sexta-feira, 25 de junho de 2010

Olhos nos próprios Olhos

Continuo a achar que olhamos pouco para os olhos, inclusive para os nossos próprios olhos e olhares. E, acrescento, aprenderíamos muito mais sobre nós e sobre os outros se víssemos um pouco melhor, com mais atenção, disponibilidade mental, com poder para alterar o que quer que seja em função do observar, em função do perceber, do interiorizar, do avançar sem ser "à sorte" ou "porque ouvi dizer". Pode parecer uma estupidez de vão de escada, mas acho que não olhamos nos olhos as vezes necessárias, entendo que "vemos" muito à custa do que ouvimos ou julgamos sem ver (direito) e não daquilo que deveria ser uma percepção verdadeira, uma percepção "in loco", uma constatação inequívoca.
Andamos demasiado ocupados com o que nos dizem, demasiado ocupados com o que imaginamos e, na verdade, a realidade vive daquilo que se vê e se sente e não daquilo que se julga ver naquele "piscar de olhos" constante com que assumimos olhar para os nossos dias, principalmente os dias de amanhã.

Francisco Moreira

- Vamos a isto!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Cama, Precisa-se

Hoje, na ressaca de uma noite que, por razões diferentes, durou até perto das 10H30 desta manhã, confesso, estou exausto, cheio de sono... na expectativa de que as várias horas que devo à cama sejam creditadas rapidamente, mesmo sabendo que este "dia 23" só terá o seu epílogo lá para as 00H30 de um dia que já será 25.
Será que estou a ficar velho? (sorrisos)

Francisco Moreira
quarta-feira, 23 de junho de 2010

Alho-Porro... Murcho

Já lá vai o tempo das caminhadas de horas, desgastantes, mas sempre com roteiro definido pelo "final", o descanso do "guerreiro", ou outros objectivos, numa das praias do grande porto, uma espécie de destino do "sim ou sopas" antes do regresso a casa, já em plena manhã.
Hoje, pelo menos para mim, as coisas já vão sendo diferentes, já não se encontram as filas de 50 e 60 pessoas a cantarem o "a minha é a maior" ou o "dois chapéus aos quadradinhos"... Tudo é mais prático, com carros estrategicamente estacionados a anteciparem o regresso, cada vez mais apressado, cada vez mais "plastificado", como se, nos dias que correm, ir ao S. João fosse uma espécie de ritual obrigatório, ao jeito do poder dizer que se foi, que foi bom, com as frases repetidas dos últimos anos.
Hoje, num autocarro de dois andares, circularei pelas principais festas do Porto, tentando "beber", "gerar" e reportar o S. João dos outros, sem descurar o meu próprio S. João, o meu tempo-extra, com os meus, ou parte deles, já que muitos - se calhar pela "idade", idêntica à minha, já optam por assar as "sardinhas" em casa, evitando desta forma o "alho-porro" ou, se preferirem, infelizmente, o próprio S. João.
Francisco Moreira
terça-feira, 22 de junho de 2010

A Minha Selecção

E destas 23 "Jogadoras" que seleccionei, quais colocariam em "campo"?

Aqui está uma boa razão para se dar um "desconto" ao Carlos Queiroz. É que nem sempre é fácil escolher o "11" ideal. (risos)

Brincar, Brincar

Temos que parar mais, temos que olhar mais para nós, para as nossas brincadeiras, para a criança que somos, embora cada vez menos, em função da agenda das obrigações, também intituladas de preocupações. A aprendizagem, ou melhor, a reaprendizagem pode começar naquele olhar atento para o mundo das crianças, aquele mundo em que elas se isolam do nosso mundo e fazem das nossas coisas coisas de criança, brincadeiras de gente grande.
É uma pena, de quando em vez, não invertermos os papeis, é uma pena não andarmos todos a brincar, já que quando são as crianças a brincar aos adultos, convenhamos, tudo tem um ar menos sério, uma preocupação menor, principalmente por saberem que, quando lhes apetecer, colocam de lado os brinquedos dos adultos dedicando atenção exclusiva às suas "ferramentas", aquelas que não provocam depressões nem danos colaterais e que, no seu todo o tempo do mundo, dão muito mais vida à vida.

