quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Uma Deusa e um Sonhador

Madrugada de 29 para 30 de Dezembro de 2003... O relógio do carro "deu" 15 minutos para que uma decisão fosse tomada... E ela, a decisão de uma vida, mantém-se firme, convicta, reluzente, viva... e com fé num futuro sempre melhor, intenso, degrau a degrau...
Sete anos volvidos, o caminho continua a dar frutos, assente no respeito, na amizade e no amor que nos une, sempre, como sempre.

Francisco Moreira
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O nosso Queixo

De cada vez que (re)conheço alguém com a vontade cabisbaixa (esqueçam lá a expressão!) dá-me uma enorme vontade de lhe dar um estalo, mesmo quando vejo essa pessoa ao longe.
Sim, sou daqueles tantos que acreditam em dias melhores, daqueles que tentam pintar a manta - mais ou menos rota - com cores encomendadas à força interior do "sabe-se lá onde", sou daqueles que grita e esperneia com todas as razões e mais algumas, porque sim, porque assim deve ser, porque temos que perceber e aceitar que há sempre soluções, provavelmente até para a morte (!?)... E, se assim é, há que erguer a cabeça, há que tentar, cair e levantar, perder e ganhar, sofrer e querer... Para vencer!
De cada vez que (re)conheço alguém com a vontade cabisbaixa (esqueçam lá a expressão, liguem mas é ao que se pretende!) dá-me uma enorme vontade de lhe dar um estalo, mesmo quando vejo essa pessoa pelo retrovisor ou, pior ainda, quando em frente a mim, insiste em baixar os olhos, como se mais ninguém no mundo tivesse passado, esteja a passar ou venha a passar por... Tal.
É que, caso não saibam ou se apercebam, quando alguém que apreciámos baixa o rosto é sinal de que, provavelmente, (nós) não estaremos suficientemente atentos ou a fazer o que devemos para lhe erguer o queixo, aquele queixo que, seja por amizade ou solidariedade, também é o nosso.

Francisco Moreira

Ásperas Aspas

Há quem ache e pense que os "Palhaços" não choram, ou melhor, que eles não podem nem devem chorar. Afinal, acrescentam - em pensamento imediato, os "Palhaços" nasceram para rir e fazer rir, inclusive quando, para isso, têm que chorar. Mas será que os "Palhaços" destas vidas não têm outras cores que não apenas as que se vêem nos palcos blindados a "Arco-Íris"?! Será que os "Palhaços" não têm espinhas e espinhos?! Será que os "Palhaços" não podem ser Gente, principalmente no "recolher do pano"?!
Claro que sim - gritará o coro, depois destas perguntas básicas.
E como choram os "Palhaços"? Sim, onde choram, porque choram? Quando choram?
Confesso que não estou com grande vontade de explanar as respostas que todos reconhecerão ao despoletar das primeiras sílabas, principalmente porque, quando se é "Palhaço", mesmo sem aspas, cada "roupa" seu "desenlace", cada "gargalhada" sua "lágrima", cada "sopro" seu "saldo"... Sempre na certeza de que, por mais palhaçadas que cada um de nós represente, não há "Palhaço" sem choro, independentemente dos "risos" que se julguem ouvir.
Francisco Moreira
terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Portas

Há alturas em que se torna difícil escolher a melhor porta... E não pensem que estou a pensar "nisto" ou "naquilo", não estou.
Não estou a pensar em nada em concreto. Estou, pura e simplesmente, a lançar a questão: - Será a vida é mesmo um conjunto de portas que, em função das nossas escolhas, define o que iremos encontrar para lá delas? Claro que sim - dirão todos em coro.
Obviamente que também terei que puxar a alavanca para o outro lado, aquele a que chamam de destino, aquele que está, acreditam tantos, previamente determinado.
Não sei se será assim, mas também não sei se não será.
Confuso?! Claro, como tanto na vida, mesmo quando, ao olhar dos outros, tudo parece tão fácil, tão límpido. É tão mais fácil decidir pelos outros...
E é talvez por isso que, dia a dia, tento não pensar muito nas ditas opções, escolhendo abrir muitas das portas que me surgem ao "Deus Dará", à custa do tal "feeling" que, a medir pelos resultados, mesmo não sendo brilhante, tem saldo bastante positivo.
Assim sendo, e especialmente para quem tem várias portas à sua frente e sérias dúvidas quanto a qual delas abrir, recomendo que, mais do que pensar, se recorra ao sentir. É que aí, mesmo que "do outro lado" não se encontre o que se deseja ou espera, consegue-se sentir que somos quem escolhe por nós, mesmo que o tal destino continue a dizer o contrário, ou seja, que todas as portas irão dar ao mesmo resultado.
Francisco Moreira
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Galeria

Sempre tive a ideia de que na galeria da vida não há espaço para todos os quadros, independentemente de serem feitos de lindas paisagens ou de sarrabiscos mais desalinhados.
Não é preciso ser mestre para perceber e aceitar que todas as "pinturas" dependem da inspiração dos momentos e da aguarela de pessoas que nos inspiram... E que bom é emoldurá-los - aos quadros - para sempre, sendo que o "sempre" depende da intensidade com que os sentimos, daquela intensidade que os faz (ou não) perpetuar na memória, na nossa e na dos outros...
E assim vamos, e assim vou, pincelada a pincelada, pintando o caminho... Muitas vezes sem dar tempo ao tempo para contemplar o que ela nos oferece, tantas vezes do nada, ou quase nada...
Hoje, olhando para alguns dos quadros que pintei, chego à conclusão que sempre dei demasiada cor às telas, às minhas e às dos outros, independentemente do garrido ou do cinzento das cores, mas certo de que pintei e continuo a pintar, que vou afixando pormenores à parede do passado... Mas - e note-se bem (!), certo de que a Vida, por mais quadros que possa ter na sua galeria, não vive de pinceladas emolduradas mas sim das cores que são usadas a cada instante.
Francisco Moreira
sábado, 25 de dezembro de 2010

HOJE... Para SEMPRE!

