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Lamurias

Estamos a precisar de arranjar um banco de jardim que permita que nos sentemos. Um banco de jardim que nos permita voltar aos dias de ontem, aqueles em que nos preocupávamos menos. Um banco de jardim que nos permita ter esperança em vez de desconfiança.
Que permita?! Sim, que permita. É que, cá para mim, os bancos de jardim e de outros géneros, andam demasiado cansados das nossas lamurias, principalmente do "choradinho" nacional com que nos adormecemos e transportamos para cada acordar.
Eu próprio estou a precisar de me sentar, de levar a mente para outros títulos informativos, para outros arredores da vida, para outras histórias, daquelas com final mais interessante.
Andamos todos demasiado cansados com a repetição constante dos dias, dos acontecimentos, das previsões negativistas com que nos brindam deste o "bom dia" ao "boa noite"... Estamos a precisar de rir, de repensar, de equacionar mudanças, por mais insignificantes que possam parecer. E tudo isto, claro, para que consigamos ultrapassar aquele fio ténue de loucura com que nos sentimos ameaçados com o decorrer dos dias, dos anos, do tempo...
É, é verdade, a mais pura verdade. Se não sairmos depressa deste constante "aguentar", um dia destes, fazendo jus às estatísticas, ainda trocaremos o banco de jardim por uma maca, aquela que, dizem, perante determinados prognósticos - ditos reservados, obrigam-nos a não deixar para amanhã o banco de jardim do qual precisamos hoje.
Francisco Moreira
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Pechisbeque

Sempre que a crise faz questão de assinar com letra maiúscula, não paramos de ver inaugurações daquelas lojas "hermeticamente fechadas aos olhares do povo". Sim, daquelas que, pouco delicadamente, convidam a vender-se os "anéis" e afins, com base no marketing do "dar jeito", em anúncioscom letras geralmente amarelas e... gigantes.
Sim, estou a referir-me às - agora mais evoluídas - casas de penhor, aquelas que, consta-se, ajudam a tirar quem "puder" do sufoco das dívidas, do sufoco das "mãos", que por esta ou aquela razão, convenhamos, num irónico amarelado, demonstram já não se ter "mãos a medir" para a contabilidade dos meses.
Sempre ouvi a minha mãe dizer que a vida tem que ser "gasta com o que se tem", ou melhor, que não se pode contar com o "ovo no recto da galinha"... Daí, provavelmente (!?), ter uma certa aversão a esses espaços, aqueles que se escondem para lá dos vidros fumados para dar novas vistas a quem precisa de "oxigénio"... E são cada vez mais, como sabemos.
Mas, por outro lado, como não tenho nem nunca tive os tais "anéis" e afins, posso sempre limitar-me a observar o que, sintetizando, me apetece acrescentar: que as crises são sempre excelentes negócios para alguns e que ainda devem haver muitos "anéis" nas gavetas da memória, daquelas que, mês a mês, vão evitando que, em seu nome, o dos "anéis", não se derretam os dedos.
E, por outro lado, convenhamos, ainda bem que assim é. Porque, na verdade, mais vale ficar sem "anéis" do que sem palavra.
Francisco Moreira
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

S. Negócio

Hoje é dia de S. Negócio, e quase totalmente à custa de milhões que levam o calendário à risca, seja por si, pela outra parte ou pelo que os "outros" também fazem, ou melhor, porque tem que ser!
E, feitos carneirinhos amestrados pelas "montras", entre a florista e o restaurante da praxe, lá se juntarão tantos todos numa fila que levará a um jantar em excesso de velocidade - porque há quem esteja à espera, e bem arrependido daquela "figurinha".
Também já lá andei. Embora, nos últimos anos - digo-o com um sorriso, tenha optado por resoluções mais originais, mais interessantes, pelo menos para mim, para nós.
Obviamente que neste parágrafo já todos estarão à espera que me refira também às intermináveis filas de trânsito e às conversas quase inexistentes que, na melhor das "sortes", terminará com o carro encostado a uma qualquer berma à beira mar, entre tantos, com mais ou menos vidros embaciados... Mas não. Não me apetece ir por aí, ir pelo já habitual: "65% dos casais usam o Dia dos Namorados para não namorar mas sim para cumprirem o que o comércio impõe".
Por isso, e para não bater mais no "ceguinho", aproveito estas palavras para recomendar que, se não tiverem que seguir à risca o que manda o S. Negócio, usem este dia de "S. Valentim" para conhecer melhor quem está convosco, já que, pelo que a amostra deste "14 de Fevereiro" tem mostrado, pelos vistos, muitos dos casais conhecem-se melhor na intimidade do que intimamente.
Francisco Moreira
sábado, 12 de fevereiro de 2011

Pirâmides

É bom quando percebemos que, afinal, no topo das "Pirâmides" ainda é o povo quem mais ordena. Mesmo que custe, mesmo que morra, mesmo que tenha que Lutar até conseguir fazer-se notar, fazer-se ouvir...