Francisco Moreira

- Onde está a tua bandeira?

Vá lá, as bandeiras já começam a perder a timidez e apresentam-se algo orgulhosas pelas janelas deste nosso Portugal.
segunda-feira, 21 de junho de 2010

Cristiano Ronaldo - Topo de Gama

Hoje, depois de perceber que venceríamos - e estou com pena dos Norte-Coreanos, das represálias a que estão sujeitos, registe-se, confesso que torci para que o Cristiano Ronaldo marcasse finalmente um golo. Assumo-me contrário às milhares de vozes que, na minha opinião, e à "bom" Português não lhe sabem dar o verdadeiro e constante valor, refiro-me àquelas gargantas que dizem que ele só joga nos clubes, que deveria estar no banco, etc.
Discordo, e discordo em absoluto, tal como discordei das mesmas vozes que, há uns anos atrás, queriam que o Figo ficasse em casa. É, o filme repete-se, ou melhor, repetiu-se, já que, a partir de hoje, penso e desejo, o CR7, CR9 ou CR17 irá dar-nos alegrias, já que, acredito, ganhou um novo ânimo com aquele golo às "3 tabelas" - e logo ele que marca golos de todos os feitios, faltava-lhe esta "modalidade", com as costas e o cachaço.
Em resumo, 7-0 será sempre um resultado para relembrar e contar aos netos, aniquilando, em parte, os 5-3 de 1966, embora contra uma equipa que parece ter gasto o gás todo contra o Brasil. Mas, neste Post, perdoem, apetece-me destacar o Cristiano Ronaldo, aquele jovem que, para mim, continua a ser o melhor do mundo, venha o "Messi" que vier, este Português, por quem deveríamos torcer sempre, mesmo quando não faz o que nos habituou, a nós e ao mundo.
Mais, ele demonstra estar cada vez mais maduro, cada vez mais capitão, cada vez mais jogador, cada vez menos "egoísta", embora saiba, como sabe, que sozinho resolve jogos, como o fez ao longo de toda a época no Real de Madrid. Hoje, seja pelo jogo que fez, e pelos golos que tentou dar, mostrou-nos uma vez mais que é um "Topo de Gama", ao ponto de, mesmo ganhando o prémio de melhor jogador do encontro, tê-lo oferecido a quem entendeu ter sido melhor jogador de que ele.
Parabéns Portugal, não só por ter ganho novo alento mas também por ter um Cristiano Ronaldo que nos faz acreditar que poderemos continuar a acreditar nele, nem que tenha que levar a equipa toda às costas, o que não é fácil, convenhamos.
Eu sei, eu sei, que hoje fomos equipa, que não foi ele que fez tudo ou grande parte do tanto, mas com o Cristiano Ronaldo somos bem melhores, mesmo quando ele, como dizem, "não joga nada".
Francisco Moreira

Primeiro Mundial

Claro, claro que já torce pela nossa selecção!

Mata-Mata

Será hoje? Bem, cá para mim e para muitos milhões, terá que ser mesmo hoje, apesar de que, com esta equipa, nos últimos anos, voltamos a estar habituados a fazer contas até ao "tutano".
Espero e desejo que consigamos os 3 pontos... É que, mesmo com um Brasil eficaz, embora sem convencer, não me fio na vitória certa frente à "Canarinha", ainda por cima sob o dilema do "goal-avarage".
No primeiro jogo do Brasil, percebi que os Norte-Coreanos vão lutar por um lugar na história, a deles, e que, se necessário for, correrão mais do que nós, esforçar-se-ão mais do que nós e, pelo menos, 1 golito têm vontade de marcar, e muita, refira-se.
Espero não ver-nos a fazer os tristes papeis da França, Itália, Inglaterra e Espanha, assim ao jeito de candidatos ao trono em função do "ranking" que, sublinhe-se, nestas coisas de "mata-mata" mais não é do que "galões de meia-tigela".
Força Portugal! (é que não me apetece ver repetido 2002 e ficar de "olhos em bico")
Francisco Moreira