HOJE lá terá que ser...
O Adeus ao meu palco predilecto, a um dos grandes palcos da minha vida, a um AMOR inigualável, indescritível, apaixonante, viciante... Simplesmente ÚNICO.
Mais de uma década e meia depois, olhando para trás, revendo rostos e resultados, sinto-me repleto, sinto-me confuso e, simultâneamente, triste, mas ciente de que FUI EU em cada instante, inclusive naqueles em que deveria ter sido diferente, inclusive junto de tantas pessoas a quem não "cheguei"...
Se mudava algo? Acho que não. Se valeu a pena? Sinto que sim. Se vou sentir falta? Isso pergunta-se?!
HOJE lá terá que ser... Certo de que a memória estará de braço dado com o SEMPRE.
E se as fotografias que registo são inúmeras, imaginem a quantidade de emoções que estão cravadas em MIM...
Francisco Moreira
(Um dia destes, se tiver coragem, descreverei o que é para mim o Vice Versa. É que é tão, mas tão difícil, que até receio atrever-me... Mas tentarei, prometo.)
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Brasas

Um colega meu de trabalho disse-me ontem para não usar esta imagem porque, sublinhou, está demasiado gasta... Mas como, nesta altura, tanto se fala de Pai Natal, achei por bem referir-me à Mãe Natal, se é que ela existe. Existe? Vá, respondam! Existe?
Bem, voltando ao termo "gasto", cá para mim, se há imagem gasta é a do Pai Natal, já que tantas vezes é proferido o seu nome... Nome?! Mas, digam-me lá, que nome tem o Pai Natal... S. Nicolau? S. Jorge? S. Bernardo? S. Júlio?
Já sei, para o caso, não importa nada o nome. É que, na verdade, à custa de uma imagem que, imagino, prenderá por 3 segundos o olhar de alguns(mas), consegui aquilo que pretendia: sublinhar que é BOM ser-se Pai Natal ou Mãe Natal, nem que seja (apenas) naquele instante em que saboreamos o prazer que o "menino Jesus" tem em rasgar o papel, aquele que envolve os sonhos de criança.
Estou em "pulgas". Perdão, estou em "brasas". (risos)


Francisco Moreira
(Reparei que muitos dos que estiveram os tais 3 segundos a olhar para a imagem pareciam autênticos meninos, e com vontade de receber prendas de uma qualquer Mãe Natal. Acertei? - risos)
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Mudanças

Pronto, vou mudar! Sim, vou mudar! (e olhem que não é fácil fazê-lo nem assumi-lo)
Este ano, tudo indica, contrariando décadas de "sempre assim", decidi que vou comprar as prendas de Natal um dia antes do habitual. É, loucura, e das grandes. Vou reservar a manhã de amanhã para ver o a inspiração me sugere...
Espero é não irritar-me com as montras, já que estarei sem tempo para entrar nas lojas, se não for para comparar. (risos)
Francisco Moreira
terça-feira, 21 de dezembro de 2010

LUZ

Detesto, odeio, abomino ir a funerais. Mas, pela idade, claro, cada vez me vejo mais obrigado a assistir aqueles epílogos de pesar, aqueles "Adeus" crentes no "Até Sempre!" ou no "Até já!".

Hoje, por esta hora, deveria (e, ironicamente, queria tanto!) marcar presença em mais um funeral. Deveria estar ali, à distância de um "Estou Aqui!", só para mostrar que sou solidário com a dor, principalmente daqueles que merecem a minha assinatura nesse triste "livro de ponto". Mas não posso. Infelizmente.

Contudo, para que fique registado, mesmo não estando estarei, naquele meu sentir tão pessoal, tão individual, tão simples.

Não conheço quem partiu (tem sido "moda" ir a funerais de quem não conheço em nome de quem conheço e aprecio). Mas, sempre que posso, faço questão em honrar quem me honra, quem me quer bem, a quem eu quero e desejo que seja Feliz, com todas as letras.

Estou triste. Mas sei que o HOJE de quem quero abraçar será (apenas) mais um capítulo num caminho feito de AMANHÃS.

Francisco Moreira

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

"Assado"

Hoje, depois de 3 dias intensos, sob várias perspectivas, sinto-me com as "baterias em baixo", estou quase de "rastos"... E, ironicamente, começa precisamente hoje a semana do Natal, uma das semanas que mais aprecio no ano, uma semana em que sinto que o lado humano se mostra com mais esplendor, com mais frequência...
Há tanto para fazer, tanto para acontecer... E sinto-me um "trapo", a necessitar urgentemente de energia, e muita.
O que fazer? Onde recuperá-la?
Confesso que ainda não sei, nem como nem onde, mas, conhecendo-me, com ou sem energia, prosseguirei com o planeado, porque só sei viver assim, mesmo estando "assado". (sorrisos)
Francisco Moreira
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Doutoramento em SMS