Que pena, que pena que não se formem mais "Egiptos" por este mundo fora... A começar por aquela ainda grande quantidade de países que não ouvem o povo, e que o calam, quando não é o mundo que faz de conta que não os ouve...

Acredito no povo. Acredito no mundo. Acredito que, um dia, seremos iguais.

Francisco Moreira

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Abortos

Esta minha cabeça, por vezes, quase rebenta, tamanha é a quantidade de informação que ela gera, tamanha é a fertilidade de "invenções" com que se depara e questiona. E quando se trata de puxar pela imaginação, acreditem, mesmo tendo como base a terra que pisamos, assumo, não são raras as vezes em que me vejo a voar por outros "Céus".
Desta vez - e esquecendo as questões dos dias, dos meus e dos outros, ando a fervilhar de ideias, sem conseguir chegar ao ponto.
Estou numa amálgama de auto-sugestões, mas confuso por não encontrar Aquela, sim, Aquela - a que me diga que "é por ali", inquestionavelmente, e principalmente para mim.
Está tudo "cá dentro", está tudo pronto a avançar, embora as primeiras partidas me façam lembrar aquelas falsas partidas das provas de "Fórmula 1", em que, ao fim de meia volta, lá voltavam todos à linha da partida, certos de que aquela mesma linha também serviria para a chegada.
Confusos?! Pois, compreendo. Também eu me sinto assim. Ao ponto de, nos últimos dias, me perguntar repetidas vezes porque é que não avanço e "pronto"! E logo eu que adoro os "de repente" da mente, a resolução dos "cubos-mágicos" das histórias, neste caso, volto a frisar, ficcionadas.
Bem, como se costuma dizer: "O que tem que ser, tem muita força!", por isso, há algo incontornável, algo decidido, nem que seja para esvaziar parte desta corrente de labirintos, muitos deles verdadeiramente idiotas, que não param de me incomodar. O que está decidido? Simples. Vou começar a escrever o meu segundo livro, abortando os dois a que dei início esta semana. (sorrisos)

Francisco Moreira
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Lacinhos

A vida, feliz e infelizmente, nos seus centímetros, vai ensinando-nos que existem laços, lacinhos e laçarotes, seja nas relações para com outras pessoas, seja nas relações para com o resto do mundo, aquela outra parte que não comporta seres humanos.
Enfim, vivemos nesta moda de os "usar" consoante a fatiota, o jeito ou - dizem alguns - a solução. Eu sou mais pelos laços, não descurando os lacinhos e, quando muito, raras vezes, lá vou sorrindo aos laçarotes.
De que falo? De tudo e de nada. Porque, caso ainda não tenham reparado, a vida é feita de nós, e cada um dá-lhe o laço que entender ser mais "justificável", embora, na outra face da moeda, com essas decisões - da moda, ou não, tenham/mos que aceitar que nem sempre há centímetros de paciência para manter o "fio".
Francisco Moreira
* Não, não estou a pensar em nada em concreto, estou a tentar que usem o estes trocadilhos para pensarem, em tudo ou, se calhar, em nada. (sorrisos)
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Escapadinha