* Ah, vou finalmente colocar a bandeira na janela, é que o "folclore" agrada-me, diga-se o que se disser.
domingo, 20 de junho de 2010

Cavernas ao Léu

E eis que chegou aquela altura do ano em que o corpo - aquele conjunto de curvas de preferência bem torneadas e a pele preferencialmente depilada - dá o "corpo ao manifesto" numa espécie de "passerelle" feita de calçada, de areia e não só.
Os ginásios estão mais cheios, principalmente de faltosos pouco convictos, e as roupas tentam ser usadas como uma espécie de bijutaria, sempre na expectativa de que o conjunto desses e de outros esforços possam apresentar um melhor retrato final, quanto mais não seja neste novo fuso horário a que chamam verão.
É uma pena, pensa a maioria, que não haja uma relação de equilíbrio entre aquilo que os olhos gostam de ver nos outros e o que o espelho caseiro vai reflectindo, mas é assim, nem todos podemos ser "top models", nem todos podemos ser o monstro das cavernas. Mas podemos sempre fazer mais e melhor por nos sentirmos bem connosco, estejam 5 ou 35 graus.
Francisco Moreira
sábado, 19 de junho de 2010

Ente não Querido

Alguém me pode explicar porque é que dinheiro tem um papel tão determinante na vida das pessoas quando, se pensarmos bem, deveria ser a coisa mais secundária no percurso de todos? É que, por muito que se tente dar-lhe menos valor, há sempre situações em que ele, o tal "vil metal", decide armar-se aos "cágados", metendo-se no meio de quase tudo, quase tudo.
E, numa altura em que o dinheiro parece andar tímido, escondido, assustado e "diabo a quatro", chego à conclusão de que, por muito que se tente subvalorizá-lo, ele tem a mania e a força de se mostrar, como se fosse uma espécie de ente não querido que temos que suportar porque precisamos dele, por muito que achemos e gritemos que não.
Irónico, não?!

Francisco Moreira
sexta-feira, 18 de junho de 2010

Jogo de Imagens

Hoje, para desopilar um pouco, proponho-vos que reflitam sobre as imagens que adicionei a este Post e que deixem que elas vos provoquem o pensamento.
Não terão que escrever absolutamente nada acerca delas ou da relação entre si, apenas observar e deixar a mente fluir... É que, por vezes, uma simples imagem consegue gerar histórias, sejam elas fantasiosas ou memórias, e tudo depende dos segundos que lhe dispensamos, com olhos de ver e, se possível, sentir.
Jogar não custa nada, nem uma moeda, mas pode proporcionar "viagens" interessantes.
Francisco Moreira

Zé Ninguém

Num dos meus trajectos habituais para uma das minhas ocupações profissionais, sempre a ouvir as notícias do nosso mundo, ouvi uma jornalista, meio atrapalhada, a anunciar que tinha falecido o Nobel da literatura José Saramago, tão apreciado por muitos e tão odiado por tantos outros.
Confesso que fiquei triste, triste principalmente por perceber que só uns dignos destinatários dos "Paparazzi" informativos têm direito a abertura de noticiários, direito a palavras simpáticas, embora sempre repetitivas, dos mais "ilustres" representantes da nação, sem esquecer os "opinion makers" cá do burgo.
Entre as centenas de livros com que a minha Deusa decora o meu escritório, tenha lá uns (meus) 3 ou 4 livros de José Saramago por estrear, os quais, confesso, por mera falta de paciência, nunca me senti tentado a ler. Respeito-o, ao homem, ao escritor, e, mais, até gostava da forma "peculiar" como abordava determinados assuntos. Mas, perdoem, hoje, recorro à sempre triste notícia da morte de um "famoso" para me perguntar e, porque não (!?), perguntar-vos porque é que ninguém se refere, nesta pompa e circunstância, ao "Zé Ninguém" que morreu à mesma hora, ou melhor, aos vários "Zé Ninguém" que, como todos imaginamos, também deixaram obra, embora sem Nobel e sem direito a transladação internacional.
Francisco Moreira
* Não quero desrespeitar quem aprecia José Saramago, apenas aproveitei a "publicidade" que está a ser feita ao Nobel para "publicitar" a nobreza de outros "Zé Ninguém.