Ontem, em conversa com um casal amigo, a dada altura, fazia referência ao facto de, um dia destes, aproveitando as "novas oportunidades", querer (talvez) ir para a faculdade... Embora, há que dizê-lo, na(s) vida(s) profissional(ais) que tenho, me sinta dono de um doutoramento, já que tenho 22 anos "disto", vividos sempre com a vontade de aprender mais e, claro, fazer sempre mais e melhor, mesmo não o conseguindo, embora raramente. Sinto que esse completar do secundário e passar para o lado da faculdade poderá ser interessante, não só pelo regressar à escola, décadas depois, mas principalmente para testar o que fui aprendendo por mim (e comigo!) ao longo deste caminho de lições, de faltas, de testes positivos e negativos, de avaliações, feitas por mim e pelos outros...
Se avançar, e estou para fazê-lo há 1 ano, quero "justificar-me" se mereço ou não ter o "canudo", se terei ou não paciência para estudar, estar atento nas aulas e por aí fora... No fundo, se não desistir antes de começar, quero perceber se a "catrefada" de gente que sai das faculdades está "aux point" de ter o estatuto que (ainda) tantos julgam (poder) ser "descriminatório", principalmente em termos de "know how"...
Por outro lado, e assim ao jeito de "alfinetada brincalhona", gostaria de testar "in loco" se estou certo quanto digo que muitos dos "encanudados" deveriam voltar para a escola primária, nem que fosse (só!) para aprenderem a escrever um SMS. (sorrisos)

Francisco Moreira

* Atenção que, com este texto, não quero de maneira nenhuma ofender os "encanudados" (risos), pelo contrário, respeito-os, embora, sublinho, muitos deles devem sentir-se "ofendidos" com muitos dos seus pares.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Até!

Este ano, ainda não fui sentir a azáfama, aquela em que só me meto lá para dia 24 deste mês...
Sim, também sou comprador, dos compulsivos, daqueles que têm o relógio a ditar que ainda falta para este e para aquela... Quando, na verdade, é "nesses" que perco mais tempo, por não ir à procura de nada específico, por me deixar levar ao sabor das montras e do estipulado pelo sempre ultrapassado saldo bancário.
Até gosto de ir às compras, principalmente as que têm a ver com esta época. (e o "até" não foi escrito ao calhas!)
Até gosto de "perder tempo" a comprar prendas, sabendo que, muito provavelmente, algumas delas, farão monte numa qualquer divisão de arrumos ou - indo mais longe - poderão sofrer "desvios" em termos de destinatário, sendo reencaminhadas para terceiros, por ter-mos gostos diferentes ou porque "até vieram a calhar"... Não sei nem quero saber, e tenho raiva de quem se importa com isso. Faço o meu papel. E gosto de o fazer, como sempre fiz e pretendo continuar a fazer. Faz parte.
Por outro lado, tenho pena de, nesta coisa dos "dinheiros", ser pobre. Tenho pena de não poder usar um daqueles cartões dourados, com saldo bem diferente daquele que, embora da mesma cor, trago na carteira, para poder dar prendas "à séria", daquelas que fazem mesmo um "jeito do caraças"...
O que compraria, se tivesse esse cartão sem "plafond" limitado? Compraria as dívidas de tanta gente e oferecê-las-ia aos seus supostos "proprietários", para se ver se, dessa forma, ao menos (prefiro o "ao mais"), paravam de reclamar da vida.
É que, a sério, embora compreenda, em parte, irrita-me solenemente o sublinhar constante de que o dinheiro, ou melhor - a falta dele, é uma das principais razões para que se ande pelas ruas de queixo descaído, resultando isso em danos colaterais muito pouco interessantes.
Mas, acreditem, não me ficaria por aqui! Lá para dia 2 de Janeiro, depois das "uvas-passas" - que quase não passam de um código sempre renovado de boas intenções sem efeito prático, bateria à porta dos "presenteados" e perguntava-lhes o seguinte:
- Então, o que te falta agora para levantares o queixo? Até parece que estás com problemas de dinheiro!
Francisco Moreira
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Sem Trancas

Não deve ser segredo para muitos o facto de apreciar estar rodeado de gente, de adorar conhecer gente, de ter prazer em contar e ouvir histórias, tenham elas piada ou lágrimas no canto do olho.
Gosto de ter a porta aberta, seja a de casa, da rua, do bar, do carro ou de um qualquer outro canto onde, faço questão (!), o ser-se bem-vindo tem que ser sempre o mote para o início ou continuação de algo, independentemente do grau de importância que, pelas aparências, possa ou não vir a ter.
E como é importante ser-se e ter-se gente, nem que seja para, simplesmente, existir-se verdadeira e mutuamente, e sempre sem trancas à porta.
Francisco Moreira
terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Sonhos em Saldo

Acho que andamos a precisar de ir às compras. Mas não me refiro às compras de Natal, refiro-me a outras, àquelas que não necessitam de pré-verificação do saldo bancário e muito menos carecem de filas extensas em virtude das correrias a jeito.
Precisamos de comprar sonhos.
E porquê comprar? Bem, recomendo comprar porque, para bom consumidor, pelos vistos, uma série de palavras não basta. Pelos vistos, nos tempos do "hoje", é necessário juntar-lhes números, cifrões e outros "pinuts" quaisquer, de maneira a dar-se "corda aos sapatos"...
E porquê sonhos?! Porquê sonhos, quando, a julgar pelo resultado das coisas, foi por causa de se tentar sonhar mais alto do que os (outrora) próprios sonhos que (tantos) acabaram por entrar na longa e interminável fila dos indispostos para com a vida?!
Bem, como imaginam, não tenho resposta para tamanha pergunta mas, por outro lado, sou daqueles que acreditam que, enquanto se sonha, muito provavelmente, estaremos a abrir horizontes para um presente que, em termos de resultados, parece viciado no cinzento, e muito por culpa das influências, embora não só.
Acho mesmo que, se sonharmos mais, daremos menos crédito às tempestades, combatendo-as com o (antídoto) arco-íris... Podendo, e por que não (!?), passar a comandar a vida com outros lemes, menos presos, menos influenciáveis, menos derrotados, porque sim.
Sempre se disse e escreveu que o sonho comanda a vida... E, se assim não é, porque carga de água é que sorrimos de cada vez que vemos um arco-íris, um abraço, um beijo, um Obrigado?!
Percebem o porquê de ser tão importante ir às compras de sonhos, sem deixar para amanhã?!
Francisco Moreira
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

- Esfreguem-se!