Ontem, perto das 19H03, aproveitando uma pausa, dei um salto ao Céu, só para ver como andam as coisas por lá.
É, já não ia lá há algum tempo e, para que não cortemos ou nos cortem o "laço umbilical" - dizem, por falta de comparência, de quando em vez, convém fazer uma visita, nem que seja para ver se há vizinhos novos, se as autoestradas estão em boas condições e, principalmente, aproveitar para ir ao "Salão das Novidades". Sim, sempre que passo por lá, fico espantado com as novidades, e não me refiro às tecnológicas, mas sim às "humanigódicas". (inventadinho agora, o termo)
Ele há cada uma! É que, mesmo nesta espécie de "escapadinha" em "low-cost", saio de lá sempre surpreendido. Mesmo! É incrível a quantidade de novidades que se produzem e que lá estão expostas para "todos" verem.
Ontem?! O que mais me ficou na retina?
Bem, são tantas, tantas as novidades, que nem sei por onde começar. É mesmo difícil de enumerá-las, mais: é complicado assimilá-las a todas.
Ah! Convém sublinhar que no Céu, mais concretamente no tal "Salão das Novidades", é tudo mais simples, menos espectacular do que cá na terra, mas "grandioso", dependendo das perspectivas dos observadores. As novidades são apresentadas em fotografia, a cores mas simplistas, pelo menos na parte da frente, da imagem em si. É que, por trás, na parte das legendas explicativas, aquilo mais parece um compêndio de descrições aberrantes, todas encharcadas de erros, e não me refiro aos ortográficos.
As novidades?! As de ontem?! Pois, perdoem, perco-me facilmente nestas tentativas de descrever o que é indescritível.
Bem, na verdade, não são bem novidades. São mais fotografias que os Anjos vão tirando cá em baixo, na terra, e revelando e expondo lá em cima.
Em resumo, para que se perceba melhor, são-nos apresentados, com ângulos incluídos, todos aqueles dilemas e inversão de valores que vamos inventando por cá, e sempre em alta rotação, a todo o instante, por "isto" ou "aquilo", e sempre assente na desculpa, a nossa irremediável desculpa.
É, também já soube em primeira mão que, lá em cima, estão a pensar em mudar o nome do "estabelecimento" para algo do género "Exposição das Vergonhas". Dizem que tem "mais a ver" com os conteúdos revelados...
Bem, nesta última "escapadinha" - ainda ontem, convém relembrar, reparei que os visitantes, muitos deles (agora) locais, fartam-se de rir de nós, aqueles personagens que ainda não perceberam o quanto ainda vão chorar pelas "figurinhas" em que se transformam a troco de quase nada.
Ah! Só mais uma coisa. Aparentemente, os cá debaixo, têm umas contas para pagar lá cima, aquela espécie de banco onde o "crédito" tem o mesmo "spread" para todos.
Francisco Moreira
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Manicura

Que mania esta, a de andarmos de mãos nos bolsos, ou pior, nos telemóveis, nos maços de cigarros, nos recibos das contas!...
E mãos nas mãos?! Sim, mãos nas mãos?! Alguém sabe o que é isso? O que vale, o que representa? Alguém ainda se lembra de como se faz, sem ter que recorrer a um excerto de um qualquer filme romântico?!
Faz-me confusão, e muita, preocuparmo-nos tanto com a "manicura" e não nos darmos ao "trabalho" de dar uso a esse "aveludar" corporal em proveito de um "upgrade" emocional.
- Que parvoíce! - Dirão tantos.
- Este tipo lembra-se de cada uma! - Acrescentarão mais ainda.
- É preciso dar as mãos para se provar e comprovar que se gosta mais de alguém?! - Perguntarão os restantes.
Claro que não. Claro que também reparo naqueles exemplos vivos, geralmente casais de "teenagers", que dão as mãos nos primeiros "minutos" de enamoramento, aproveitando, simultâneamente, para marcar "terreno". E, claro, reparo também nos sábios seres de idade mais "evoluída", que, além de se apoiarem nas mãos uns dos outros, querem aproveitar ao máximo o acompanhamento dos ponteiros que o contra-relógio lhes teima em "gritar".
É, mas esta moda de não se dar as mãos na rua, no cinema, no restaurante, no elevador, ou até na cama, está a preocupar-me, e cada vez mais. Porquê?
Imaginem que o vírus, aparentemente imensamente contagioso, se pega ao dormir juntos, falar um com o outro, passear em conjunto ou, pior ainda, juntar uns aos outros!?!...
É. Acreditem que se o vírus se propagar - e basta-lhe a velocidade "TGV" com que nos "separamos" das mãos uns dos outros, para que, um dia destes, estejamos, numa janela de um lar, a dizer para os botões do pijama e a sentir que sorte, da verdadeira, só têm aqueles que fazem parte da minoria que não recorre à "manicura".
Francisco Moreira
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Amor em Coma

"Olá! Eu sou o Raul, tenho 40 anos de idade, e estou em coma. O que me trouxe para este lado, contar-vos-ei mais lá para frente... E, confesso, o que mais me preocupa não é saber se, num minuto destes, acordarei deste sonho ou sono - como lhe queiram chamar! O que realmente me move, neste instante, é contar-vos o que vejo, o que sinto, por onde ando, o que me inspira, nestes longos dias com relógio mas sem tempo, e, paralelamente, descrever-vos o amor que sinto pela mulher a quem fiz jurar que continuaria a viver para além de mim, para além da morte, a minha.

