quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Corta e Cose

São muitos, ou melhor, inúmeros, aqueles que chegam a adormecer no remendar dos casos da vida, uns mais "rasgados" do que outros - é verdade, mas sempre de remendo em remendo, lá se "vai indo", como se todos fossemos costureiros da alma, da nossa, está claro.
Mas, quando a vida é dos outros, aí é mais fácil, levando-nos a vestir a autoridade de potencial cozinheiro da poção mágica, em versão "se fosse comigo, eu fazia e acontecia".
Não há dia em que não nos lamentemos das linhas com que a vida nos cose. Mas, quando se trata de cozinhados, aí, damo-nos ao entretenimento de mudar rapidamente de divisão e "cozinhar" à custa dos ingredientes dos outros.
No fundo, usamos a "cozinha" dos outros para esconder os nossos "pontos-cruz", como se tal servisse para desvalorizar os "fiapos" que o nosso espelho reflecte.
Nem sempre é fácil encontrar a melhor lã, mas daí a cuspir no "prato" dos outros, convenhamos, não é digno de elevação.
Em resumo, e exagerando, quando a vida é dos outros somos uns excelentes cozinheiros, com todas as receitas na ponta da língua. Mas, quando se trata da nossa própria vida, limitamo-nos a ser uns tristes costureiros, a quem nem o dedal salva de uma ou outra gota de sangue, desculpando-nos constantemente desviando a atenção para o "esturricado" de terceiros.
Cozinhar em cozinha alheia é sempre mais fácil do que coser com linhas desalinhadas, seja qual for a manta de retalhos que utilizemos como "toalha de mesa".

Francisco Moreira
terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Há Futuro

Fala-se muito mal da juventude dos "dias de hoje", e eu faço parte dessa lista que equaciona vezes sem conta como serão os "amanhã's" dos jovens de "hoje", aqueles das "playstation" e afins. Mas, por outro lado, talvez para ver se aprendo a não tirar conclusões precipitadas, não param de me aparecer (outros) jovens com idêntica data no bilhete de identidade, os tais que, por aqui e por ali, vou "incriminando" amiúdas vezes, numa espécie de tentativa de lhes fazer abrir os olhos, aqui, no lugar onde se encontram sempre, no computador.
Mas, felizmente, nos últimos tempos, tenho tido a "pontaria" de encontrar seres de "menor idade", como os tais que andam sempre por aqui, no computador, que, pelos vistos, além do computador, gostam de coisas normais, tipo: contacto humano, tipo: aprender com os que, consta-se sabem mais, e por aí fora... É, pela sua postura, respeito e maneira de olharem para a vida, estes, sim, fazem-me acreditar num futuro que não seja tão desprovido de responsabilidade, tão dependente dos valores materiais, que não seja tão fútil ou exclusivamente "high-tech", tão "rede".
Sim, é verdade, afinal, ainda há jovens com cabeça, com sentido de orientação, com âncoras perfeitamente definidas, com gema, raízes e personalidade. E, só por isso, hoje, vou deitar-me mais descansado. É que, podem não acreditar, mas; gostaria imenso de ver o meu futuro e o dos "meus" entregue a quem tenha mais do que um "gigabite" de memória, entregue a quem não esteja dependente de uma única "fonte de alimentação" que pode ser desligada por um "esperto qualquer"... a troco disto e daquilo. E como, nos últimos tempos, os jovens só me falam de "net-persons", feitas as contas, naquele "meter tudo no mesmo disco rígido", a dada altura, cheguei a pensar que teria que fazer "control alt delete" vezes sem conta, na expectativa de encontrar no recipiente do lixo do computador, claro, um programa mais humanizado e menos "humanizoide", um programa que me permitisse berrar-lhes que a vida também se faz, que a vida também se vive, e com muito mais do que os 3D de um ecrã de 19 polegadas.

Francisco Moreira

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domingo, 6 de dezembro de 2009

Os "meus" Ídolos

Carlos Costa
Diogo Alvarenga

Isto de ter um Bar onde uma boa parte das vozes se destacam, sendo muitas delas convidadas para actuarem em (todos os) programas de televisão, faz com que, nestas alturas, nos sintamos uns privilegiados por vê-los a concretizarem sonhos e a brilharem numa escala superior.

Não é a primeira, nem a décima, nem será, certamente, a última vez que as vozes "Vice Versa" brilharão fora do palco de todos os fins-de-semana. Mas, convém dizê-lo, cada um desses tantos exemplos é sempre especial, principalmente quando gostamos, não só da voz, mas, acima de tudo, das pessoas, como é o caso.

A partir de hoje, à noite, no "Ídolos 2009" - SIC, serão 2 os concorrentes que merecerão o meu incondicional apoio. Se, porventura, também sentirem vontade de o fazer, não hesitem e telefonem para os seguintes números:

Diogo Alvarenga - 760 300 509

Carlos Costa - 760 300 508

(votação de Domingo a 2ª Feira à noite)

Se, por acaso, ainda não os conhecem, acreditem, vejam e ouçam-nos. Ficarão a gostar, acredito eu.