Passamos a vida a desejar isto e aquilo, aquilo e isto, sempre à espera de que um Aladino qualquer - chamem-lhe, por exemplo, Deus, resolva os nossos problemas ou, pelo menos, que crie uma ponte perfeita para que os problemas, presentes e futuros, desapareçam como que por magia. Sim, eu sei que há também quem lhe chame "Euromilhões"!
Será que o tal Aladino existe? Será que ele, se existir, terá mesmo vontade de nos dar de mão beijada a tal ponte? Ou será que preferirá dar-nos a cana?
Cá por mim, estou em crer, ele está mais virado para a cana, mesmo naquelas alturas (tantas!) em que tentamos, com lágrimas e outras razões, apresentar factos mais do que convincentes para o convencer a dar-nos uma, duas, três ou mais prendas... Porque o Natal deve - dizem - ser todos os dias. E nós queremos acreditar no Pai Natal, ou melhor, no Aladino, ou melhor, em Deus, ou - vá, que seja, no "Euromilhões.
Porquê? Porque aí, além de vermos resolvidas as nossas "questões", prometemos transformar-nos em Aladinos, mesmo que as lâmpadas, afinal, dependam mais da força de vontade com que "esfregamos" a Vida.
Francisco Moreira
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Semear

Penso que deveríamos perder (ganhar!) mais tempo, daquele que dizemos ter ocupado sem o ter - na verdade - a plantar ideais de fraternidade, solidariedade, amizade... e muito mais!
Estamos demasiado "poupados", ao ponto de, tantas vezes, vivermos de emoções provocadas pelo que vemos nos outros, ou mesmo na televisão, deixando para plano terciário o acontecer dos nossos dias, por precaução, por contenção, por receio, e denota-se (!), para evitar decepções.
E se nos decepcionarmos? Ao menos tentamos! E isso, o tentar, certamente que nos dará a hipótese de recolher frutos daquele semear que deveria ser constante, por mais pequenos que pareçam por mais insignificantes que sejam.
Eu planto, e todos os dias, o mais possível. Gosto de plantar, gosto de semear e, claro, também gosto de colher
Porquê? Porque, simplesmente, o que vou colhendo continua a comprovar-me que, afinal, somos muito mais felizes quando semeamos do que quando nos limitamos a olhar, apenas (!), para as plantações dos outros, inclusive as virtuais.
E é tão bom ser-se Feliz, mesmo quando a Felicidade brota nos e dos outros!
Francisco Moreira
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Vácuo

Nunca fui de me calar, nem pretendo mudar, inclusive naquelas alturas em que me dá vontade de distribuir as respostas em papéis fotocopiados, para (ironicamente) poupar a garganta ou o dedo que dita letras, seja por telemóvel ou num qualquer computador.
Não sou fã do silêncio, mesmo quando gosto de me silenciar, mesmo quando prefiro ouvir (observar), para avaliar as ramificações, julgadas colaterais, do que foi feito, do que se julga ter sido dito, ou mesmo do que gostariam que se dissesse...
Nunca fui de me calar, nem pretendo mudar, inclusive naqueles instantes em que o aparente vácuo nas minhas respostas parece querer assumir-se como um atraente e "desinfectante" meio de nada acrescentar ao que, hipoteticamente, teria (e não tem!) que ser dito.
O "sem comentários" raramente faz parte do meu dialecto... E, comigo, poucas são as perguntas que ficam órfãs. Por isso, e para que o tal vácuo não sirva de bengala, há que sublinhar que, para mim, as reticências são apenas uma breve ponte entre o que digo e o que penso, já que ajo, sempre.
Francisco Moreira
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Um Beijo, Mãe!

Sorte em ser Gente

Há pessoas com sorte. E eu, definitivamente, sou uma dessas pessoas, daquelas que se orgulham de ter tanta gente a rodeá-la, claro que, tratando-se de pessoas, haverá umas "melhores" do que outras, mas com um balanço realmente extraordinário, extraordinariamente interessante.
E que bom é ser-se acarinhado. Que bom é ser-se respeitado. Que bom é podermos dar-nos a conhecer sem reservas, mesmo naqueles instantes iniciais, quando conhecemos novas "Gentes" que, tal como nós, têm vontade de coexistir, de construir novos laços, novas parcerias, inclusivamente emocionais.
É que, entre o passado mais passado e o presente mais presente, felizmente, posso sublinhar que sou um privilegiado, daqueles que podem acrescentar Gente Autêntica ao seu caminho, à sua "gema", à sua maneira de ver a vida, e de vivê-la.
E deveria ser sempre assim. Deveria ser assim com toda a gente. E, estou em crer, seríamos todos muito mais felizes, muito mais interessantes, muito mais pessoas, muito mais autênticos.
Sei - e como sei (!) - que não faltam exemplos para contrariar esta minha tese assente no: "as pessoas Valem a pena", mas, e voltando à balança, sinto-me privilegiado por - como me dizia um Amigo recentemente - ter "coluna vertebral", uma teimosa "coluna vertebral", daquelas que não deixam margem para dúvidas, daquelas opostas às tristes e "diluíveis" aparências. E porquê? Pura e simplesmente porque, quando se É de verdade, só se pode esperar o melhor, ou seja, sentir-se que as pessoas Valem realmente a pena, as que o São e fazem por sê-lo, obviamente.
Francisco Moreira
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A Hora do Nós