Ah! O meu Anjo conduzir-me-á, por aqui, por ali e, principalmente, por aí, já que esta história não é apenas minha, é de cada um de vós, também em coma."

Francisco Moreira

* Mais logo, começarei a dar palavras a esta história que, hoje, entendeu assumir um papel principal, embora, há que sublinhá-lo, de completa ficção.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Sete

Devo ser um daqueles largos milhares de "ET's" que almoçam em velocidade "TGV", tão só por não apreciarem estar em locais públicos, apertados, com muitas conversas cruzadas em simultâneo, sem conseguir ouvir o som do que o "Canal 1" vai tentando noticiar à hora do almoço.
São, geralmente, 7 os minutos que demoro a ingerir o "prato do dia", ou outro, na pressa de sair dali. Não pelos pormenores que possam estar a imaginar mas tão só pelo simples facto de não gostar de fazer refeições sozinho, sem perguntas e respostas, sem as "últimas" ou "antigas", daquelas com direito a opinião, que não e apenas a minha, naquela conversa entre o "tico e o teco".
Ontem - ou um dia destes, um amigo meu dizia-me que, àquela hora, "engolia uma sandes", pela mesma razão, a de não apreciar monólogos com "pratos do dia"... É que isto de não poder transformar a hora de almoço em, por exemplo, uma tertúlia com outros intervenientes que não tenham nomes de talheres ou condimentos, confesso, fazem-me sentir só, e para estar só, convenhamos, prefiro estar comigo, noutras mesas.
Francisco Moreira
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

ET

Eu já tinha avisado há uns tempos atrás, que não somos deste planeta, e que andamos a ser "bronzeados" pelo sol errado. Sim. (com ironia, muita, excessiva, delirante, provavelmente)
Então não é que uma tal de "NASA" vem - só agora - revelar que há mais uns 6 planetas novos e um novo sistema solar, isto para não me aproveitar de, neste 2011, ter-mos o "brinde" de poder contar com dois Sóis, daqui a poucos meses?!
Claro que, com esta revelação, muitas das nossas dúvidas, daquelas questões que trazemos encrostadas na pele - tipo: de onde somos, para onde vamos, quem somos? - passam a estar devidamente respondidas, com estas "novidades", ou nem por isso, dirão muitos.
Como?!?
Então, olhando para o que somos e como nos comportamos, uns com os outros, não dá para perceber imediatamente que somos de outro planeta e que andamos a levar com sol na moleirinha que, afinal, não é aquela que condiz com o "chapéu" que usamos?!
Um dia destes, acreditem, descobriremos que, afinal, aqui na Terra, os ET's somos nós.

Francisco Moreira
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Teclas

Não, não vos estou a beijar, mesmo podendo, e em alguns casos, justificando-se. Mas, hoje, sem querer ir pelos caminhos habitualmente mais "sérios" deste "cantinho", opto por vos provocar, por vos recomendar beijos, e de todos os tipos, dependendo dos personagens e, claro, do "plateau" em que se encontrem.
O acto de beijar, como outras "tradições" está a perder peso a uma velocidade vertiginosa, embora seja escrito com cada vez maior regularidade.
Será mais fácil escrevê-lo do que dá-lo? Quantas vezes trocaríamos a palavra pelo gesto? Por que é que não o fazemos com a mesma intensidade com que o escrevemos na altura em que nos encontramos e reencontramos?
Eu sei que só estou a falar de beijos, algo aparentemente sem grande importância, mas, e puxando a linha ténue para outros exemplos, já repararam que, um ano destes, poderemos fazer aos outros gestos e sentires o que já fazemos ao beijo, ou seja, trocá-lo por "teclas"?!
Francisco Moreira
*Ok, acabei por fazer de um "post" ligeiro um "post", afinal, um pouco mais sério... Que mania esta, a de mudar o rumo ao pretendido inicialmente. (sorrisos)
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Ocos