Cromos do Mundial

"Mete medo, quanto mais não seja à custa da Vuvuzela."
quinta-feira, 17 de junho de 2010

- Isso, para mim, é Chinês!

Apesar de acharmos o contrário, andamos extremamente distraídos com a forma como o nosso mundo, outrora gerido por duas potências e agora, porventura, gerido por uma, anda a subsistir à custa de outras estrelas, umas "amarelinhas discretinhas" que, pé ante pé, vão sendo plantadas em toda a parte, inclusive nos mais recônditos lugares deste planeta Terra.

O que aqui escrevo, como notarão, não sabe a novo, e já todos afirmaram que a China se prepara para dominar o mundo... Mas, dirão muitos, do pensar ao acontecer vai uma enorme distância e, acrescentarão mais alguns, os "polícias do mundo" não estão a dormir... Pois, certamente que estão acordados, e provavelmente com insónias, terríveis insónias, imagino eu... É que, nesta balança de poderes, quando nos referimos à China, há um "mas", um difícil "mas", principalmente graças ao não se poder avaliar minimamente, completamente, efectivamente, convenientemente e comparativamente o poder destes futuros, acreditem, "donos" do mundo.

Reparem no simples exemplo que vos apresento de seguida, um daqueles exemplos que já foi vivenciado por todos os não Chineses deste planeta.

Um dia destes, um amigo estrangeiro que me visita, e sem que a conversa nos levasse para esse caminho, mostrava-me um simples mas original objecto que estava em casa de uma amiga minha. Olhei para o tal objecto, acenei positivamente com a cabeça, mas só alguns instantes depois, graças à sua insistência (cidadão de outra nova potência mundial, o Brasil), é que reparei no discreto "Made in China". É, neste preciso momento, em coro, todos estarão a dizer que quase tudo é "Made in China", principalmente os objectos mais baratos, mais corriqueiros, mais copiados, mais "sem importância"... Sim, eu sei. Sim, todos sabemos. Mas, por algum acaso já pensaram nas consequências universais que isso pode gerar, ou melhor, que "isso", ainda sem o "fogo-de-artifício" em jeito de alarme, poderá despoletar? Já pensaram que, um dia destes, estaremos a ser "comandados" pelos Chineses, ou melhor, estaremos dependentes deles?!

É, o "isso" é mais sério do que imaginamos. O "isso" está a caminho de se transformar num "nisto", e basta avaliar o crescimento Chinês dos últimos 10 anos em todo o mundo para se perceber que estamos a dormir, que produzimos realmente pouco e, ainda mais preocupante, etiquetamos "originais" que muitas vezes são piores do que as "imitações" deles.

Eu sei que este assunto daria "pano para mangas" e que é preciso ter calma, que eles são muitos, que a mão-de-obra e tal mas... Mas - e cá está o "mas" novamente - permitam que vos dê os mais recentes exemplos do poderio do polvo Chinês, assim ao jeito de como "quem não quer a coisa", ou melhor, para quem duvida "d'ISSO":

> Os mais recentes dados estatísticos indicam que mais de 50% das Mulheres mais ricas do mundo são Chinesas, e são donas de "gigantes" nacionais e internacionais.

> A China não está no mundial com jogadores mas, além dos milhões de artigos com que "joga", a começar pelas irritantes vuvuzelas (nem mais!), é o país responsável pela Internet na África do Sul.

Sim, é verdade. Numa era em que as mulheres ganham a dianteira em termos de poder de decisão (e, por mim, tudo bem!) e em que a globalização da informação vive da Internet, pelos vistos, as mulheres que mais decidem já "são" Chinesas e a Internet também.