Por muito "crente" e confiante que seja, nunca fui de dar passos maiores do que aqueles que as minhas pernas permitem, mesmo acreditando que se deve, sempre, apostar, que se deve arriscar, ou, pelo menos, tentar, com todas as sílabas.
Por outro lado, neste momento, há algo que me faz alguma confusão, e isso prende-se com o facto de tanta gente achar que, com uma determinada decisão, preparo-me para dar um passo de gigante, embora em segredo...
Pois bem, lamento decepcionar quem julga isso mas, na verdade, o passo de gigante que me preparo para dar tem a ver com outros caminhos, bem diferentes dos que imaginam, embora, para já, e sem recurso à "régua e esquadro", posso dizer que é um caminho com um aparente brilho menor mas, claro, muito iluminado. (sorrisos)
Porquê? Porque há alturas em que necessitamos de dizer: " - Chegou a hora de nos dedicarmos a nós mesmos, mesmo incluindo (quase) todos os outros que nos rodeiam".

Francisco Moreira
domingo, 5 de dezembro de 2010

Saída de Emergência

Por vezes dá-me uma enorme vontade de procurar uma espécie de "saída de emergência", daquelas que permitem sair-se de nós ou da maneira como nos vêem e sentem, só para respirar um pouco... Só isso!
Francisco Moreira
sábado, 4 de dezembro de 2010

Remela

Há certos acordares em que levamos um estalo e sentimos que, de madrugada, lá na terra dos sonhos e dos pesadelos, veio alguém e provocou um autêntico reboliço.
Depois, depois de limpar a remela, e vendo melhor, percebemos que, afinal, tudo segue o seu rumo e, por mais que custe, tudo volta ao seu lugar, porque a vida também sorri.
Francisco Moreira
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Francisco sai do Vice Versa

A vida é feita de ciclos, e este chegou ao fim. Sim, é desta maneira (também) que comunico que chegou (quase) ao fim a minha presença no Vice Versa Bar, onde, com orgulho, empenho e prazer estive cerca de 16 anos. E chega ao fim porque tem que ser, porque há que dar lugar a outros, há que trocar a "sala-de-estar" da segunda casa pela "sala-de-estar" da primeira casa, aquela onde vivo. Há que, simplesmente, permitir que o Vice Versa respire, com outras gentes, com outras ideias, com outros sentires...
Sim, a vida continua... E com todas as letras, com todas as canções... Sim, acredito, o Vice Versa Bar continuará a existir, a ser uma referência nacional, principalmente pelo tanto que conquistou ao longo de quase duas décadas, sempre com esforço, perseverança e, acima de tudo, com pessoas que (me) ajudaram a fazer deste espaço um local familiar, intenso e único.
É, o palco da vida tem destas coisas. E, por vezes, necessita de outros "autores", de outras vozes, de outros reflexos, de outros poros, de outra Luz... Precisa de amanhã, mesmo quando o hoje é tão só o dia mais importante das nossas vidas...
E, precisamente hoje, olhando para trás, não encontro um fio por onde começar. É um novelo tão grande, tão intenso, que, na verdade, se o desfiasse, estou certo, morreria naquele instante entre a lágrima e o sorriso, porque a paixão prevalece, porque o amor é para sempre, porque, simplesmente, não convivo nada bem com a palavra "fim"... E, convém dizê-lo, poderia, a título de exemplo, referir uma ou outra situação mais ou menos bizarra, e não as faltam... Mas não, prefiro, pelo menos para já, guardá-las no baú da minha memória, certo de que, do outro lado - o de quem nos visitou e contribui para que sejamos o que somos - não faltarão "retratos ViceVersianos" em centenas, largos milhares de pessoas...
E como custa, como dói dizer adeus... Como me faltam as palavras...! Mas tem mesmo que ser, e assim respondo à grande maioria das perguntas que me serão feitas. Tem que ser porque estou cansado e realizado, porque a minha vida também é decorada por outros palcos, por outras pessoas, por outros objectivos... Se estou triste?! Claro que estou triste, claro que não é fácil colocar um ponto final em algo tão importante para tanta gente... Claro que, se pudesse, transportaria muitos dos que me acompanharam ao longo dos tempos, mais próximos ou mais remotos, para o resto da minha vida... E assim acontecerá, não com todos, infelizmente, mas com muitos, desejo e espero. Não mudei ou mudarei, enquanto Francisco Moreira.
A vida é feita de ciclos e, provavelmente, usá-los como "a resposta" é a melhor forma de se contornar e encarar as perguntas, as pessoas, os dias, o passado - no presente, o futuro... E avançar, embora, claro, ancorado a fotografias e emoções mil, embora triste, de lágrima incessante, mas convicto de que tem que ser, tem mesmo que ser assim, porque sim. E, não, esta não é uma decisão precipitada. Foi pensada, repensada e decidida. Pensei em várias pessoas, sem esquecer aquelas que me são mais próximas... E pensei na "minha" Equipa (a melhor do mundo!), no meu sócio (o melhor do mundo!), pensei, inclusive, na "desorientação" que uma decisão destas, saída do aparente nada, poderia gerar, principalmente junto de pessoas a quem o Vice Versa diz tanto, tanto... Confesso que também me incluo do enorme grupo dos "desorientados"... Afinal, onde será agora a minha segunda casa? (sorrisos amarelos)
O que levo dali? O que trago para aqui?
Trago os sorrisos, a felicidade, o ser-se a acontecer-se, tantas vezes à custa de um simples "quase nada"... Levo todos e cada um, levo tudo, mesmo que possam afirmar que fico sem nada. Ou melhor, há algo que não levo. Não me levo a mim, não levo o que sempre fui... Isso, acredito, ficará dentro de cada um, já que sempre houve "cada um", apesar de sempre se referirem ao "todo", ou ainda melhor, ao "todos"... Fui único com cada um.
É, cada pessoa, e são tantas, mas tantas, ficou registada em mim. E foram imensos anos de troca de palavras, de experiências, de sorrisos e lágrimas, de entreajuda, de amizade,... De família. Mas, e apesar do normal: "palavras leva-as o vento", não posso deixar de sublinhar que, mais do que simples sílabas, com este comunicado informal, em jeito de conversa entre mim e quem sente o Vice Versa de uma maneira especial, saio de cabeça erguida, de consciência tranquila... E certo de que contribuí para que fosse, ou melhor, seja um lugar com nome, com assinatura. Se saio é porque "chegou a hora", e tudo tem uma hora. Mais, o anúncio é feito precisamente 1 mês antes desta minha partida, a 31 de Dezembro, porque entendo ser importante ser-se correcto com as pessoas e não virar as costas sem "dizer água vai, água vem"... Por isso, e para que não se "livrem de mim" tão rapidamente, aproveito a oportunidade para vos convidar a aparecerem no local de sempre, na rotina de sempre... Eu, afinal, ainda "Estou Ali", e estarei sempre, embora numa outra perspectiva, carregando o tal baú das memórias, das boas e inesquecíveis memórias.
Para finalizar, e porque já não há paciência para tanta palavra, permitam que sublinhe uma vez mais que a vida é feita de ciclos, e este está a chegar ao fim. Um fim que ficará para sempre, nem que seja única e simplesmente em mim.
Obrigado por TANTO.