Ontem surpreendi-me com pouco, mas surpreendi-me. É que já inventaram os cigarros ocos, iguais aos que não param de aumentar mas que, com a ajuda de uma "maquineta" - o "maior investimento - dizem, transforma-os em cigarros normais, daqueles que andamos para aí, infelizmente, a fumar, por falta de juízo, falta de vontade de os eliminar ou, talvez, por comodidade, o que ainda é pior, em termos de desculpa esfarrapada. (contra mim falo!)
Para quem (ainda) não os conhece, aos ocos, tratam-se de cigarros que já estão feitos, com filtro e tudo, bastando, à custa da tal "maquineta", perder uma hora - disseram-me, para fazer um maço, igual a todos os outros, mas, desta feita, com um custo reduzido em mais de 50%.
E, quem me falou disto, enquanto assisti-a ao seu "trabalho" de "fazer cigarros", ele acrescentava que achava estranho como as tabaqueiras (ainda) não escrutinaram uma forma de encarecer este método, bem diferente daquele de juntar mortalhas a tabaco solto, provocando sempre a ideia - em quem assiste - de que poderão estar a fazer "outros" cigarros.
Com estes, os "pré-fabricados", convenhamos, tudo parece mais normal, menos trabalhoso e, acima de tudo, acrescentam, muito, muito mais barato. Sim, a crise "aguça" o engenho.
Se vou aderir a esta nova técnica de fumar mais barato? Julgo que não. Sou demasiado comodista, ao ponto de, um dia destes, acomodar-me ao certo, ou seja, ao deixar de fumar.

Francisco Moreira
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Equilíbrio

Há quem diga, e eu assino por baixo, que o equilíbrio dos seres humanos depende de vários factores, inclusivamente dos efeitos colaterais que, de quando em vez, lá vão funcionando como uma espécie de vendaval, tentando destabilizar o que e quem assenta em vértices devidamente incutidos, profundamente enraizados.
E se assim é, assim deve ser, sempre. Quanto mais não seja para que o equilíbrio físico e emocional, acima de tudo e de todos, seja uma razão de vida, um caminho que se auto-exige recto, independentemente das "partículas" com que a vida nos vai "testando".
Especialmente para quem, porventura, se sinta menos equilibrado, recomendo paz interior, aquela a que tantos outros apelidam de consciência. É que mais do que dizer ou pensar, para se conseguir o verdadeiro equilíbrio, é preciso sentir-se, ou melhor, senti-lo.
Francisco Moreira
domingo, 30 de janeiro de 2011

Puzzle

A vida, afinal, é tão simples, tão simples! E passamos nós os dias a complicá-la, a arranjar maneiras de, alegando exactamente o contrário, adicionar cada vez mais condimentos complicados de gerir, quanto mais não seja, julgamos (!), para lhe dar sabor, à vida, que, por muito que nos convençamos do contrário, nunca chega a ser o que sonhamos, quando éramos crianças.
Sabor a vida - assumamos (!) - é ver a simplicidade do ser criança, a vontade de viver o instante sem olhar a pormenores laterais, resolver as questões mínimas com um simples e objectivo avançar... Mas nós, crianças crescidas, continuamos a teimar em brincar às "coisas sérias", como se, com isso - esse "ser-se sábio", pudéssemos obter mais sorrisos e melhor prazer do que aqueles que vemos e "invejamos" nas crianças, aqueles seres que até podem não saber "nada" mas que o sabem ser, e de verdade...
Eu sei, eu sei que esta tese daria "pano para mangas", principalmente no "contraditório", bastando, por exemplo, sacar dos "créditos e débitos" dos dias, que alteram substancialmente os estados de espírito, que condicionam, e muito, as "brincadeiras", fazendo com que o nosso "parque infantil", o dos "crescidos", mais pareça uma "montanha Russa"... Mas, e daí?! Será que, mesmo com as "fichas" que a idade nos faz desembolsar, pelo menos tantas quanto possível, não poderíamos deixar de lado o "carro e a casa" e trocá-los por um qualquer outro "puzzle", daqueles que, mesmo sendo de cartão, geram sorrisos, inclusive quando as peças parecem não se quererem encaixar?
Francisco Moreira
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Tertúlia