Francisco Moreira

Dolce Fare Niente

O "dolce fare niente", pelo menos para mim, é o melhor momento que o tempo me pode oferecer, pelo menos no campo da normalidade da anormalidade do meu dia-a-dia. Não é que seja um período de extrema felicidade ou um pico de alegria. É mais aquele instante em que retiro todas as "máscaras", visto-me de "como estiver" e tento dar tempo ao fazer o que me apetecer ou, pura e simplesmente, aproveito para não fazer absolutamente nada.
Hoje, se o "anjo" deixar, a partir deste instante, entro em "dolce fare niente", nem que seja durante 2 minutos, aqueles que sabem muito, muito bem.

Francisco Moreira
sábado, 5 de dezembro de 2009

Muito BOM

É tão BOM quando vemos e sentimos que um grupo de pessoas - composto por "seres e sentires" diferentes - se diverte a valer com algo que proporcionamos, por mais simples que o seja, por pouco que o valha.
É tão BOM perceber que essas pessoas, sim, pessoas autênticas, não se poupam as esforços e ultrapassam intempéries, se necessário for, para levarem a cabo uma tarefa "menor", de uma forma "desinteresseira"...
E, depois, no fim, percebe-se, com prazer, que, quando existe essência, sejam quem forem as pessoas, há algo que as une, nem que seja o conceito de um espaço que visitam com regularidade. Afinal, há vida para além das "4 paredes"... E, só por isso, vale sempre a pena.
Gostei muito da postura, vontade, empenho e disponibilidade de todos os que participaram no 1º Rally-Paper Vice Versa Bar. Foi tão BOM, desta vez, descer do palco para ver os "artistas", ao vivo num espectáculo que poderia ser baptizado de: "necessário repetir". Foi Muito BOM.
Francisco Moreira
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Guitarra

E porque esta cor acinzentada parece querer manter-se ao longo de mais um fim-de-semana - desta feita, e para muitos, bem alargado, sugiro que aproveitem os próximos dias para juntarem no recipiente da vontade aquelas tarefas que mais apreciam e, ao jeito de salada de frutas, saborearem da melhor maneira o bom que a vida tem.
Afinal, aquilo a que muitos chamam de "tempo de qualidade", existe e, em grande parte, a tal qualidade só depende da forma como preparamos ou usamos o tempo que temos disponível, porque o temos, sejam quais forem as "desculpas". Se assim é, além da receita, o sabor da vida, por muito que ignoremos, está nas nossas mãos. E, quem tem "ingredientes", pode sempre "tocar guitarra".
Bom fim-de-semana.
Francisco Moreira

Sexo Mudo e Surdo

Não sei bem porquê mas, feitas bem as contas, chego à conclusão de que, apesar de gostar muito dele, do sexo, poucas vezes me atrevo a "esmiuçá-lo" por estas bandas. Por isso, e porque nunca se deve "fazer tarde", hoje e agora, apetece-me expressar que, para mim, o sexo é algo realmente interessante e entusiasmante. E que, nem que seja apenas por estas duas razões, o sexo deveria estar muito menos "murcho" ou "flácido" no dia-a-dia dos afazeres que a vida nos confere, permitindo-se sair, pelo menos de quando em vez, do noite-a-noite, assim ao jeito de "25 de Abril de 74", com "cravos" e sem "espinhos".
Quem não gosta de sexo? Quem nunca o experimentou.
Quem sente que o sexo é uma das mais óbvias fontes de prazer que a vida oferece? Quem já o experimentou.
Ou seja, nesta matemática das relações - exceptuadas as ralações, porque eu não embarco nessa do "amor próximo do ódio", o sexo, por si só, deveria ser uma das mais aclamadas e "explícitas" formas de (con)viver, tanto mais que, convenhamos, é ele que nos põe aqui, neste mundo, o mesmo mundo do sexo mudo e surdo, o mesmo mundo do sexo "ausente", mesmo quando o interlocutor, talvez para atirar "preliminares" para o lado, se diz "virgem" de todo e qualquer "pecado".
Quem nunca fantasiou? Quem nunca o experimentou.
Quem sente inúmeras vezes vontade de ter sexo? Quem já o experimentou.
Mas, se assim é, então, porque é que continuamos a esconder o sexo enquanto que, ao virar de uma qualquer "cortina", o que mais nos apetece é "sexualizar"?!
Não, não sou apologista do "tudo o que mexe é... ", mas, daí a fazer do sexo uma espécie de "revista pornográfica", julgo eu, vai uma gigantesca distância, por muito que, aos ouvidos dos outros, essas inúmeras vozes "gemam" em silêncio.
Ah, e, já agora, não se digam ou digam aos outros que o sexo é amor. É que, se forem verdadeiramente verdadeiros, terão que assumir que o sexo e o amor são tipo "água com azeite", embora com "toques" interessantes, parte a parte, e que, quando assumido, quer um, quer o outro, dão-se muito bem nas diferenças e nas similaridades, tanto em género como em estilo, claro.