Francisco Moreira
terça-feira, 30 de novembro de 2010

Obrigado... Para Sempre!

A vida é feita de ciclos, e este chegou ao fim.
Sim, a vida continua... E com todas as letras, com todas as canções...
É, o palco da vida tem destas coisas. E, por vezes, necessita de outros "autores", de outras vozes, de outros reflexos, de outros poros, de outra Luz... Precisa de amanhã, mesmo quando o hoje é tão só o dia mais importante das nossas vidas...
E, precisamente hoje, olhando para trás, não encontro um fio por onde começar. É um novelo tão grande, tão intenso, que, na verdade, se o desfiasse, estou certo, morreria naquele instante entre a lágrima e o sorriso, porque a paixão prevalece, porque o amor é para sempre, porque, simplesmente, não convivo nada bem com a palavra "fim"...
E como custa, como dói dizer adeus... Como me faltam as palavras...!
A vida é feita de ciclos e, provavelmente, usá-los como "a resposta" é a melhor forma de se contornar e encarar as perguntas, as pessoas, os dias, o passado - no presente, o futuro... E avançar, embora, claro, ancorado a fotografias e emoções mil, embora triste, de lágrima incessante, mas convicto de que tem que ser, tem mesmo que ser assim, porque sim.
O que levo dali? O que trago para aqui?
Trago os sorrisos, a felicidade, o ser-se a acontecer-se, tantas vezes à custa de um simples "quase nada"... Levo todos e cada um, levo tudo, mesmo que possam afirmar que fico sem nada. Ou melhor, há algo que não levo. Não me levo a mim, não levo o que sempre fui... Isso, acredito, ficará dentro de cada um, já que sempre houve "cada um", apesar de sempre se referirem ao "todo", ou ainda melhor, ao "todos"... Fui único com cada um.
E como custa, como dói dizer adeus... Como me faltam as palavras...!
Mas, como referi, a vida é feita de ciclos, e este está a chegar ao fim. Um fim que ficará para sempre, nem que seja única e simplesmente em mim.

Francisco Moreira
segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Estados de Espírito

Há estados de espírito que, por muito que os queiramos definir, conseguem auto-descrever-se melhor à custa de imagens.
Francisco Moreira
sexta-feira, 26 de novembro de 2010

"Cortinados"

Estamos na era dos "Mind-Games", aqueles jogos vividos "dentro" do "outro", ou dos outros, de preferência recorrendo ao: "como quem não quer a coisa".
Não são raros os exemplos de estrategas mentais que acham que o seu sucesso, seja em que área for, passa pela forma como se influencia terceiros, levando-os para terrenos mais de acordo com os próprios objectivos, os dos estrategas, claro.
Aprecio quem se dá a esse trabalho, quem consegue manter a frieza necessária e a paciência óbvia para chegar a "bom porto"... Mas, cá por mim, apesar de apreciar o bailado das células cinzentas, prefiro a era das emoções, o encanto das sensações, o prazer das provocações... Entendo que têm mais sumo, que são mais sérias, enquanto lei da convivência, enquanto cartão de apresentação, numa espécie de autenticidade levada a extremos, dependendo, claro, dos extremos.
Assim sendo, entre os "escondidos" estrategas de "Mind-Games" e os "evidentes" impulsivos dos "Emotional-Games", confesso, prefiro os que optam pelo acontecer "olhos nos olhos", "poros nos poros"... E por uma simples razão; mais do que o resultado dos resultados, cá para mim, o que mais vale é o sentir, o fazer sentir e o conseguir, sem recurso a estratégias escondidas.
Onde quero chegar com isto?
A lado nenhum, talvez. Apenas quero sim sublinhar que as opções revelam muito do que somos, principalmente perante os outros, aqueles que, queiramos ou não, também definem quem somos, pelos gestos, pela autenticidade do que acontecemos, sem "cortinados".
Francisco Moreira
quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Greve à Bola