Raramente aceito, em vão, ter conversas comigo mesmo, daquelas com abraços e puxões de orelhas, com perguntas e respostas, daquelas com mais do que o trivial "pensar", daquelas conversas com tudo e com nada, mas com vontade, com convicções, com decisões. Embora, apetece-me dizê-lo, sejam poucas as vezes em que aprecio "defrontar-me", ao tipo de "Gladiadores", daqueles que usam todas as armas, embora assente na correcção, há alturas em que lá me encontro comigo, sendo que o Eu tem um outro Eu, um que me defende e outro que me questiona.
Não, nestas disputas, não é permitida a entrada de terceiros, por maior que possa parecer a "colher". Limito-me a lançar os temas, a ouvir e a falar, a justificar e a pôr em causa, limito-me a fazer contas à vida, e a tudo o que a envolve, a minha, claro.
Com isto, também há que dizê-lo, não significa que vá a uma espécie de confessionário, nem tão pouco entrar num ringue, onde o meu bom se gladiará com o meu mau. Nada disso.
Aligeirando o teor deste "post", na verdade, quando tenho estes reencontros comigo, basicamente, chamo-lhe tertúlia, um espaço temporal sem horário limitado, no qual me avalio e avalio o que me rodeia, de maneira a cimentar quem sou e quero ser, com recurso aos ajustes que esta troca de galhardetes, no final, nos impuser, a mim e a mim, com o acordo de ambos, num só.

Francisco Moreira
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Inocência

Não, não me vou referir aos Bebés "Índigo" e às demais conjecturas que, pelo que se consta, ajudarão a transformar este planeta num mundo melhor, em termos de princípios e, já agora, de fins, enquanto seres humanos, que, pelos vistos, somos. Mas sou crente, crente numa nova geração de valores, numa nova "maternidade" de seres que, se vier a acontecer, limpará de vez - espero e desejo, estas nódoas com que nos poluímos nos dias que correm, há anos, há décadas...
Acho mesmo que esses novos seres, muitos deles já em acção, nos obrigarão a passar, um a um, por uma espécie de máquina de lavar (por dentro, principalmente), com recurso a um forte e intransponível detergente, daqueles que, acredito, nos obrigarão a voltar ao "zero", àquela inocência que, mesmo sendo-a, fará com que, a partir desse momento, as nossas acções sejam mais puras, mais sinceras, autênticas.
"Multas"? "Expulsões"? Certamente que também haverá lugar para ambas, mas, mesmo assim, estou em crer que seremos salvos, inclusive de nós próprios, se efectivamente o quisermos, se efectivamente o pudermos.

Francisco Moreira
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Delírios

Estamos na era dos delírios, muito graças ao, acredito, excesso de informação e desinformação com que somos abalroados no nosso caminho, aquele que deveria ser de procura de equilíbrio, aquele que deveria ser de concórdia e confiança. E, com isto, não me quero referir a um tema específico, acho que se delira por tudo e por nada, provavelmente por se acreditar em tudo e não se acreditar em nada, sempre ao sabor do vento, ao sabor dos noticiários, vindo eles de meio vierem: televisões, jornais, etc. E, em parte, compreende-se o porquê de se viver, cada vez mais, numa amálgama de confusões, da mais variada ordem, na tentativa, acrescente-se, de fugir à desordem, ao racional, ao correcto, ao que deveria ser. No fundo, queremos fugir aos delírios, sem nos apercebermos que, tantas vezes, somos o próprio, mesmo não o desejando, mesmo tentando evitá-lo.
O delírio gera perigos, gera coisas do "arco da velha"... E nós, vítimas ou retransmissores de delírios, porque também somos vírus de "transporte colectivo", acabamos por, infelizmente, ser o melhor meio para os propagar, aos delírios, mesmo julgando que os estamos a evitar ou, porventura, a combater.

Francisco Moreira
terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Toque



É nas salas de espera, neste caso de uma clínica, com umas 20 pessoas, que, de repente, o pensamento pode, automaticamente, virar-se para um lado oposto àquele que nos leva para aquele espaço. Sim, refiro-me ao tocar de um telemóvel, e mesmo num espaço onde não se vêem aqueles "autocolantes" que tentam impedir que o som alheio incomode alguns, muitos ou todos. Refiro-me, sim, ao toque, ao toque especial de um telemóvel normal, um toque e "retoque" que, acreditem, não deixou ninguém indiferente, um toque que retirou peso a todos os exames, resultados de análises e... por aí fora.