Mas, para que não fiquem preocupados com o que vestem, comem e usam, se vos apetecer, nem que seja num dos minutos de "distracção" que fazem parte dos "rápidos" dias de cada um de nós,... Pensem "n'ISSO", se é que ele, o "isso", já não é de "discreto" fabrico Chinês.

Francisco Moreira

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Cromos do Mundial

"Pode ser pouco, mas ainda há verde esperança"

Nada é Inconsequente

É fascinante vê-lo crescer, é entusiasmante fazer parte deste percurso, sentir que, por muito pouco que seja, contribuímos com um pouco de nós para um outro ser, um outro acontecer, um outro viver.
Isto de se ser pai, afinal, e concordando com o que sempre me foi dito pelos "experientes", tem muito que "se lhe diga", principalmente para pessoas que, como eu, achavam que conseguiam "dominar" os acontecimentos, principalmente os mais simples, principalmente os mais naturais.
Não quero exagerar dizendo que estou orgulhoso de mim, já que acho que faço o mesmo que todos os pais recentes, mas - e perdoem a imodéstia - estou convictamente orgulhoso dele, daquele gigante com 19 meses que me ensina a todos os instantes que os dias jamais serão idênticos, jamais serão inconsequentes.
Francisco Moreira

Cromos do Mundial

"Quando o telefone toca"
terça-feira, 15 de junho de 2010

De quem é a culpa?

Vá, não me digam que a culpa é da bola!
Ainda agora começou o Campeonato do Mundo e já entramos no campeonato das contas, aquelas a que estamos habituados, se exceptuarmos a era Scolari. É que, afinal, gostamos é do "mata-mata"... Só espero é que não aconteça como em 2002, ou seja, ficarmos de "olhos em bico", graças a uma tal de Coreia do Norte, nem que, como era hábito, tenhamos que nos satisfazer a torcer pelo Brasil.
E, já agora, por falar em Brasil, deixem-me lá vestir a camisola amarela, na expectativa de, se Portugal se perder no plutão, poder continuar a dourar a "bicicleta", perdão, a bola.
Francisco Moreira

- Força Portugal!

Ora, aqui está uma menina que, embora em pose tensa e séria, está a torcer, e muito, pela nossa Selecção. Sim, basta reparar no equipamento que enverga: camisola vermelha e calcinhas verdes.
Só me faz alguma confusão o estilo das chuteiras, será que é para poder entrar de "pitões em riste"?! (risos)
Prognósticos?
- Cá para mim, no final do jogo, teremos um Portugal - 2 vs Costa do Marfim - 0.

Garganta

Espanta-me, sinceramente, espanta-me, e muito, ouvir toda a gente dizer que, para o mundo onde, presumo, se incluem, desejam Paz, Amor e Fraternidade. Pois, é a tal coisa do "olha para o que eu digo e não para o que eu faço". Todos desejam mas quando chega a hora de o colocar em prática, deixa-se sempre para mais tarde, para aquele tal "30 de Fevereiro à tardinha", quando houver um tempinho para uma pequena folga.
É uma pena, uma grande pena, sermos sempre só "garganta".
Francisco Moreira
segunda-feira, 14 de junho de 2010