Francisco Moreira

A ver vamos...

Já ando a anunciar há algum tempo que vou dar a machadada final no (meu) tabaco. E esta é a fórmula que encontrei para me convencer de que não haverá como voltar atrás.
Mas, para que saibam que sou mesmo de ideias fixas, registem que nunca prometi nem deixei momentaneamente de fumar, daí ter tantas, ou algumas, esperanças em mim e neste, suponho, difícil passo. A ver vamos se consigo...
Para já, em jeito de "forca", vou anunciando aos "sete ventos" que a data expira no final deste ano. Quererá isto dizer que este será um dos 12 votos (desejos) que me exigirei a partir da, já próxima, meia-noite?! Talvez sim, talvez sim. A ver vamos... Se me envergonharei ou orgulhar-me-ei de mim.

Francisco Moreira

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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

"Cruzes Credo"

Todos temos aqueles dias em que poucas coisas parecem correr bem. E, hoje, vá-se lá saber o que fiz aos Deuses, eles decidiram irritar-me. Manias!
E o que mais me espanta, é não saber em que é que os irritei para eles me andarem a irritar... Terei dito um palavrão a mais?! Terei ultrapassado algum limite que não deveria? Terei tido pensamentos mais negativos?
E, depois, porque temos que dar um nome a estes "fait diveres" menos positivos, de maneira a tentar calçar a "bota com a perdigota", aproveitamos para apelidar, estes acontecimentos menos bem-vindos de pequenos azares.
A ver vamos, se me fico por aqui e, já agora, por agora. ("cruzes credo")

Francisco Moreira

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Imagens que inspiraram um Livro

Por esta altura, há 3 anos atrás, uma viagem de 18 dias pela Tailândia, composta por 6 voos e 7 hotéis, levou-me, num 26º Andar de um Hotel em Banguecoque, a prometer escrever um livro, mais concretamente um romance. Por isso, agora que ele, finalmente, está terminado, e especialmente para aqueles que tiveram a oportunidade e me deram o privilégio de o ler, aqui ficam algumas das fotografias tiradas em Banguecoque, Koh Samui, Koh Tao e Koh Phangan. No fundo, esta viagem está retratada no "Amor com Amor se Paga" e muito do que lá escrevi aconteceu nos lugares que podem, agora, passar a conhecer melhor.
(sugiro que cliquem em cima das fotos para verem os pormenores)

A famosa "Shinga Beer"
Árvore de Natal no Aeroporto de Banguecoque

Chave do último quarto onde estive

Imagem do Rei a ocupar todo um lado de um "arranha-céus"

Banguecoque tem milhares de "arranha-céus"

Os polícias de trânsito usam máscara

A presença do Rei é "obrigatória"

Árvores de Natal para agradar aos turistas

O autocarro dos mais pobres

Banguecoque vive 24 horas por dia

Os "outdoors" são sempre gigantes

Transporte para o avião em Koh Samui

Avião para voos internos

Um dos melhores hotéis em Koh Samui
A bandeira Tailandesa está sempre presente

As Tailandesas andam "de lado" nas "Scooters"

Moto-Táxi muito comum nas ilhas

O paraíso existe, mesmo

O marisco é do melhor do mundo

Táxis nas ilhas. Os passageiros vão sempre na "caixa".

A paz é uma garantia sempre presente

Indianos vendem fatos de marca em todas as esquinas

Interior de um "Katamaran"

Os bares não perdem as características Tailandesas

Peixes de todas as cores e feitios

Comida Tailandesa, para quem gostar. (ughh!)

As Tailandesas vão à praia vestidas

Não faltam "bungalows" para todos os preços

O pôr-do-sol é sempre fantástico

Os Resorts de luxo são impressionantes

As chaves de hotel são sempre originais

Os bares de hotel passam música ocidental

Os "bungalows" são extraordinários

Os barcos que transportam os locais entre ilhas

Os turistas são sempre aos milhares, ou milhões

Nos Resorts a vegetação cuidada é uma constante

"Fullmoon Party", uma das mais desejadas festas no mundo

"Ice Tea" em Tailandês

Táxis nas ilhas. Só arrancam quando estão lotados.

Resort em Koh Phangan

Pode dormir-se encostado à praia

Uma encosta "exclusiva" para turistas

Há sempre um cão abandonado, mas cuidado

Na Tailândia os turistas preferem usar mochilas

Os barcos vão sempre apinhados de estrangeiros

O requinte é uma constante nos Resorts

Há sempre proximidade com a natureza

Qualidade de vida, levada ao pormenor

Há concertos fantásticos em bares

Cama "king-size" num quarto fantástico

Todos os Resorts seguem uma linha

O trânsito em Banguecoque é sempre complicado

Os "tuk-tuk" mostram a cidade de maneira "intensa"

Os aviões e pessoal da "Thai" são 5 Estrelas
Francisco Moreira

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Sempre algures entre o hoje e o amanhã, sem esquecer a memória.

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