Começo por referir que tenho um imenso orgulho em ser Português. Mas isso não implica que goste de tudo, que concorde com as "prioridades" que, aparentemente, se vão escolhendo, por vezes, sinto-me mesmo longe "disso".
E este texto surge para nos questionar sobre os efeitos da Greve Geral de ontem. E, começando pelo geral, penso que o termo é exagerado, muito exagerado, já que, pelo que vi nas ruas e ouvi das pessoas com que me cruzei, cheguei à conclusão que os 85% anunciados pelas centrais sindicais são, no mínimo, ilusórios, além de errados. Penso até que os números do governo, desta vez, estão mais próximos da realidade do que nunca, apesar do claro e "normal" exagero.
Na verdade, o que me leva a escrever sobre isto, tem mais a ver com a "religião" futebol. Sim, hoje, excepcionalmente, falarei do meu Benfica, mesmo que "ao de leve". E, concretamente, só me apetece chamar à atenção para o seguinte exemplo:
- Como é possível que, no dia após a Greve Geral, a primeira em 20 anos, o assunto mais discutido em Portugal, mesmo em jornais e noticiários, seja a derrota do Benfica, também ontem?
Infelizmente, no meu humilde ponto de vista, está aqui o reflexo do verdadeiro reflexo da Greve e daquilo que efectivamente "merece a atenção" dos Portugueses, ou seja, o futebol, já que todo o resto é "conversa", "politiquice", coisas naquelas em que não apreciamos ser "treinadores de bancada" ou "críticos especializados".
E, ironizando, até compreendo que o Benfica tenha mais peso que a Greve, já que, "dizem as audiências televisivas", tem 6 milhões de adeptos, o dobro dos grevistas anunciados. E se lhes acoplarmos os 3 milhões e meio de Portugueses que ficam felizes com as derrotas do Benfica, aí, convenhamos, teremos uma espécie de unanimidade quanto ao que é realmente "importante", ou seja, a "bola", aquele objecto que nos dá alegrias e tristezas sem recurso a "subprime" ou outros palavrões quaisquer, dignos de "mercados financeiros" com sotaque estrangeiro.
Com tudo isto, e voltando a acelerar na ironia, proponho que as centrais sindicais troquem de presidentes, de equipamentos e de panfletos, já que, convenhamos, o que chama à atenção do povo são os golos e não as faltas, pelo menos destas, as faltas ao trabalho para ir para o centro comercial até à hora do jogo, do Benfica, claro.
Francisco Moreira
quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Masturbação Intelectual

Há uns valentes anos atrás, uma namorada, 5 anos mais velha do que eu, professora de filosofia, levou-me a ver um filme a "Serralves", filme a preto e branco, sem som. E, numa "sala" cheia, em silêncio absoluto, dei comigo a pensar e a repensar no que seria aquilo, aquelas imagens incessantes de rodas dentadas a relacionarem-se com outras rodas dentadas, e, principalmente, o que estariam os "espectadores", todos com ar intelectual, a retirar daquele conjunto de nada. Chegou a doer-me a cabeça, de tanto pensar...
Ao intervalo, ela, com um sorriso, entre um cigarro, perguntou-me:
- Estás a gostar do filme?
Eu, que ainda estava naquela fase do "encantamento", ou melhor, no "encantá-la", respondi:
- Estou, mas confesso que ainda não cheguei ao ponto...
Ela, com uma "semi-gargalhada", acrescentou:
- Nem chegarás. Estes filmes são para se pensar no que se quiser, o objectivo não é perceber o filme, não há nada para perceber. Digamos que, todos os que estão aqui, exceptuando tu, aproveitam o filme para se "masturbarem intelectualmente"...
E, com este "belo" exemplo, aproveito a oportunidade para dizer que, ontem à noite, no meu sofá, apesar de ser fã de bons e maus filmes, não consegui fazê-lo, por mais que tentasse, à custa de um tal "Inception", com o famoso Leonardo DiCaprio. Sim, não consegui "masturbar-me intelectualmente"!
Durante duas horas e meia de filme, perdão, de "sonhos dentro de sonhos em sonhos" (Confuso? É essa a ideia!), cheguei à conclusão de que não deveria ser tão teimoso, mesmo tendo, desde o ínício, uma vontade louca em ver um filme, um filme qualquer. É que, queiramos ou não, há filmes que não merecem o nosso tempo. E este é um desses exemplos. E que exemplo!
O "Inception" é uma seca, tremenda seca. Mas tem um dom, o de fazer com que, dada a produção e leque de autores, nos sintamos obrigados a ficar até ao fim, na esperança de que esse fim nos traga algo a que nos possamos agarrar, justificando o tempo que perdemos.
Ontem, várias vezes, dei comigo de regresso aquele outro filme das "rodas dentadas" e cheguei a tentar imaginar o que sentirão e pensarão aqueles que comprarem o bilhete para ir vê-lo, este. Resultado: a grande maioria ficará sentada até ao fim e, se se atrever, dirá que é um filme "diferente", que nos faz pensar no futuro... Quando, na verdade, acharão que o filme é uma valente m*** e que teria sido muito mais interessante ficar-se apenas pelas pipocas.
Quanto à parte da "masturbação intelectual", e em jeito de remate, confesso que prefiro filmes que me provoquem "ejaculação precoce". É que, pelo menos, acordo de um "sonho molhado" e não de uma "miscelânea de nadas".
Recomendo que vão ver o filme, se quiserem sentir-se como eu.
Francisco Moreira
terça-feira, 23 de novembro de 2010

Greve?