Mas, afinal - perguntam todos em coro, que bizarrice é esta que merece um "post", que merece que lhe dedique algumas das células que "escravizo" de cada vez que cá venho lançar uns "bitaites"?! Bem, esperem mais um pouco. Permitam que diga que, nos meus sucessivos telemóveis, ainda não aderi a canções nem a toques intitulados diferentes, provavelmente por, amiúdas vezes, ter tido a oportunidade de ver o ar incomodado, para não dizer envergonhado, de muitos que optaram por ser "radicalmente" diferente.

Ora bem, estava eu a ler a página 3 do gratuito "Oje" quando, naquela sala imensa, decorada com estilo, composta por muitos "fatos e gravatas" e "maquilhagem de fino recorte", ouço o toque de um telemóvel que era, nada mais nada menos, do que o som que anuncia ou inicia as Corridas Tauromáquicas. Isso.

Como facilmente imaginam, durante largos 30 segundos, todos os olhares "scanearam" a sala, à espera de ver com os seus próprios olhos quem tinha escolhido aquele toque tão, tão... Bem, depende das perspectivas, mas, para mim, é, no mínimo, estranho.

Claro que, dos olhares, passou-se logo para os pensamentos, principalmente daqueles que, como eu, são contra esta tradição. Outros, provavelmente, tiveram vontade de rir à gargalhada, sem o fazer, claro, e, porque não (?!), certamente que também houve quem tivesse vontade de pedir o toque "emprestado".

Em resumo, e esquecendo o toque, por mais que tentássemos fazê-lo, lá estivemos a ouvir a conversa entre o dono do toque e o seu interlocutor, na esperança de que, ao menos, aquela conversa pública, não se transformasse numa tourada.

Francisco Moreira

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Via-Lenta

Provavelmente, quando chegar à idade, se é que a há (!?), de ser classificado como "condutor de Domingo", vou tentar que as autoridades deste nosso País criem uma via - tipo ciclo-via - para condutores como os que vou apanhando pela frente, principalmente em horários que não são de ponta, embora, com esta "mistura de horários laborais", convenhamos, ninguém pode dizer com toda a certeza de que há horas de ponta.
No funco, nessa altura, a do: "- Até parece que vais trabalhar!", gostaria de conduzir mas sem atrapalhar, minimamente, assim ao ritmo de passeio, que, concordo, também deve ser aprazível, principalmente depois de se ter lavado o carro. (sorrisos)
Ainda ontem, em hora de ponta, para mim, não consegui ultrapassar a urgência da minha pressa, graças às "horas de relaxe" de tantos condutores que, no quentinho das suas viaturas, lá circulavam a 10 km/hora, isto sem esquecer os que paravam para decidir (provavelmente com "moeda ao ar") se lhes apetecia ir para a esquerda ou para a direita - e isto não é nenhuma boca eleitoral (!), querendo eu, e tanto, ir em frente, e depressa, depressinha.
Claro que, depois de se chegar ao destino, com mais ou menos minutos no relógio, tudo passa, tudo se esquece, até ao próximo "Domingo", aquele dia que, bem vistas as coisas, pode ser também ser chamado de 2ª ou 5º Feira, dependendo do trânsito, ou melhor, do que nos impõe o relógio.
Francisco Moreira
sábado, 22 de janeiro de 2011

Grão

Podem ser raras as vezes, mas todos nós, em determinados momentos, perguntamo-nos pelo paradeiro das chaves que podem e deveriam revelar certos mistérios, as chaves das respostas para certos "porquês"... E, muito provavelmente - especulando, é nesses "desconhecer sem volta a dar-lhe" que está o tempero da vida, o tentar perceber, o tentar entender, o tentar saber...
Quem nunca pensou no porquê "d'isto ser assim" e "d'aquilo ser assado"?! Quem nunca se fez as perguntas: "Onde estou e para onde vou?!", apesar de, instintivamente, todos pararmos de procurar as tais respostas porque, nos entretantos, lá surge um ou outro pormenor, provavelmente sem grande importância, que nos faz remeter, num ápice, tudo aquilo - que até pode ser o mais importante - para trás das costas?!
Na verdade, julgamos todos, será o tempo a ensinar-nos o porquê de determinados passos, o porquê de ter que "ser assim", o porquê de não termos que saber "tudo e mais alguma coisa" no tempo pretendido, isto para não recorrer ao mais fácil, ou seja, afirmar que, é depois de partirmos, de vez, que nos é dado o tal molhe de chaves que nos abre definitivamente o mundo, aquele pedaço de terra e gente do qual somos um grão, mais um grão, ou nem por isso.

Francisco Moreira

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