Shame on Me

Este fim-de-semana andei pela Capital, entre Lisboa e Sintra, investido numa espécie de "guia turístico". E o mais "interessante" foi, uma vez mais, ter percebido que nós, grande maioria dos Portugueses, não sabemos o que temos, principalmente quando comparamos o tempo que despendemos noutros Países, porventura menos "ricos" e interessantes do que Portugal, a admirar o que é único, o que é próprio, o que é bom.
Como é possível vivermos num País dos mais ricos do mundo, culturalmente falando, e gastarmos "pixels e mais pixels" com os monumentos dos outros, sejam eles mais antigos ou mais paradisíacos?!
Este fim-de-semana dei comigo a perceber que, em 40 anos, ainda não vi a devida atenção a maior parte de algumas das mais emblemáticas maravilhas arquitectónicas de Portugal, inclusive aquelas que estão ao virar da esquina, na cidade onde habito.
Estes dias tenho-me sentido um "mendigo de conhecimento patriótico", ou seja, sou um tremendo e inqualificável "analfabeto" em termos de conhecimentos da nossa história, em termos de valorização do património Português... (tal como a grande maioria dos meus concidadãos)
É, é triste mas verdadeiro. Foi preciso chegarem amigos Brasileiros para eu "perder" tempo a olhar para o meu País, para o meu Mundo, para a minha Rua... E que bem sabe vê-los a valorizar tanto, mas tanto, o que é nosso.
Francisco Moreira
* Sim, eu sei que os outros também perdem mais tempo a apreciar o que é dos outros em detrimento do que é deles, embora isso não sirva de desculpa.
sexta-feira, 11 de junho de 2010

Campeonato das Vuvuzelas

Ok, já começou o campeonato do mundo das Vuvuzelas.
Quem vencerá? Certamente que não serão as vuvuzelas, por mais que se vendam.
Bem, embora ainda algo afastado da febre com que, de quatro em quatro anos, tento deleitar-me em frente ao televisor, apetece-me apostar nos mais prováveis: Brasil, Espanha e Argentina. Contudo, e avaliando o que os jornais têm dito, não será de estranhar que uma Holanda ou uma Inglaterra vençam.
Portugal? Bem, acho que tudo dependerá do Ronaldo, quase sempre desinspirado na selecção. Mas, por outro lado, aposto que ele dará nas vistas, e isso pode fazer toda a diferença. Convém não esquecer que o Ronaldo quer ganhar a "Bota de Ouro" novamente, por isso...
Ainda quanto a apostas, não descarto as "más futebolísticas" Itália e Alemanha que, mesmo jogando mal, quase sempre mal, estão sempre à espreita de levar a "água ao seu caneco".
Que seja um bom mundial, que hajam muitos e bons golos e, se possível, que vejamos e sintamos muitos retratos emotivos, entusiasmantes e vibrantes.
Quanto às Vuvuzelas, bem, certamente que, mesmo com os jogos a começarem hoje, acredito que todos têm a mesma opinião que eu, ou seja, são irritantes, enervadamente irritantes, principalmente quando os "putos" passam horas seguidas a darem concertos na rua que fica nas traseiras da nossa casa, como é o meu caso.
Francisco Moreira
* Ah, Boa Sorte Portugal!
terça-feira, 8 de junho de 2010

Poeirentos

Andamos a precisar de limpar o pó às emoções, tirá-las do armário da memória e espalhá-las, pelo menos, pelos conterrâneos, aqueles que passam por nós, sejam eles mais amigos ou familiares, estejam eles mais próximos ou menos recordados.
Estamos a precisar de sair da armadura com que nos "emolduramos" naquilo a que chamam quotidiano, aquilo a que chamam "first life", sendo, no entanto, na verdade, uma autêntica "second life", ao jeito de telenovela, e de preferência com menos "casos" do que a do vizinho do lado.
Porventura, imagino e desejo eu, se nos libertássemos mais, independentemente dos "resfriados" inerentes, muito provalmente teríamos uma vida com mais sumo, com mais conteúdo, com mais sabor, sem tanta azia provocada pelo "gás" com que nos abastecemos, todos os dias, nesta espécie de guerra da sobrevivência, nesta espécie de salvação de 3º escalão.
No meu ver, andamos a precisar mesmo de limpar o pó que fomos acumulando ao longo dos nossos percursos, aquele pó que se instalou contrariando a coexistência mas que, por conveniência, transportamos para o plano principal, como se ele, o pó, por mais que esfreguemos o "Aladino", alguma vez nos pudesse dar a beber o sumo natural, aquele que faz parte das memórias, cada vez mais desgastadas, como nós, os poeirentos.
Francisco Moreira

- Boa Viagem, Amigos!