Bem, já se começaram a sentir os efeitos da greve de amanhã, com as notícias de hoje que, segundo ouvi, parará o País amanhã. Quando reparei bem naquela frase, acreditem, ocorreu-me uma pergunta, esta:
- Greve? Mas não estamos num País que está a "meio-gás"? Não estamos assim para o "semi-parado"?
Se assim é, ou for, será que pará-lo mais um dia não fará com que o País, adoentado, não demore ainda mais a ter "alta"?
Pronto, pronto, já devo ter uma imensa quantidade de "inimigos" que, a esta hora, já me devem ter chamado de tudo e mais alguma coisa... A começar por "rico", algo que, infelizmente, não sou, pelo menos a acreditar no que o saldo bancário que confidenciou esta manhã.
Mais a sério, embora não sendo contra as greves, muito menos gerais, entendo que não são elas que alteram o rumo das coisas mas sim o Voto, aquele "penoso" deslocar às urnas, atrapalhando os Domingos, de anos a anos.
É que, além das imagens televisivas, com tanta gente que, sublinhe-se, muita dela, nem sabe bem o que lá estará a fazer, em termos de resultados, como sempre, ou quase sempre, não haverá muito para "salvar".
Nunca fiz greve, e penso nunca o vir a fazer. E, quanto aos grevistas, que, obviamente, respeito, recomendo que muitos deles troquem as "faltas" pelos "votos", já que esses, esses sim, decidem, e sem parar um País já dele "estagnado".

Francisco Moreira
segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Treino

Ontem, como tantas outras vezes, porque uma mesa de café pode ser um excelente anfiteatro para aulas de vida, conversava-se sobre o porquê de tantas relações não funcionarem - uma grande maioria, seguramente.
Não é que esta "converseta" tenha sido ou pretendesse ser, necessariamente, um tira-teimas com "pés e cabeça", tratou-se mais do encontro entre um e outro aparte que, ao se juntarem, acidentalmente, originaram uma convergência mental, entre pessoas que estão envolvidas em relações sólidas.
Do resumo, como se isto fosse a minuta de uma acta, sobressaiu a concordância a três relativamente ao facto de as pessoas do "hoje" casarem sem se conhecerem bem, sem experimentarem viver juntas, assim ao jeito de "treino" ou "prova dos nove". E isso pode fazer a diferença, seja para que lado opte por "virar o prego".
E, cá para mim, é aqui que está um dos factores responsável pela grande maioria dos divórcios, separações e "diabo-a-dois", ou seja, o fim evitável tantas vezes pré-anunciado, tantas vezes facilmente "esclarecível", evitando os dissabores do "durante" e, mais ainda, do "depois".
Haverá mesmo a necessidade de avançar para um bonito "papel de lustre" sem experimentar o resultado do "nós"? Haverá mesmo a obrigação moral de, muitas vezes na ilusão de se conseguir um "ponto mais", ser necessário casar, porque a vida assim o exige? Haverá mesmo a certeza de que se pode fazer do casamento uma ponte perfeita para ultrapassar os intervalos, muitas vezes encharcados de "tempestades"?
Os casamentos, como se sabe (e, se calhar, ainda bem), já não são como antigamente, naquela outra altura em que eram "mesmo para sempre", acontecesse o que acontecesse, quisesse-se ou não se quisesse. É que, naquele "véu e grinalda", mesmo descobrindo o erro na "lua-de-mel" (ou de fel!), o prazo de validade não existia, pelo menos até que a morte dissesse o contrário... (por mais leiteiros, costureiras ou outros que se viessem a juntar à novela)
Nestes outros tempos, com esta gigante publicidade social à "troca de pares como quem troca de camisa", tudo ficou mais fácil, inclusive o: "- Vai à tua vida!" e o: " - Acabou!". Isto para não usar outras expressões com muitos *** (essas!)...
Hoje em dia, mais do que nunca, os casamentos (e muitas uniões) vivem assentes no arame (tantas vezes farpado) das falas de uma qualquer peça teatral, e quase sempre para um vasto público, daquele sedento pelas "nódoas" dos outros, muitas vezes para taparem as próprias cicatrizes.
Por mim, (e sem dizer "dessa água não beberei"), antes de se partir para uma telenovela, deve-se fazer um "episódio piloto", só para ver se a audiência (os próprios) não é daquela composta por "personagens" que dizem que vêem a "SIC" porque fica mal dizer que se vê a "TVI"... E, depois, vai-se a ver, transformam o tal "Filme com final Feliz" numa auto-estrada de intervalos para a qual, na verdade, bem vistas as coisas, já se partiu com os "pneus em baixo".
Estou muito feliz com os meus resultados, e ainda sou "homem solteiro", mas um dia destes arrisco e... acabo com este "treino". (sorrisos)
Francisco Moreira
(convém não esquecer que cada caso é um caso e que, mesmo com toda esta "lenga-lenga", não faltarão razões válidas para fundamentar o oposto ao que aqui escrevo)

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