Este casal Amigo, Brasileiro, depois de, no ano passado, infelizmente, ter sido obrigado a adiar a sua primeira viagem a Portugal e à Europa, prepara-se para embarcar daqui a poucas horas com destino à cidade do Porto.
Chamam-se Celso e Soraia e, além de "Boa Gente", são pessoas extremamente especiais, pessoas que, ou muito me engano, depois de conhecerem Portugal, não se importarão de "trocar" a sua S. Paulo, por exemplo, pelo Porto. (sorrisos)
Estou crente de que esta será a primeira de várias viagens que farão ao nosso País...
Vão "ouvir-me" falar deles nas próximas semanas já que, com prazer, vou recebê-los em minha casa dentro de pouco mais de 24 horas.
Boa Viagem e... Até Já!
Francisco Moreira
(ah, não sei se é por vocês virem para cá mas, para amanhã, está prevista chuva... nada tropical, diga-se.)
segunda-feira, 7 de junho de 2010

Morder a Escrita

Nunca andei tão alheado desta coisa do futebol, principalmente a apenas 4 dias de ter início um Campeonato do Mundo, em que a nossa Selecção, pelo menos em termos de "ranking" está num honroso "medalha de prata", mesmo empantando em casa (a "brincar") com equipas que ocupam o lugar 143 do mundo.
Depois do "Euro 2008", recordo, escrevi que iríamos ter imensas saudades de um tal de "Scolari", aquele "tipo" que pouco percebe de futebol mas que nos incentivava a olhar para a bandeira noutros hinos que não apenas aquele que a televisão emite imediatamente antes de se começarem a dar pontapés na bola, por sinal estranha, a bola.
Espero, claro, poder mudar rapidamente de "feeling", principalmente a partir de amanhã, com o tal último jogo de preparação, contra mais um "colosso" do futebol Mundial. Espero, se as tarefas o permitirem, poder finalmente ver um jogo da nossa Selecção, algo que tenho evitado por não sentir o tal "apelo Scolariano" que me enchia as medidas, pelo menos em temos emocionais.
Não sei porquê mas estou com receio de que possamos levar uma tarei idêntica à de 2002... Embora, convém sublinhá-lo, na hora da verdade, junto-me àqueles "todos" que roem as unhas até ao apito final das "contas", e sempre com um orgulho imenso em ser Português.
Espero e desejo poder morder a língua desta escrita e de ter que voltar a este assunto sob a forma de "mea culpa", principalmente daqui a umas semanas...
Francisco Moreira
sexta-feira, 4 de junho de 2010

Bom fim-de-semana!

Para Sempre

As relações humanas são feitas de pequenos grãos, assim ao jeito de castelos de areia, uns com melhores alicerces, como em tudo na vida, outros feitos de nuvens, assim ao jeito de sonhos com mais ou menos conveniência, dependendo do calendário e, claro, das circunstâncias.
É uma pena que o mundo dos homens não seja feito de reinados compostos por portefólios de milénios, que a grande maioria das relações humanas não passem de "encontros casuais" com duração incerta, daqueles que, muitas vezes, parecem para sempre e que, ao deslize de um "grão", se desmoronam a um ritmo vertiginoso, por vezes - e pior ainda - com heranças cicatrizantes indesejáveis, inimagináveis, dispensáveis.
Mas, como sempre se ouve dizer, é a vida: uns vão e outros aparecem, por nada e do nada, sempre na certeza de que, como nos ensina a história do caminho percorrido, há que viver o instante, como se não houvesse amanhã, como se todos, hoje, fossem e fossemos os melhores do mundo, mesmo que o "para sempre" - aprendemos - não passe de um "já" demasiado volátil.
Francisco Moreira
quinta-feira, 3 de junho de 2010

Para Ti, que me visitas

Acerca de mim

A minha foto
Portugal
Sempre algures entre o hoje e o amanhã, sem esquecer a memória.

JACKPOT

JACKPOT
Música Anos 70, 80 e 90

Porto Canal

Porto Canal

O Livro do Ano

O Livro do Ano
Escrito por uma Deusa e um Sonhador... em nome de um Ângelo

...Sempre...

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